
terça-feira, 9 de junho de 2009
terça-feira, 2 de junho de 2009
Olho à minha volta e está tudo a ter filhos. Devem ter posto qualquer coisa na água. Ou então foi um Inverno realmente frio. Anywayz. Sou demasiado irresponsável (e nova! humpf...) para ter filhos. Mas. Um dia destes sentei-me com a minha esposa e tivemos A conversa. "Sabes que vou ser extremamente infeliz se não tiver um, não sabes?". Que sim, que sabe. "Tens consciência que te vais apaixonar por ele tanto ou mais que eu, não tens?". Que sim, que tem. "Então tá". Então tá. E pronto. That simple. Daqui a uns 15 dias chega a criatura mais fofa do Universo. Cinzenta, felpuda, olhos verdes, orelhas enormes. Provavelmente vai-me fazer o sofá em tiras, roer os cabos do computador e, definitivamente, vou ter de comprar um aspirador. Mas, who cares?
segunda-feira, 1 de junho de 2009
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Cinco dias depois e ainda oiço o meu cérebro a fazer eco... Nota mental: da próxima vez não confiar em cromos.
Um apontamento de lucidez no meio da bruma química: homens de 30 anos, definitivamente! E acordar numa confusão de braços, pernas, mãos e cabelos misturados. E cheirar-me nas tuas costas. E embebedares-me com vinho tinto. E fazeres-me o jantar. E preocupares-te comigo mais do que contigo. E teres juízo por mim mesmo quando eu não tenho.
Um apontamento de lucidez no meio da bruma química: homens de 30 anos, definitivamente! E acordar numa confusão de braços, pernas, mãos e cabelos misturados. E cheirar-me nas tuas costas. E embebedares-me com vinho tinto. E fazeres-me o jantar. E preocupares-te comigo mais do que contigo. E teres juízo por mim mesmo quando eu não tenho.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Estão sempre a perguntar-me se consigo dormir com o barulho. Claro que o número de pessoas que sabem que consigo dormir com o barulho de demolições a alguns centímetros dos meus ouvidos é muito limitado. Ainda assim. Barulho é barulho. Música é música. Ocasionalmente passa alguém que grita o seu amor pela cerveja com mais fervor. Isto já é passível de me arrancar aos braços de Morfeu, mas apenas durante breves segundos, os suficientes para me virar para o outro lado e adormecer com um sorriso nos lábios. Dito isto, sou incapaz de dormir com a mais ínfima réstia de luz. Quem conhece as portas da minha casa e leu até aqui já pode parar de rir. Muito obrigada.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Tenho a mania que sou dura...
Cenário: sábado à noite. A festa acontece a 3 metros, no máximo, da minha janela. Eu: adormeço no sofá às 22h30. Planos para hoje: embubadar-me com sangria do minipreço. Humpf...
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Derrota: achar que isto ia mudar alguma coisa e que já não se podia voltar ao ponto de partida e blablabla whiskas saquetas. You proved me wrong, e ainda bem. Às vezes as derrotas têm um sabor bem mais doce que muitas vitórias. Vitória (contra mim própria): não ceder ao caminho mais fácil. Mais vale tarde que nunca.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Dias vazios e tranquilos, estes. Passear pela cidade ao fim do dia. O primeiro par de sapatos que comprei desde que me mudei para aqui :). Copos com os amigos no fim de jantar. Um regresso ansiosamente aguardado e que afinal correu tão bem. Novos vizinhos a caminho de novos amigos. Gente porreira e sem stresses. Pessoas que se entreajudam sem esperar nada em troca. Surpresas agradáveis num bairro no meio da cidade que mais se parece com uma aldeia minúscula. Ouvir música o dia inteiro enquanto trabalho. Manel Cruz a falar-me ao ouvido nas viagens de metro. Palavras doces em vez de parvoíces sem sentido. A casa a começar a parecer-se com um lar. Comida no frigorífico. Preparativos para um fim de semana que se espera intenso. Dormir 4 horas por noite e sobreviver. Sinto-me em estado zen, mas deve ser apenas sleep deprivation.
