segunda-feira, 6 de julho de 2009

Take me or leave me

Porque sou mulher, está-me reservado o papel de apenas existir e ser adorável? Pois.

Been there, done that

Tanta inquietação, tanta frustração, tanta lágrima engolida, e afinal a resposta estava apenas a 300 km (de fios telefónicos) de distância.
- Alô
- Alô
- Então, mê amor?
- Hum…
- Que é que se passa?!
- …
- Oh, tontinha, não vês que o que te falta é um objectivo!
Uma hora e trinta e seis minutos mais tarde era uma mulher renovada. Parece que há pessoas que têm de ter sempre um objectivo, um projecto, um motivo, uma causa. Claro que para meu grande azar eu não podia ser do tipo que fica sossegadinha a olhar para as paredes da minha casa perfeita com uma cerveja na mão. Vejamos, quando era mais jovem estudava numa faculdade porreira, com gente porreira. O meu objectivo era fazer o máximo possível com o mínimo de esforço. Quando se tornou demasiado penoso, o meu objectivo passou a ser acabar aquele suplício o mais depressa possível. Foi o que fiz. Objectivo cumprido, canudo na mão, mercado de trabalho desfavorável e uma reviravolta total. Novo objectivo, novo curso, área diametralmente oposta. Desta vez apostei em ir às aulas, tudo direitinho, tirar boas notas, fazer um número estúpido de cadeiras em tempo recorde. Anos mais tarde, objectivo cumprido. Que se segue? Quero uma casa. Bairro histórico, soalho de tábuas corridas, arquitectura particular, espaço amistoso para viver e receber os amigos. Passei 5 penosos meses à procura da casa ideal. Conheci os buracos mais infectos e as casas mais perfeitas com a localização errada. Quando já tínhamos visto tudo o que havia para ver no mercado desanimámos e pensámos desistir. Eu estava farta e cansada e não havia casa que eu não tivesse visto. E, de repente, bingo! Mais um. Next: mobilar a casa perfeita com o conceito perfeito de decoração. Já está. Eu queria muito ter um gato. Também já está. E AGORA???
De qualquer das formas, identificada a causa, fiquei cheia de energia e pronta para novo desafio. Não que isto ajude muito a encontrar um novo objectivo, mas pelo menos não me sinto tão desanimada. Fazer uma viagem? Escrever um livro? Cozinhar comida saudável? Emagrecer 30 kg? Tornar-me budista? Ir salvar o rato de Cabrera? Abre-se perante os meus olhos todo um mundo de possibilidades!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

O Planeamento Familiar é universal e gratuito, mas parece que é só até às 5 da tarde. Grrrrrrrr!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Há o jantar de curso e há a elite

Ainda bem que só há gummi bears de 5 cores - azul, amarelo, verde, laranja, vermelho.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Ter trabalhado este fim-de-semana fez-me pensar no tempo em que trabalhei 7 dias por semana. Às vezes em dois empregos diferentes no mesmo dia. Aconteceu sair de casa às 6 da manhã, conduzir uma hora debaixo de chuva, gelo, nevoeiro, de noite, trabalhar 11 ou 12 horas e conduzir de volta, debaixo de chuva, gelo, nevoeiro, de noite. Vestia a farda, maquilhava-me e penteava o cabelo dentro do carro e ia servir à mesa até à uma ou até às duas da manhã. Depois conduzia para casa e tinha de deixar o carro a kilómetros de distância, porque nunca havia lugar para estacionar. A essa hora já o meu pai andava na rua, à minha espera. Metia-se no carro comigo e procurávamos os dois um lugar mais perto para estacionar. Dormia pouco, sempre que podia. Adormecia onde calhava, no sofá, à mesa, no carro na hora de almoço e quando chovia demasiado para assistir aos trabalhos, na obra. E comia! Chegava a jantar duas vezes, uma no trabalho, outra quando chegava a casa. Outras vezes não tinha tempo antes do trabalho, jantava às 2h30. Na obra comia como um homem, o empregado já me conhecia... Tinha tempo para tudo e nunca estava cansada. Tinha as crianças do centro comunitário, fazia bainhas e roupinha de criança, até passei a ferro para fora. Levantava-me muito cedo e o trabalho era pesado, mas não sentia o cansaço e, na verdade, não conseguia parar.
Parece que foi há centenas de anos, mas foi apenas há alguns meses.
Agora trabalho sete horas por dia, se trabalho ao fim-de-semana é raramente e já não porque preciso, mas porque gosto. Posso levantar-me às 9 da manhã, fazer tudo nas calmas, caminhar pelo meu bairro até ao metro e num instantinho estou no trabalho. Ao fim do dia é caminhar calmamente de volta, comprar uns frescos na mercearia cá da rua, anhar um bocado a ver tv, ou na net. Mas em compensação estou sempre cansada, cada tarefa é um sacrifício. Limpar a casa? Na. Cozinhar comida decente? Só muito raramente. Arrumar o meu quarto? No way.
Eu acho que estou a ressacar do cansaço acumulado. Ou então estou só desmotivada. A minha mãe acha que só comemos merda e que não nos cuidamos. A minha esposa não acha nada, não quer saber.
Veredicto final: acho que me deixei aburguesar.

