1. Desde quando é que freaks (em estado terminal) distribuem propaganda do PS? Pois. Também foi o que eu pensei.
2. Quando durmo pouco, ando o dia inteiro com frio. A minha colega aproveitou a oportunidade para me perguntar se tomo drogas duras.
3. Se calhar ia tentar dormir.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Viver depressa, morrer jovem, fazer um cadáver bonito
Estou anestesiada de cansaço. Tenho demasiado sono até para dormir. Neste estado ou me dá para rir histericamente sem razão, ou me dá para ter ideias parvas. A saber. Será que uma pessoa tem o direito de morrer? De se matar, I mean. Mesmo que seja a 200 contra uma árvore. Mesmo que não seja propriamente de propósito.
Lembras-te daquele Verão em que tiveste o primeiro acidente? Alguém me telefonou e disse "Tem calma. Ainda não foi desta". Ainda? Ok, pensamentos mais felizes. Passaste esse Verão deitado na cama, perna estendida, parafusos do lado de fora da carne. Passei horas contigo, os dois estendidos na cama, a tocar viola, a escolher o teu novo carro, etc., etc., etc. Quando não estava contigo passava o tempo a ler as tuas cartas e a escrever para ti. Perdi essas cartas, tenho de tentar resgatá-las. Que escrevíamos nós um ao outro? Parvoíces de adolescentes. Onde estarão as cartas? Lembro-me também o que me disseste numa dessas tardes. "Não tenho medo de morrer". Que bom para ti!
Estragaste tudo. Bastava teres insistido um bocadinho mais. E se agora me custa, nem podes imaginar como foi aos 20 anos.
Se estivesses aqui agora, se te pudesse contar como sou eu hoje, se te pudesse dizer que acertaste, como sempre, em todas as coisas que disseste que eu ia ser. Mas como seria eu hoje se não tivesse acontecido? Quero muito acreditar que estaríamos em Nova Iorque, ou quem sabe Las Vegas, a curtir milhões e a viver aquilo para que nascemos. Assim, sou só mais uma no meio da multidão, e tu és só uma lembrança triste. O mundo mudou, o meu mundo mudou. Continuo a ser a pessoa mais incoerente do universo, continuo a confundir as palavras egoísta com invejoso, continuo a olhar para as pessoas quando falam comigo daquela maneira que só tu reparavas, continuo a gostar de andar depressa, continuo a cometer os mesmos erros vezes sem conta. Mas alguma coisa se perdeu algures, e tenho muito medo de nunca a vir a recuperar. Saber que eras a minha rede e que estavas lá de cada vez que eu caísse ajudava. Contigo dava sempre certo, tinhas a solução para tudo.
E sim, finalmente acredito que era a sério.
Amaste intensamente, viveste intensamente. Ninguém pode pedir mais nem melhor. Até prova em contrário, és o único de nós eternamente jovem.
Lembras-te daquele Verão em que tiveste o primeiro acidente? Alguém me telefonou e disse "Tem calma. Ainda não foi desta". Ainda? Ok, pensamentos mais felizes. Passaste esse Verão deitado na cama, perna estendida, parafusos do lado de fora da carne. Passei horas contigo, os dois estendidos na cama, a tocar viola, a escolher o teu novo carro, etc., etc., etc. Quando não estava contigo passava o tempo a ler as tuas cartas e a escrever para ti. Perdi essas cartas, tenho de tentar resgatá-las. Que escrevíamos nós um ao outro? Parvoíces de adolescentes. Onde estarão as cartas? Lembro-me também o que me disseste numa dessas tardes. "Não tenho medo de morrer". Que bom para ti!
Estragaste tudo. Bastava teres insistido um bocadinho mais. E se agora me custa, nem podes imaginar como foi aos 20 anos.