Tu quoque?
Já perdi a conta ao número de amigos que me pediram para os beijar (tudo em nome de um conhecimento, vá, científico). Mas... um gay?!
terça-feira, 12 de maio de 2009
Ironias da vida
Desde que me mudei que ainda não passei uma peça de roupa a ferro. A minha irmã passa a roupa dela a ferro todos os dias. Ahahahahah!
segunda-feira, 11 de maio de 2009
domingo, 10 de maio de 2009
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Porque é que não consigo dormir? Porque é que me apetece chorar e não consigo? Porque é que me sinto a desesperar? Porque é que não deixo de me portar como uma criança? Porque é que insisto sempre nos mesmos erros? Porque é que deixei esta situação arrastar-se por tanto tempo? Porque é que me prendes a ti por um fio invisível e não me deixas partir? Porque é que eu deixei isto chegar a este ponto? Porque é que sempre que decido que acabou me consegues dar a volta e dizes sempre as palavras certas? Porque é que em todas as restantes situações nunca dizes as palavras certas? Porque é que estás aí e eu aqui? Porque é que isto já não chega para mim? Porque é que não conseguímos comunicar? Porque é que o teu telemóvel está sempre desligado quando tenho coisas importantes para te dizer? Porque é que agora que a minha vida começou estou presa no mesmo sítio e não consigo avançar mais? Porque é que não consigo sonhar contigo? Porque é que estou num beco sem saída? Porque é que me recuso a avançar? Porque é que a minha intuição me diz que isto é o fim? Porque é que esperei tantos dias por ti e não vieste? Porque é que faço a mesma merda de perguntas há tanto tempo e tu não consegues responder a uma? Porque é que as outras pessoas conseguem seguir com as suas vidas e eu não? Porque é que a vida das outras pessoas é normal e a minha não? Porque é que as outras pessoas conseguem definir objectivos realistas e fazer projectos e eu não? Porque é que as outras pessoas se contentam com coisas simples e previsíveis e eu não? Porque é que estou fechada numa sala enquanto a vida acontece lá fora? Porque é que me vim embora e agora me arrependo? Porque é que tenho tanta dificuldade em me comprometer com qualquer coisa que seja? Porque é que gosto da dor? Porque é que nunca tenho coragem para levar as minhas decisões até ao fim? Porque é que preciso sempre de grandes dramas? Porque é que me meto sempre em sarilhos? Porque é que preciso sempre de ir pelo caminho mais difícil? Porque é que me dá prazer ser cruel? Porque é que o simples não me atrai? Porque é que já não chega? Porque é que já não chega? Porque é que nunca chega? Porque é que ninguém me atende o telefone?
quarta-feira, 6 de maio de 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Futilidades
Os rapazes de 24 anos de hoje sabem muito mais que os rapazes de 24 anos de quando eu tinha 18.
Os rapazes de 24 anos de hoje querem exactamente o mesmo que queriam os rapazes de 24 anos de quando eu tinha 18.
Nada se compara a um rapaz de 30 anos.
Os rapazes de 24 anos de hoje querem exactamente o mesmo que queriam os rapazes de 24 anos de quando eu tinha 18.
Nada se compara a um rapaz de 30 anos.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Que culpa tenho eu se gosto de ver TV?
Ficar uma noite inteira enrolada a um gajo no sofá dele e depois levantar-me e vir-me embora é cruel?
segunda-feira, 27 de abril de 2009
E são isto horas para postar?
Claro que são. Amanhã é dia de trabalho? Pois é. Mas ter internet em casa 15 dias depois de me ter mudado é razão suficiente. Já não posso registar as primeiras impressões, mas posso tirar conclusões. O que viver sozinha tem de bom: praticamente tudo. O que viver sozinha tem de menos bom: tenho sempre fome.
Vou dormir.
Nota: estar a postar na minha caminha fofinha, no meu paraíso branco e cor-de-rosa (para alguns o bubblegum nightmare) não tem preço.