domingo, 28 de junho de 2009

É tão fofo ligar à minha esposa e ouvi-la dizer "Quando voltas para casa?". É muito. Falamos mais ao telefone quando eu passo o fim-de-semana fora, do que falamos uma com a outra quando estamos as duas em casa. Geralmente funciona assim: ela está numa ponta da casa e eu na outra e quando quero falar com ela mando-lhe um sms.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Hoje vou contar uma linda história. O meu príncipe e eu costumamos beber Super Bock. Ontem experimentámos beber Zubrowca. Não resultou. Como toda a gente sabe, Zubrowca é só para advanced players. Cromo.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Tenho uma jarra com um ramo de rosas completamente mortas, em cima da mesa da sala, há uma semana. Eu disse jarra? Queria dizer um frasco de maionese. Sem a maionese. Tenho também a cama por fazer, a louça da máquina para arrumar, uma cozinha de pantanas, uma casa de banho que nem se fala e uma gata completamente esquizofrénica e com umas unhas demasiado afiadas. O que é que me podia faltar? Ah, estar com uma preguiça de proporções épicas. Isso e ter pessoas a chegar para jantar e não ter nada pa comer. Em compensação tenho muito para beber. Pode ser que os consiga embebedar antes de eles perceberem.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

É só mais um dia mau, mau, mau

Às vezes passam-me umas ideias esquisitas pela mente. Como voltar para casa dos meus pais, por exemplo. Ou então deitar fogo aos dossiers todos em cima da minha secretária, lá no job. E à secretária. E ao computador. E ao meu departamento inteiro. Yeah, that would do!

terça-feira, 23 de junho de 2009

A Poppy acabou de me cortar a perna esquerda em tiras... Nice!
Lá dizia o outro que ser loira não é tudo. Eu acrescento, ser bela não é tudo. Aliás, ser bela não é nada. Ser bela é ser oca. Ser bela é ser fútil. Ser bela é não ter de pagar para entrar numa discoteca nem para beber copos num bar. Ser bela é receber flores de conhecidos e desconhecidos. Ser bela é pedir o mundo e darem-nos o universo. Ser bela é ser previsível. Ser bela é ser o centro da festa, mesmo num velório. Ser bela é foder muito e com muitos. Ser bela é querer e ter. Ser bela é ser egoísta. Ser bela é ser idiota. Ser bela é ser mais que os outros só porque sim. Ser bela é ser burra. Ser bela é ser desejada por todos, mas alcançada apenas por alguns. Ser bela é ser invejada. Ser bela é ser inacessível. Ser bela é estar sozinha.
Felizmente, sou feia como um bode.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

As leis da atracção

O que é que eu terei de fazer mais para perceberes que não quero nada contigo (nem nunca quis, nem nunca vou querer, antes comer merda às colheres!), meu cachalote viscoso?????
Ainda não consegui perceber se tens realmente um moral do caralho ou se és só burro.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Acontecem-me coisas #3