Se estivesses aqui agora, se te pudesse contar como sou eu hoje, se te pudesse dizer que acertaste, como sempre, em todas as coisas que disseste que eu ia ser. Mas como seria eu hoje se não tivesse acontecido? Quero muito acreditar que estaríamos em Nova Iorque, ou quem sabe Las Vegas, a curtir milhões e a viver aquilo para que nascemos. Assim, sou só mais uma no meio da multidão, e tu és só uma lembrança triste. O mundo mudou, o meu mundo mudou. Continuo a ser a pessoa mais incoerente do universo, continuo a confundir as palavras egoísta com invejoso, continuo a olhar para as pessoas quando falam comigo daquela maneira que só tu reparavas, continuo a gostar de andar depressa, continuo a cometer os mesmos erros vezes sem conta. Mas alguma coisa se perdeu algures, e tenho muito medo de nunca a vir a recuperar. Saber que eras a minha rede e que estavas lá de cada vez que eu caísse ajudava. Contigo dava sempre certo, tinhas a solução para tudo.
E sim, finalmente acredito que era a sério.
Amaste intensamente, viveste intensamente. Ninguém pode pedir mais nem melhor. Até prova em contrário, és o único de nós eternamente jovem.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Depois de muitas semanas de silêncio, o príncipe lá voltou à carga. Estava disposta a apostar o dedo mindinho do meu pé direito (e deus sabe como me faz falta) como escreve e reescreve vezes sem conta as mensagens antes de mas enviar. Não percebe a fatuidade de tal gesto. Mas eu também não o terei esclarecido devidamente. Ignorar ou dar respostas chochas não resolve. Opto por lhe dizer a verdade ("tens uma pila demasiado aborrecida para o meu gosto"), minto descaradamente ("desculpa, não és tu, sou eu. Agora gosto é de gajas"), conto a mentirinha piedosa ("és demasiado bom para mim, a sério! Não sei se já percebeste, mas sou completamente instável e desestruturada"), ou conto-lhe uma meia-verdade ("estou envolvida com outra pessoa e ele não ia gostar muito desta cena. Nem vais acreditar nisto, mas por acaso até sabes quem é, é o...")?
Claro que vou fazer o que faço sempre (e que, aliás, faço tão bem); ignoro o problema até ele se resolver por si.
Claro que vou fazer o que faço sempre (e que, aliás, faço tão bem); ignoro o problema até ele se resolver por si.
sábado, 12 de setembro de 2009
Uma frase por dia e nada mais
Querido diário:
Hoje levantei-me cedo, fui trabalhar cedo e saí cedo. Tive tempo de passar pelo jardim, tirar algumas fotos, fazer compras, vir para casa e esticar-me no sofá a brincar com a bicha e a pôr a conversa em dia com as amigas, no telefone. Alguém me ligou a dizer que estava a subir a minha rua, e se havia jantar para mais duas. Fizemos jantar, comemos e saímos para a rua. Foram aparecendo mais pessoas. Estava cansada e precisava de dormir, mas quando deixei um grupo para vir para casa encontrei mais três pessoas conhecidas, a que mais tarde se juntaram outras, que eu desconhecia. E foi então que o Universo conspirou a meu favor. Praaaaaaise the loooooord!!
Hoje levantei-me cedo, fui trabalhar cedo e saí cedo. Tive tempo de passar pelo jardim, tirar algumas fotos, fazer compras, vir para casa e esticar-me no sofá a brincar com a bicha e a pôr a conversa em dia com as amigas, no telefone. Alguém me ligou a dizer que estava a subir a minha rua, e se havia jantar para mais duas. Fizemos jantar, comemos e saímos para a rua. Foram aparecendo mais pessoas. Estava cansada e precisava de dormir, mas quando deixei um grupo para vir para casa encontrei mais três pessoas conhecidas, a que mais tarde se juntaram outras, que eu desconhecia. E foi então que o Universo conspirou a meu favor. Praaaaaaise the loooooord!!