Vou dormir.
Nota: estar a postar na minha caminha fofinha, no meu paraíso branco e cor-de-rosa (para alguns o bubblegum nightmare) não tem preço.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Acontecem-me coisas #2
E acontecem em catadupa. Estou eu muito bem no meu local de trabalho (ligeiramente coxa e de téne) quando pessoa x da instituição y me liga a perguntar se estou interessada no trabalho z. Depois de saber as condições (bastante interessantes, embora o bastante interessante seja relativo no meu caso --> qualquer trabalho em que possa maquilhar-me e usar saltos altos é um upgrade significativo) pergunto na minha ingenuidade quando querem que vá à entrevista. Resposta: não é preciso, já foi seleccionada. WHAT???????
domingo, 5 de abril de 2009
Acontecem-me coisas #1
Se eu fizesse uma lista... Desta vez, o acidente doméstico mais estúpido do mundo, round 2. A menina é muito distraída (natural born blonde...). A menina anda muito cansada. A menina dorme profundamente enquanto uma das extremidades do seu corpo sofre queimaduras de 3º grau, vá 2º. A menina tem um pé queimado e não pode usar o calçado de segurança para ir trabalhar. Não é a primeira vez que isto acontece à menina. Alguém me mande dois berros, faxavor.
terça-feira, 24 de março de 2009
Tinha qualquer coisa verdadeiramente brilhante para escrever aqui, mas esqueci-me o que era. Em todo o caso deixarei aqui um pensamento profundo: Deixa de ter graça quando é mesmo a sério. Aplica-se a uma infinidade de situações, mas neste caso estou a falar de malucos do manicómio. Dos verdadeiros.
segunda-feira, 16 de março de 2009
sábado, 7 de março de 2009
E a vidinha continua, banal, lenta, aborrecida. Partilho com os demais alucinados, esquizofrénicos, desesperados, atormentados deste mundo, a secreta esperança que alguma coisa extraordinária aconteça de repente, e que mude a minha vida e me salve de mim. Alguns dirão que vivo em negação, outros chamam-lhe masturbação mental. Eu gosto de pensar que vivo uma ilusão consciente e que é real num universo paralelo.
segunda-feira, 2 de março de 2009
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Nota-se muito que me sinto um bocadinho, mas só um bocadinho, frustrada com o trabalho?
Eu sou o exemplo acabado do que é falhar uma vocação. Andei 5 anos a brincar aos universitários (e às casinhas, e aos médicos, e a muitas outras coisas que agora não vêm ao caso) numa faculdade de ciências. Depois andei mais 3 anos a passsear o meu brilhantismo numa faculdade de letras. E isto tudo para quê? Realmente trabalho numa área que tem algo a ver com a(s) minha(s) formação(ões), mas mais porque fui optando ao longo do tempo: cadeiras em opção, trabalho voluntário nas férias, etc. A ideia era que seria mais fácil entrar no mercado de trabalho, o que realmente se verificou, mas na verdade trata-se apenas de escravatura (por definição). Mas isto tudo para dizer que apesar de ter, finalmente, feito o curso que queria, acabo por pensar que escolhi mal, o que se torna um bocadinho mais grave porque foi o segundo curso. Adoro História, mas será que existe such thing como ter vocação para História? E vou trabalhar em quê? Vão-me pagar? Claro que não. É por isso que não dou por totalmente perdido o tempo, sempre sou arqueóloga, se não é exactamente a mesma coisa é parecido, e todos aqueles dias de Verão a trabalhar (pro bono) debaixo de 38º parecem agora ter valido a pena, pelo menos para poder dizer que sou arqueóloga, mas lá vem o diabinho por cima do ombro a dizer mais uma vez que não sou trabalhadora, sou escrava (por definição).