Eu meto-me em cenas grotescas. Rídiculas. Atrofiantes. Diabólicas. Alucinantes. Depois o difícil é sair delas. O meu amante é um gajo sério. O meu amigo-amante é um puto. O meu amante é um gajo medianamente culto, interessado e engraçado. O meu amigo-amante é mais culto, mais inteligente, e engraçado. O meu amante, in his 30's tem a experiência. O meu amigo-amante, in his 20's tem o fulgor. O meu amante faz-me o jantar. O meu amigo-amante encomenda comida. O meu amante anda pela minha casa de boxers. O meu amigo-amante corre comigo de casa dele no fim. O meu amante é um sonho. O meu amigo-amante está a tornar-se um pesadelo. O meu amante aborrece-me. O meu amigo-amante toca-me como ninguém. O meu amante acha que eu sou dele. O meu amigo-amante teme que eu seja de mais alguém. O meu amante é meu amante. O meu amigo-amante é meu amigo. Vivo num filme e não sei como sair dele. Airosamente, pelo menos.

terça-feira, 9 de junho de 2009

terça-feira, 2 de junho de 2009

Olho à minha volta e está tudo a ter filhos. Devem ter posto qualquer coisa na água. Ou então foi um Inverno realmente frio. Anywayz. Sou demasiado irresponsável (e nova! humpf...) para ter filhos. Mas. Um dia destes sentei-me com a minha esposa e tivemos A conversa. "Sabes que vou ser extremamente infeliz se não tiver um, não sabes?". Que sim, que sabe. "Tens consciência que te vais apaixonar por ele tanto ou mais que eu, não tens?". Que sim, que tem. "Então tá". Então tá. E pronto. That simple. Daqui a uns 15 dias chega a criatura mais fofa do Universo. Cinzenta, felpuda, olhos verdes, orelhas enormes. Provavelmente vai-me fazer o sofá em tiras, roer os cabos do computador e, definitivamente, vou ter de comprar um aspirador. Mas, who cares?

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Esta cidade está em chamas. É difícil manter-me sóbria perante o festim de carne, corpos, bocas lascivas, olhares a tansbordar de desejo. Corro para casa e tomo banho. Deito-me na cama, sem roupa, com a janela aberta, e penso em ti.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Cinco dias depois e ainda oiço o meu cérebro a fazer eco... Nota mental: da próxima vez não confiar em cromos.
Um apontamento de lucidez no meio da bruma química: homens de 30 anos, definitivamente! E acordar numa confusão de braços, pernas, mãos e cabelos misturados. E cheirar-me nas tuas costas. E embebedares-me com vinho tinto. E fazeres-me o jantar. E preocupares-te comigo mais do que contigo. E teres juízo por mim mesmo quando eu não tenho.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Estão sempre a perguntar-me se consigo dormir com o barulho. Claro que o número de pessoas que sabem que consigo dormir com o barulho de demolições a alguns centímetros dos meus ouvidos é muito limitado. Ainda assim. Barulho é barulho. Música é música. Ocasionalmente passa alguém que grita o seu amor pela cerveja com mais fervor. Isto já é passível de me arrancar aos braços de Morfeu, mas apenas durante breves segundos, os suficientes para me virar para o outro lado e adormecer com um sorriso nos lábios. Dito isto, sou incapaz de dormir com a mais ínfima réstia de luz. Quem conhece as portas da minha casa e leu até aqui já pode parar de rir. Muito obrigada.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Tenho a mania que sou dura...

Cenário: sábado à noite. A festa acontece a 3 metros, no máximo, da minha janela. Eu: adormeço no sofá às 22h30. Planos para hoje: embubadar-me com sangria do minipreço. Humpf...