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Este é o meu poema preferido de sempre
De Paul Éluard
Sur mes cahiers d'écolier
Sur mon pupitre et les arbres
Sur le sable sur la neige
J'écris ton nom
Sur toutes les pages lues
Sur toutes les pages blanches
Pierre sang papier ou cendre
J'écris ton nom
Sur les images dorées
Sur les armes des guerriers
Sur la couronne des rois
J'écris ton nom
Sur la jungle et le désert
Sur les nids sur les genêts
Sur l'écho de mon enfance
J'écris ton nom
Sur les merveilles des nuits
Sur le pain blanc des journées
Sur les saisons fiancées
J'écris ton nom
Sur tous mes chiffons d'azur
Sur l'étang soleil moisi
Sur le lac lune vivante
J'écris ton nom
Sur les champs sur l'horizon
Sur les ailes des oiseaux
Et sur le moulin des ombres
J'écris ton nom
Sur chaque bouffée d'aurore
Sur la mer sur les bateaux
Sur la montagne démente
J'écris ton nom
Sur la mousse des nuages
Sur les sueurs de l'orage
Sur la pluie épaisse et fade
J'écris ton nom
Sur les formes scintillantes
Sur les cloches des couleurs
Sur la vérité physique
J'écris ton nom
Sur les sentiers éveillés
Sur les routes déployées
Sur les places qui débordent
J'écris ton nom
Sur la lampe qui s'allume
Sur la lampe qui s'éteint
Sur mes maisons réunis
J'écris ton nom
Sur le fruit coupé en deux
Dur miroir et de ma chambre
Sur mon lit coquille vide
J'écris ton nom
Sur mon chien gourmand et tendre
Sur ses oreilles dressées
Sur sa patte maladroite
J'écris ton nom
Sur le tremplin de ma porte
Sur les objets familiers
Sur le flot du feu béni
J'écris ton nom
Sur toute chair accordée
Sur le front de mes amis
Sur chaque main qui se tend
J'écris ton nom
Sur la vitre des surprises
Sur les lèvres attentives
Bien au-dessus du silence
J'écris ton nom
Sur mes refuges détruits
Sur mes phares écroulés
Sur les murs de mon ennui
J'écris ton nom
Sur l'absence sans désir
Sur la solitude nue
Sur les marches de la mort
J'écris ton nom
Sur la santé revenue
Sur le risque disparu
Sur l'espoir sans souvenir
J'écris ton nom
Et par le pouvoir d'un mot
Je recommence ma vie
Je suis né pour te connaître
Pour te nommer
Liberté.
Foi isto que senti hoje. Obrigada, querido.
Sur mes cahiers d'écolier
Sur mon pupitre et les arbres
Sur le sable sur la neige
J'écris ton nom
Sur toutes les pages lues
Sur toutes les pages blanches
Pierre sang papier ou cendre
J'écris ton nom
Sur les images dorées
Sur les armes des guerriers
Sur la couronne des rois
J'écris ton nom
Sur la jungle et le désert
Sur les nids sur les genêts
Sur l'écho de mon enfance
J'écris ton nom
Sur les merveilles des nuits
Sur le pain blanc des journées
Sur les saisons fiancées
J'écris ton nom
Sur tous mes chiffons d'azur
Sur l'étang soleil moisi
Sur le lac lune vivante
J'écris ton nom
Sur les champs sur l'horizon
Sur les ailes des oiseaux
Et sur le moulin des ombres
J'écris ton nom
Sur chaque bouffée d'aurore
Sur la mer sur les bateaux
Sur la montagne démente
J'écris ton nom
Sur la mousse des nuages
Sur les sueurs de l'orage
Sur la pluie épaisse et fade
J'écris ton nom
Sur les formes scintillantes
Sur les cloches des couleurs
Sur la vérité physique
J'écris ton nom
Sur les sentiers éveillés
Sur les routes déployées
Sur les places qui débordent
J'écris ton nom
Sur la lampe qui s'allume
Sur la lampe qui s'éteint
Sur mes maisons réunis
J'écris ton nom
Sur le fruit coupé en deux
Dur miroir et de ma chambre
Sur mon lit coquille vide
J'écris ton nom
Sur mon chien gourmand et tendre
Sur ses oreilles dressées
Sur sa patte maladroite
J'écris ton nom
Sur le tremplin de ma porte
Sur les objets familiers
Sur le flot du feu béni
J'écris ton nom
Sur toute chair accordée
Sur le front de mes amis
Sur chaque main qui se tend
J'écris ton nom
Sur la vitre des surprises
Sur les lèvres attentives
Bien au-dessus du silence
J'écris ton nom
Sur mes refuges détruits
Sur mes phares écroulés
Sur les murs de mon ennui
J'écris ton nom
Sur l'absence sans désir
Sur la solitude nue
Sur les marches de la mort
J'écris ton nom
Sur la santé revenue
Sur le risque disparu
Sur l'espoir sans souvenir
J'écris ton nom
Et par le pouvoir d'un mot
Je recommence ma vie
Je suis né pour te connaître
Pour te nommer
Liberté.