E afinal qual será a minha vocação? Para dizer a verdade sinto-me verdadeiramente feliz no meio de linhas, agulhas, tecidos, cores, brilhos. Será isto uma vocação? E, ainda mais curioso, sinto-me muito feliz a servir à mesa. O trabalho é muito gratificante, as pessoas são fantásticas, chego ao fim do meu turno com aquela sensação boa de dever cumprido. Será isto uma vocação?E o que tem mais graça no meio disto tudo: aquelas pessoas não me conheciam de lado nenhum, eu não tenho formação nenhuma na área, mas apostaram em mim, confiaram em mim, deram-me uma oportunidade. É muito bom ouvir de um supervisor um elogio rasgado. E o que é melhor: eles pagam-me a tempo e horas, independentemente de o cliente lhes pagar a 30, 60 ou 90 dias. Será que descobri aos 27 anos que devia ter-me formado em hotelaria e estaria agora a ganhar rios de dinheiro? Será que vou tirar outro curso e seguir (mais uma vez) uma direcção totalmente diferente?
Vocações àparte, cheira-me que um dia destes há um certo segundo emprego que vai passar a primeiro.
E afinal qual será a minha vocação? Para dizer a verdade sinto-me verdadeiramente feliz no meio de linhas, agulhas, tecidos, cores, brilhos. Será isto uma vocação? E, ainda mais curioso, sinto-me muito feliz a servir à mesa. O trabalho é muito gratificante, as pessoas são fantásticas, chego ao fim do meu turno com aquela sensação boa de dever cumprido. Será isto uma vocação?E o que tem mais graça no meio disto tudo: aquelas pessoas não me conheciam de lado nenhum, eu não tenho formação nenhuma na área, mas apostaram em mim, confiaram em mim, deram-me uma oportunidade. É muito bom ouvir de um supervisor um elogio rasgado. E o que é melhor: eles pagam-me a tempo e horas, independentemente de o cliente lhes pagar a 30, 60 ou 90 dias. Será que descobri aos 27 anos que devia ter-me formado em hotelaria e estaria agora a ganhar rios de dinheiro? Será que vou tirar outro curso e seguir (mais uma vez) uma direcção totalmente diferente?
Vocações àparte, cheira-me que um dia destes há um certo segundo emprego que vai passar a primeiro.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Obviamente
Tenho um príncipe perdidamente apaixonado por mim. Ficou cheio de pena quando lhe disse que não tinha carro próprio. Disse que ia pôr dinheiro de parte para me comprar um. Eu pedi-lhe um Ferrrari. Azul. Ele disse que podia ser. O príncipe tem sete anos.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Curiosidade antropológica
Recentemente virei loira. Balanço das pessoas minhas conhecidas que comentaram: mulheres - 1; homens - vários. Ainda mais recentemente virei morena. Balanço dos comentários: mulheres - vários; homens - nenhum. Dá que pensar, não dá?
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Desafio
Parece que faz parte de ter um blog responder a estes desafios. Este veio daqui. Fazer o quê? O que é que eu te consigo recusar????
A confissão dos sete pecados mortais, então.
Gula - Comer a toda a hora e/ou além do necessário;
Avareza - Cobiça de bens materiais e/ou dinheiro;
Inveja - Desejar atributos, status, posses e/ou habilidades de outra pessoa;
Ira - É a função dos sentimentos de raiva, rancor e ódio. Por vezes é incontrolável;
Soberba - Falta de humildade, alguém que se acha auto-suficiente;
Luxúria - Apego aos prazeres carnais;
Preguiça - Aversão a qualquer trabalho ou esforço físico.
As regras do desafio são: Revelar a nossa relação com os pecados capitais; Nomear 8 blogues para responder ao desafio.
Mau! A primeira parte ainda vá, agora nomear 8 blogues é que está fora de questão. Já passa da 1 da manhã, Inês Sofia!
Gula - Depende muito. Tenho fases em que não como pura e simplesmente (uma maçã chega para um dia inteiro) e outras em que tenho um apetite voraz. Uma das minhas frases recorrentes é: "Podia comer apenas ... pró resto da minha vida". O ... corresponde a: leite condensado, manga, papaia, caramelo liquído, brigadeiros, bacalhau (qualquer um), noodles instantâneos (este acho que é por causa da palavra "instantâneos"), folhados de salsicha, queijo fresco, salsichas com ovos e batatas fritas (tudo misturado), macdonalds, cerejas, chocolate (só no Inverno).