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Derrota: achar que isto ia mudar alguma coisa e que já não se podia voltar ao ponto de partida e blablabla whiskas saquetas. You proved me wrong, e ainda bem. Às vezes as derrotas têm um sabor bem mais doce que muitas vitórias. Vitória (contra mim própria): não ceder ao caminho mais fácil. Mais vale tarde que nunca.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Dias vazios e tranquilos, estes. Passear pela cidade ao fim do dia. O primeiro par de sapatos que comprei desde que me mudei para aqui :). Copos com os amigos no fim de jantar. Um regresso ansiosamente aguardado e que afinal correu tão bem. Novos vizinhos a caminho de novos amigos. Gente porreira e sem stresses. Pessoas que se entreajudam sem esperar nada em troca. Surpresas agradáveis num bairro no meio da cidade que mais se parece com uma aldeia minúscula. Ouvir música o dia inteiro enquanto trabalho. Manel Cruz a falar-me ao ouvido nas viagens de metro. Palavras doces em vez de parvoíces sem sentido. A casa a começar a parecer-se com um lar. Comida no frigorífico. Preparativos para um fim de semana que se espera intenso. Dormir 4 horas por noite e sobreviver. Sinto-me em estado zen, mas deve ser apenas sleep deprivation.

Tu quoque?

Já perdi a conta ao número de amigos que me pediram para os beijar (tudo em nome de um conhecimento, vá, científico). Mas... um gay?!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Moro no bairro mai lindo desta cidade!

Ironias da vida

Desde que me mudei que ainda não passei uma peça de roupa a ferro. A minha irmã passa a roupa dela a ferro todos os dias. Ahahahahah!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

E quando já me tinha resignado a sofrer para a eternidade, eis que parou de me doer. Vá, não dói quase nada. Só quando como. Ou quando falo. Ou quando respiro. Mas é mesmo quase-quase-quase nada...

domingo, 10 de maio de 2009

A pessoa que eu não sou hoje, mas que um virei a ser, ama a pessoa que tu não és hoje, e que talvez nunca venhas a ser.

sábado, 9 de maio de 2009

O meu pirçu ERA querido. Agora é só uma dor atroz.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

O meu pirçu é tão querido

A novos começos. Txin txin!
Porque é que não consigo dormir? Porque é que me apetece chorar e não consigo? Porque é que me sinto a desesperar? Porque é que não deixo de me portar como uma criança? Porque é que insisto sempre nos mesmos erros? Porque é que deixei esta situação arrastar-se por tanto tempo? Porque é que me prendes a ti por um fio invisível e não me deixas partir? Porque é que eu deixei isto chegar a este ponto? Porque é que sempre que decido que acabou me consegues dar a volta e dizes sempre as palavras certas? Porque é que em todas as restantes situações nunca dizes as palavras certas? Porque é que estás aí e eu aqui? Porque é que isto já não chega para mim? Porque é que não conseguímos comunicar? Porque é que o teu telemóvel está sempre desligado quando tenho coisas importantes para te dizer? Porque é que agora que a minha vida começou estou presa no mesmo sítio e não consigo avançar mais? Porque é que não consigo sonhar contigo? Porque é que estou num beco sem saída? Porque é que me recuso a avançar? Porque é que a minha intuição me diz que isto é o fim? Porque é que esperei tantos dias por ti e não vieste? Porque é que faço a mesma merda de perguntas há tanto tempo e tu não consegues responder a uma? Porque é que as outras pessoas conseguem seguir com as suas vidas e eu não? Porque é que a vida das outras pessoas é normal e a minha não? Porque é que as outras pessoas conseguem definir objectivos realistas e fazer projectos e eu não? Porque é que as outras pessoas se contentam com coisas simples e previsíveis e eu não? Porque é que estou fechada numa sala enquanto a vida acontece lá fora? Porque é que me vim embora e agora me arrependo? Porque é que tenho tanta dificuldade em me comprometer com qualquer coisa que seja? Porque é que gosto da dor? Porque é que nunca tenho coragem para levar as minhas decisões até ao fim? Porque é que preciso sempre de grandes dramas? Porque é que me meto sempre em sarilhos? Porque é que preciso sempre de ir pelo caminho mais difícil? Porque é que me dá prazer ser cruel? Porque é que o simples não me atrai? Porque é que já não chega? Porque é que já não chega? Porque é que nunca chega? Porque é que ninguém me atende o telefone?

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Há qualquer coisa de trágico em ti. Felizmente não se nota muito quando tens os olhos fechados.
Eu às vezes faço perguntas para as quais não quero saber as respostas. A sério. Mesmo!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Futilidades

Os rapazes de 24 anos de hoje sabem muito mais que os rapazes de 24 anos de quando eu tinha 18.
Os rapazes de 24 anos de hoje querem exactamente o mesmo que queriam os rapazes de 24 anos de quando eu tinha 18.
Nada se compara a um rapaz de 30 anos.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Que culpa tenho eu se gosto de ver TV?

Ficar uma noite inteira enrolada a um gajo no sofá dele e depois levantar-me e vir-me embora é cruel?

segunda-feira, 27 de abril de 2009

E são isto horas para postar?

Claro que são. Amanhã é dia de trabalho? Pois é. Mas ter internet em casa 15 dias depois de me ter mudado é razão suficiente. Já não posso registar as primeiras impressões, mas posso tirar conclusões. O que viver sozinha tem de bom: praticamente tudo. O que viver sozinha tem de menos bom: tenho sempre fome.
Vou dormir.
Nota: estar a postar na minha caminha fofinha, no meu paraíso branco e cor-de-rosa (para alguns o bubblegum nightmare) não tem preço.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Acontecem-me coisas #2

E acontecem em catadupa. Estou eu muito bem no meu local de trabalho (ligeiramente coxa e de téne) quando pessoa x da instituição y me liga a perguntar se estou interessada no trabalho z. Depois de saber as condições (bastante interessantes, embora o bastante interessante seja relativo no meu caso --> qualquer trabalho em que possa maquilhar-me e usar saltos altos é um upgrade significativo) pergunto na minha ingenuidade quando querem que vá à entrevista. Resposta: não é preciso, já foi seleccionada. WHAT???????

domingo, 5 de abril de 2009

Acontecem-me coisas #1

Se eu fizesse uma lista... Desta vez, o acidente doméstico mais estúpido do mundo, round 2. A menina é muito distraída (natural born blonde...). A menina anda muito cansada. A menina dorme profundamente enquanto uma das extremidades do seu corpo sofre queimaduras de 3º grau, vá 2º. A menina tem um pé queimado e não pode usar o calçado de segurança para ir trabalhar. Não é a primeira vez que isto acontece à menina. Alguém me mande dois berros, faxavor.

terça-feira, 24 de março de 2009

Tinha qualquer coisa verdadeiramente brilhante para escrever aqui, mas esqueci-me o que era. Em todo o caso deixarei aqui um pensamento profundo: Deixa de ter graça quando é mesmo a sério. Aplica-se a uma infinidade de situações, mas neste caso estou a falar de malucos do manicómio. Dos verdadeiros.

segunda-feira, 16 de março de 2009

A minha casa já tem: cerveja.
A minha casa ainda não tem: tira-caricas.

quinta-feira, 12 de março de 2009

CHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAVE!

sábado, 7 de março de 2009

E a vidinha continua, banal, lenta, aborrecida. Partilho com os demais alucinados, esquizofrénicos, desesperados, atormentados deste mundo, a secreta esperança que alguma coisa extraordinária aconteça de repente, e que mude a minha vida e me salve de mim. Alguns dirão que vivo em negação, outros chamam-lhe masturbação mental. Eu gosto de pensar que vivo uma ilusão consciente e que é real num universo paralelo.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Demasiado cansada para escrever, mas razoavelmente feliz, com um novo sobrinho (ou sobrinha) para chegar, chave quasequasequase na mão e mobílias a conta-gotas.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Nota-se muito que me sinto um bocadinho, mas só um bocadinho, frustrada com o trabalho?