Avareza - Se estamos a falar da cobiça de bens materiais e/ou dinheiro, confesso já que sim. Os meus sonhos de consumo voam alto (ficam mesmo só por sonhos, na maior parte das vezes), mas avareza não é isso, pois não??? Não me parece que seja. Gosto de partilhar aquilo que tenho, mas como o que tenho não é muito, lá vou partilhando o que é de borla (mas que também tem muito valor!); o meu tempo e a minha dedicação a causas que valham a pena.
Inveja - Gostava muito de ser a Gisele Bundchen, mas tirando isso não me parece.
Ira - Este é o pior! A mim o que me move é o ódio. Se me sinto bem com qualquer coisa porque é que vou mudar? Ou seja, para mudar, para avançar, para crescer, para aprender, preciso de uma boa dose de raiva, quanto mais não seja para provar o contrário. E não é difícil irar-me, mas digo uma dúzia de palavras bonitas e geralmente passa.
Soberba - Considero-me uma pessoa humilde, porque tenho consciência que sei muito pouco e tenho tudo a aprender, mas modesta não sou nada. Sei o que valho e tenho uma auto-confiança para lá do que é razoável (mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa), o que leva as pessoas a acharem-me convencida e nariz empinado, mas isto acontece só nas coisas que realmente controlo. Se me puserem no meio de um grupo de geólogos, acreditem que vou ficar tão caladinha e de cabeça baixa que nem dão por mim...
Luxúria - Hum... Posso passar esta à frente? Uma das grandes lições da vida é aprender a dizer não, mas devo ter faltado à escola neste dia.
Preguiça - Sou a pessoa mais preguiçosa do mundo no que diz respeito a sair do meu perímetro de conforto. Mas se estamos a falar de estar esparramada no sofá o dia todo, de pijama, então não sou definitivamente eu. Mesmo quando estou a ver tv estou ocupada com qualquer outra coisa, e de preferância mais que uma. É-me totalmente impossível estar parada no mesmo sítio (e, já agora, na mesma posição) mais de 10 minutos seguidos.
E pronto, alta seca, mas dever cumprido. Satisfeitinha? Vê lá mas é se te libertas dessa culpa judaico-cristã!
A confissão dos sete pecados mortais, então.
Gula - Comer a toda a hora e/ou além do necessário;
Avareza - Cobiça de bens materiais e/ou dinheiro;
Inveja - Desejar atributos, status, posses e/ou habilidades de outra pessoa;
Ira - É a função dos sentimentos de raiva, rancor e ódio. Por vezes é incontrolável;
Soberba - Falta de humildade, alguém que se acha auto-suficiente;
Luxúria - Apego aos prazeres carnais;
Preguiça - Aversão a qualquer trabalho ou esforço físico.
As regras do desafio são: Revelar a nossa relação com os pecados capitais; Nomear 8 blogues para responder ao desafio.
Mau! A primeira parte ainda vá, agora nomear 8 blogues é que está fora de questão. Já passa da 1 da manhã, Inês Sofia!
Gula - Depende muito. Tenho fases em que não como pura e simplesmente (uma maçã chega para um dia inteiro) e outras em que tenho um apetite voraz. Uma das minhas frases recorrentes é: "Podia comer apenas ... pró resto da minha vida". O ... corresponde a: leite condensado, manga, papaia, caramelo liquído, brigadeiros, bacalhau (qualquer um), noodles instantâneos (este acho que é por causa da palavra "instantâneos"), folhados de salsicha, queijo fresco, salsichas com ovos e batatas fritas (tudo misturado), macdonalds, cerejas, chocolate (só no Inverno).
Avareza - Se estamos a falar da cobiça de bens materiais e/ou dinheiro, confesso já que sim. Os meus sonhos de consumo voam alto (ficam mesmo só por sonhos, na maior parte das vezes), mas avareza não é isso, pois não??? Não me parece que seja. Gosto de partilhar aquilo que tenho, mas como o que tenho não é muito, lá vou partilhando o que é de borla (mas que também tem muito valor!); o meu tempo e a minha dedicação a causas que valham a pena.
Inveja - Gostava muito de ser a Gisele Bundchen, mas tirando isso não me parece.
Ira - Este é o pior! A mim o que me move é o ódio. Se me sinto bem com qualquer coisa porque é que vou mudar? Ou seja, para mudar, para avançar, para crescer, para aprender, preciso de uma boa dose de raiva, quanto mais não seja para provar o contrário. E não é difícil irar-me, mas digo uma dúzia de palavras bonitas e geralmente passa.
Soberba - Considero-me uma pessoa humilde, porque tenho consciência que sei muito pouco e tenho tudo a aprender, mas modesta não sou nada. Sei o que valho e tenho uma auto-confiança para lá do que é razoável (mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa), o que leva as pessoas a acharem-me convencida e nariz empinado, mas isto acontece só nas coisas que realmente controlo. Se me puserem no meio de um grupo de geólogos, acreditem que vou ficar tão caladinha e de cabeça baixa que nem dão por mim...
Luxúria - Hum... Posso passar esta à frente? Uma das grandes lições da vida é aprender a dizer não, mas devo ter faltado à escola neste dia.
Preguiça - Sou a pessoa mais preguiçosa do mundo no que diz respeito a sair do meu perímetro de conforto. Mas se estamos a falar de estar esparramada no sofá o dia todo, de pijama, então não sou definitivamente eu. Mesmo quando estou a ver tv estou ocupada com qualquer outra coisa, e de preferância mais que uma. É-me totalmente impossível estar parada no mesmo sítio (e, já agora, na mesma posição) mais de 10 minutos seguidos.
E pronto, alta seca, mas dever cumprido. Satisfeitinha? Vê lá mas é se te libertas dessa culpa judaico-cristã!
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
As coisas más trazem consigo coisas más, as coisas boas arrastam consigo coisas ainda melhores. Prevê-se um período de coisas ainda melhores para breve! Como diria uma ex-colega de escavação (qualquer semelhança daquelas criaturas com os três estarolas é mais que mera coincidência): Weeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee...
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
The tuga way of doing things
Mandaram-me estar na obra às 9h. A engenheira chegou às 15h. A engenheira deu ordem para começar os trabalhos às 15h30. Os trabalhos começaram às 17h. Os trabalhos acabaram às 18h30. Um dia de trabalho perfeito.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Parece que vem aí frio comó camandro, mais lá para o final da semana. Curioso, porque hoje, quando cheguei a casa, mamãe teve de me meter 2 minutos e meio no microondas, no modo de descongelação. Se calhar vestir três camisolas de lã e o casaco-mais-quente-do-mundo foi uma ideia demasiado optimista. Amanhã tentarei cinco camisolas e o casaco-mais-quente-do-mundo. Tentarei, também, a locomoção. Rebolar não conta.
Mas a vida lá tem os seus pormenorzinhos deliciosos. Hoje apareceu a coisa mais interessante desde o dia 2 de Dezembro, como se pode ver abaixo. O mais engraçado é que não consegui perceber se o bichinho era quente, mole, macio ou fofo, mas se a giratória me tivesse passado por cima dos dedos eu também não tinha percebido, e isso era capaz de já não ser tão engraçado. Em todo o caso, lá escorregadio era - um enorme bem-haja ao Sr. Carlos, o encarregado da obra, que se lançou, intrépido, para dentro da vala e me ajudou a apanhar a infâme criatura. Eu suspeito que ele pensou que eu tinha finalmente encontrado o pote do ouro, mas de certeza que a imagem de duas pessoas adultas a correrem por uma vala de meio metro de largura por um metro e meio de profundidade, atrás de um bicho do tamanho de um porta-chaves (dos pequenitos) vale qualquer euromilhões arqueológico.