Eu sou o exemplo acabado do que é falhar uma vocação. Andei 5 anos a brincar aos universitários (e às casinhas, e aos médicos, e a muitas outras coisas que agora não vêm ao caso) numa faculdade de ciências. Depois andei mais 3 anos a passsear o meu brilhantismo numa faculdade de letras. E isto tudo para quê? Realmente trabalho numa área que tem algo a ver com a(s) minha(s) formação(ões), mas mais porque fui optando ao longo do tempo: cadeiras em opção, trabalho voluntário nas férias, etc. A ideia era que seria mais fácil entrar no mercado de trabalho, o que realmente se verificou, mas na verdade trata-se apenas de escravatura (por definição). Mas isto tudo para dizer que apesar de ter, finalmente, feito o curso que queria, acabo por pensar que escolhi mal, o que se torna um bocadinho mais grave porque foi o segundo curso. Adoro História, mas será que existe such thing como ter vocação para História? E vou trabalhar em quê? Vão-me pagar? Claro que não. É por isso que não dou por totalmente perdido o tempo, sempre sou arqueóloga, se não é exactamente a mesma coisa é parecido, e todos aqueles dias de Verão a trabalhar (pro bono) debaixo de 38º parecem agora ter valido a pena, pelo menos para poder dizer que sou arqueóloga, mas lá vem o diabinho por cima do ombro a dizer mais uma vez que não sou trabalhadora, sou escrava (por definição).
E afinal qual será a minha vocação? Para dizer a verdade sinto-me verdadeiramente feliz no meio de linhas, agulhas, tecidos, cores, brilhos. Será isto uma vocação? E, ainda mais curioso, sinto-me muito feliz a servir à mesa. O trabalho é muito gratificante, as pessoas são fantásticas, chego ao fim do meu turno com aquela sensação boa de dever cumprido. Será isto uma vocação?E o que tem mais graça no meio disto tudo: aquelas pessoas não me conheciam de lado nenhum, eu não tenho formação nenhuma na área, mas apostaram em mim, confiaram em mim, deram-me uma oportunidade. É muito bom ouvir de um supervisor um elogio rasgado. E o que é melhor: eles pagam-me a tempo e horas, independentemente de o cliente lhes pagar a 30, 60 ou 90 dias. Será que descobri aos 27 anos que devia ter-me formado em hotelaria e estaria agora a ganhar rios de dinheiro? Será que vou tirar outro curso e seguir (mais uma vez) uma direcção totalmente diferente?
Vocações àparte, cheira-me que um dia destes há um certo segundo emprego que vai passar a primeiro.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Obviamente

Tenho um príncipe perdidamente apaixonado por mim. Ficou cheio de pena quando lhe disse que não tinha carro próprio. Disse que ia pôr dinheiro de parte para me comprar um. Eu pedi-lhe um Ferrrari. Azul. Ele disse que podia ser. O príncipe tem sete anos.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Se isto continua assim por mais 38 dias, seria uma boa ideia começar a pensar em construir uma Arca. Pelo menos em Sobral. Se calhar no resto do país está um sol radioso.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Curiosidade antropológica

Recentemente virei loira. Balanço das pessoas minhas conhecidas que comentaram: mulheres - 1; homens - vários. Ainda mais recentemente virei morena. Balanço dos comentários: mulheres - vários; homens - nenhum. Dá que pensar, não dá?

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Desafio

Parece que faz parte de ter um blog responder a estes desafios. Este veio daqui. Fazer o quê? O que é que eu te consigo recusar????

A confissão dos sete pecados mortais, então.

Gula - Comer a toda a hora e/ou além do necessário;
Avareza - Cobiça de bens materiais e/ou dinheiro;
Inveja - Desejar atributos, status, posses e/ou habilidades de outra pessoa;
Ira - É a função dos sentimentos de raiva, rancor e ódio. Por vezes é incontrolável;
Soberba - Falta de humildade, alguém que se acha auto-suficiente;
Luxúria - Apego aos prazeres carnais;
Preguiça - Aversão a qualquer trabalho ou esforço físico.

As regras do desafio são: Revelar a nossa relação com os pecados capitais; Nomear 8 blogues para responder ao desafio.

Mau! A primeira parte ainda vá, agora nomear 8 blogues é que está fora de questão. Já passa da 1 da manhã, Inês Sofia!

Gula - Depende muito. Tenho fases em que não como pura e simplesmente (uma maçã chega para um dia inteiro) e outras em que tenho um apetite voraz. Uma das minhas frases recorrentes é: "Podia comer apenas ... pró resto da minha vida". O ... corresponde a: leite condensado, manga, papaia, caramelo liquído, brigadeiros, bacalhau (qualquer um), noodles instantâneos (este acho que é por causa da palavra "instantâneos"), folhados de salsicha, queijo fresco, salsichas com ovos e batatas fritas (tudo misturado), macdonalds, cerejas, chocolate (só no Inverno).