Mas a vida lá tem os seus pormenorzinhos deliciosos. Hoje apareceu a coisa mais interessante desde o dia 2 de Dezembro, como se pode ver abaixo. O mais engraçado é que não consegui perceber se o bichinho era quente, mole, macio ou fofo, mas se a giratória me tivesse passado por cima dos dedos eu também não tinha percebido, e isso era capaz de já não ser tão engraçado. Em todo o caso, lá escorregadio era - um enorme bem-haja ao Sr. Carlos, o encarregado da obra, que se lançou, intrépido, para dentro da vala e me ajudou a apanhar a infâme criatura. Eu suspeito que ele pensou que eu tinha finalmente encontrado o pote do ouro, mas de certeza que a imagem de duas pessoas adultas a correrem por uma vala de meio metro de largura por um metro e meio de profundidade, atrás de um bicho do tamanho de um porta-chaves (dos pequenitos) vale qualquer euromilhões arqueológico.
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Quem me conheceu no antes e no depois, sabe que perdi a inocência num fatídico dia de Inverno de 2002. Deixei de ser uma criança mimada e caprichosa para passar a ser uma mulher, mimada e caprichosa.
No espaço de algumas horas, ou de poucos dias, não sei, perdi a noção do tempo, aprendi que nem sempre se pode bater o pé, fazer beicinho, adular e conquistar até se conseguir o que se quer. Quis-te tanto de volta. Tanto e tanto. Mas não valeu de nada implorar, prometer, regatear.
O Universo (alguns chamam-lhe Deus) dá-nos apenas o que realmente precisamos, e só nos dá aquilo que conseguimos suportar.
Há quantos anos nos conhecemos? A maior parte de nós há dez, mas parece uma eternidade. Rimos e chorámos juntas, zangámo-nos e fizemos as pazes, festejámos juntas, estudámos juntas, saímos juntas, conquistámos e fomos conquistadas, amámos, apaixonámo-nos pelas pessoas certas e pelas pessoas erradas, embubadámo-nos e charrámo-nos juntas (com outras a ver…), fizemos tatuagens, fizemos disparates, tirámos um curso!, viajámos, tirámos fotos, tivemos conversas parvas, copiámos umas pelas outras nos exames, subimos as escadas de gatas, lambemos as pedras da calçada, dançámos e cantámos juntas. Vivemos, vivemos, vivemos. Definitivamente, os melhores anos das nossas vidas.
Agora é só outra fase que começa. Mais triste. Não sei dizer o que se vai passar. Talvez este seja o dia em que perdemos todas a inocência, ou pelo menos que passámos todas de meninas a mulheres. Não sei. Mas sei que estamos aqui e que não te vamos deixar cair.
Não estamos velhas, estamos é mais crescidas.
No espaço de algumas horas, ou de poucos dias, não sei, perdi a noção do tempo, aprendi que nem sempre se pode bater o pé, fazer beicinho, adular e conquistar até se conseguir o que se quer. Quis-te tanto de volta. Tanto e tanto. Mas não valeu de nada implorar, prometer, regatear.
O Universo (alguns chamam-lhe Deus) dá-nos apenas o que realmente precisamos, e só nos dá aquilo que conseguimos suportar.
Há quantos anos nos conhecemos? A maior parte de nós há dez, mas parece uma eternidade. Rimos e chorámos juntas, zangámo-nos e fizemos as pazes, festejámos juntas, estudámos juntas, saímos juntas, conquistámos e fomos conquistadas, amámos, apaixonámo-nos pelas pessoas certas e pelas pessoas erradas, embubadámo-nos e charrámo-nos juntas (com outras a ver…), fizemos tatuagens, fizemos disparates, tirámos um curso!, viajámos, tirámos fotos, tivemos conversas parvas, copiámos umas pelas outras nos exames, subimos as escadas de gatas, lambemos as pedras da calçada, dançámos e cantámos juntas. Vivemos, vivemos, vivemos. Definitivamente, os melhores anos das nossas vidas.