Avareza - Se estamos a falar da cobiça de bens materiais e/ou dinheiro, confesso já que sim. Os meus sonhos de consumo voam alto (ficam mesmo só por sonhos, na maior parte das vezes), mas avareza não é isso, pois não??? Não me parece que seja. Gosto de partilhar aquilo que tenho, mas como o que tenho não é muito, lá vou partilhando o que é de borla (mas que também tem muito valor!); o meu tempo e a minha dedicação a causas que valham a pena.

Inveja - Gostava muito de ser a Gisele Bundchen, mas tirando isso não me parece.

Ira - Este é o pior! A mim o que me move é o ódio. Se me sinto bem com qualquer coisa porque é que vou mudar? Ou seja, para mudar, para avançar, para crescer, para aprender, preciso de uma boa dose de raiva, quanto mais não seja para provar o contrário. E não é difícil irar-me, mas digo uma dúzia de palavras bonitas e geralmente passa.

Soberba - Considero-me uma pessoa humilde, porque tenho consciência que sei muito pouco e tenho tudo a aprender, mas modesta não sou nada. Sei o que valho e tenho uma auto-confiança para lá do que é razoável (mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa), o que leva as pessoas a acharem-me convencida e nariz empinado, mas isto acontece só nas coisas que realmente controlo. Se me puserem no meio de um grupo de geólogos, acreditem que vou ficar tão caladinha e de cabeça baixa que nem dão por mim...

Luxúria - Hum... Posso passar esta à frente? Uma das grandes lições da vida é aprender a dizer não, mas devo ter faltado à escola neste dia.

Preguiça - Sou a pessoa mais preguiçosa do mundo no que diz respeito a sair do meu perímetro de conforto. Mas se estamos a falar de estar esparramada no sofá o dia todo, de pijama, então não sou definitivamente eu. Mesmo quando estou a ver tv estou ocupada com qualquer outra coisa, e de preferância mais que uma. É-me totalmente impossível estar parada no mesmo sítio (e, já agora, na mesma posição) mais de 10 minutos seguidos.


E pronto, alta seca, mas dever cumprido. Satisfeitinha? Vê lá mas é se te libertas dessa culpa judaico-cristã!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

As coisas más trazem consigo coisas más, as coisas boas arrastam consigo coisas ainda melhores. Prevê-se um período de coisas ainda melhores para breve! Como diria uma ex-colega de escavação (qualquer semelhança daquelas criaturas com os três estarolas é mais que mera coincidência): Weeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

The tuga way of doing things

Mandaram-me estar na obra às 9h. A engenheira chegou às 15h. A engenheira deu ordem para começar os trabalhos às 15h30. Os trabalhos começaram às 17h. Os trabalhos acabaram às 18h30. Um dia de trabalho perfeito.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Parece que vem aí frio comó camandro, mais lá para o final da semana. Curioso, porque hoje, quando cheguei a casa, mamãe teve de me meter 2 minutos e meio no microondas, no modo de descongelação. Se calhar vestir três camisolas de lã e o casaco-mais-quente-do-mundo foi uma ideia demasiado optimista. Amanhã tentarei cinco camisolas e o casaco-mais-quente-do-mundo. Tentarei, também, a locomoção. Rebolar não conta.
Mas a vida lá tem os seus pormenorzinhos deliciosos. Hoje apareceu a coisa mais interessante desde o dia 2 de Dezembro, como se pode ver abaixo. O mais engraçado é que não consegui perceber se o bichinho era quente, mole, macio ou fofo, mas se a giratória me tivesse passado por cima dos dedos eu também não tinha percebido, e isso era capaz de já não ser tão engraçado. Em todo o caso, lá escorregadio era - um enorme bem-haja ao Sr. Carlos, o encarregado da obra, que se lançou, intrépido, para dentro da vala e me ajudou a apanhar a infâme criatura. Eu suspeito que ele pensou que eu tinha finalmente encontrado o pote do ouro, mas de certeza que a imagem de duas pessoas adultas a correrem por uma vala de meio metro de largura por um metro e meio de profundidade, atrás de um bicho do tamanho de um porta-chaves (dos pequenitos) vale qualquer euromilhões arqueológico.