Agora é só outra fase que começa. Mais triste. Não sei dizer o que se vai passar. Talvez este seja o dia em que perdemos todas a inocência, ou pelo menos que passámos todas de meninas a mulheres. Não sei. Mas sei que estamos aqui e que não te vamos deixar cair.
Não estamos velhas, estamos é mais crescidas.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Paranóias de uma obsessiva-compulsiva
Qual é a última coisa que se faz antes de tomar banho? Lavar as mãos.
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
A melhor pick-up line de sempre
"Às vezes, quando olho para ela, vejo um cheesecake."
OMFG! A minha vida é um lugar estranho...
OMFG! A minha vida é um lugar estranho...
domingo, 21 de dezembro de 2008
Prémio Preferia Ter Ficado na Ignorância
Revelação do ano 2008: as pessoas que têm cabelo liso, também têm os pintelhos lisos. Os meus mais sinceros agradecimentos às portadoras desta informação...
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Eu Sou Mais Eu ou O Dinheiro Não Traz a Felicidade, mas Compra as Coisas que a Trazem
Eu já quis, e depois não quis. Já estive apaixonada. Já senti raiva. Já senti amor. Já senti ódio. Agora é-me só indiferente. Get a fucking life, you creep!
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
EU QUERO UMA CASA
Ah, e tal. Estamos em Dezembro. Eu já devia estar na minha casinha. Uma casinha inteiramente sem bibelots, sem portas, sem artigos de plástico, sem enfeites de Natal. Mas não. Porque parece que se torna um bocadinho difícil procurar casas por telemóvel, algures do meio da serra, na zona saloia de Portugal. Parece que sim. Mas há pessoas na cidade, com horas de entrada, horas de almoço e horas de saída normais. Que não têm de tomar banho e mudar integralmente de roupa e calçado quando saem dos empregos. Mas parece que essas pessoas estão muito ocupadas. Pois.
sábado, 13 de dezembro de 2008
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Escrever um blog é uma coisa de desocupados (com o perdão dos ocupados que eventualmente me leiam). Apesar de estar desempregada há quase dois meses, trabalho é o que não tem faltado, mil e um biscates, mais os projectos de voluntariado, mais a procura da casa dos sonhos, mais os cafés e os jantares com os amigos, uff... Isto para dizer que entre uma tarefa e outra, o tempo para vir à net se resume a checar o mail, dizer um olá aos amigos no msn, e seguir para outra coisa qualquer. Vou ter muito mais tempo para isto quando estiver na minha casinha :), mas provavelmente não terei net para poder postar... Anyway, este post é para quê? É para dizer que pela primeira vez na vida tenho um trabalho para o qual estudei. A vida começa mesmo aos vinte e sete, ou pelo menos para mim começou. Tantas coisas já aconteceram este ano, mas talvez a mais excitante até agora tenha sido desde a 5a feira passada para cá. Eu a conduzir??? Eu a dirigir uma escavação arqueológica, ou melhor, a trabalhar no meio dos homens das obras??!!! Não deixa de ser irónico o facto de ter fugido a sete pés da geologia porque não queria ir para as obras, mas isso são apenas details... Enfim, é trabalho, não é emprego, mas sabe bem fazer qualquer coisa para a qual se estudou. Depois de secretária, hospedeira em seminários, administrativa, operadora de estudos de mercado, vendedora, operadora de telemarketing, empregada de mesa, costureira, engomadeira, professora, modelo, porque não arqueóloga? Enfim, tal como a Barbie, há toda uma gama de Ninas, mas desta vez é a certa. E em breve, numa sala perto de si, Nina-Taxista (ahahah), Nina-Bolseira, Nina-Revisora de Texto ou mesmo até, quem sabe, a grande sensação da próxima estação, Nina-Geóloga (naaaaaa). Aguardam-se ansiosamente as versões Nina-Modelo Fotográfico, Nina-Estrela de Cinema e ainda Nina-NasceuPraSerRica. A versão Nina-Desempregada já não se fabrica.
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