Foi isto que senti hoje. Obrigada, querido.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Procuro marido rico multimilionário, que me possa proporcionar férias de 365 dias por ano. De preferência com interesses no hemisfério Sul, para aí passar os aborrecidos meses do Inverno europeu. Sou uma pessoa muito séria, sou carinhosa, e possuo a maior virtude da esposa dedicada: sei sempre quando devo ficar calada.
domingo, 6 de setembro de 2009
sábado, 22 de agosto de 2009
Para grande desgosto dos meus numerososnumerososnumerosos fãs, meti 15 dias de baixa. Vou-me internar num Boot Camp para obesos mórbidos no Alto Volta. Sem internet. Sem telefones. Sem TV. Sem comida. Se tudo correr de acordo com o planeado, volto daqui a duas semanas, boazuda comócaralho e pronta a arrasar os coraçoezinhos solitários do departamento jurídico inteiro. Saudinha!
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Contra todas as evidências parece que afinal sou macho
Não vem nos livros, mas toda a gente sabe. As donzelas apaixonam-se sem apelo nem agravo pelo primeiro príncipe que as trespassa com a espada do amor (quem é que se lembra do nome do segundo homem que pisou a lua?). Aconteceu-nos a todas. E só não aconteceu a todos por uma questão inerente à estatística. Ou à probabilidade. Não sei. Apaixono-me pelo meu franguinho cada vez que entramos num duelo, tal como se fosse a primeira vez. Mas quando vou a meio da Rua da Imprensa Nacional já me passou.
Mas não é por isso que sou um gajo. É porque uso um soutien de homem.
Mas não é por isso que sou um gajo. É porque uso um soutien de homem.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Blame TMN
Hoje percebi finalmente porque é que não se mistura trabalho com... cenas. Porque pode acabar mal. E geralmente acaba. E é a merda. Ou então não acaba mal. A rede no Bairro é que é fodida. "Não tenho rede nenhuma, meu príncipe. Já te ligo. Já te ligo!". Há um mês e meio. E agora, merda!
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
A indústria farmacêutica produz coisinhas deliciosas. Desde que me mudei para aqui que ainda não meti nem um benuron no bucho. Mas lembro-me bem dos tempos em que implorava, histérica, que a minha mãe fosse à farmácia e pedisse xanax como se fosse para ela. Comprimidinhos mágicos (e legais) conheço-os todos. Ansiolíticos, calmantes, inderal, e uma vez até um relaxante muscular para cavalos (forma de dizer, não the real one), ainda que por engano. Bem fixe, não tivesse acontecido numa aula de educação física, assim foi só patético. Nem todos dão alucinações. A melhor trip de todas tive-a eu com um comprimidinho minúsculo, zolpidem, se não me engano, que deve ter vindo da farmácia hospitalar. Tomado a 10 mil metros de altitude foi bombástico. Não sei se foi da droga, da altitude, ou da conjugação dos vários factores, mas foi mesmo impecável. As pessoas ao meu lado é que não acharam muita graça. A pessoa que mo deu só depois me disse que, da primeira vez que o tomou, andou a correr cozinha afora atrás da televisão...
Neste momento só queria qualquer coisa que fizesse parar a comichão que tenho no braço e que me está a dar conta dos nervos.
Neste momento só queria qualquer coisa que fizesse parar a comichão que tenho no braço e que me está a dar conta dos nervos.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Tenho uma tendência natural para alucinar e saltitar entre dimensões alternativas da realidade. Mesmo quando estou sóbria. Que digo eu? Eu estou sempre sóbria! Quando meti uma box na minha televisão desenvolvi uma tendência compulsiva para pausar e fazer rewind nas emissões de rádio. E nas conversas com os amigos (distraio-me muito facilmente). E nas reuniões de trabalho. Nunca consegui que resultasse. Ultimamente quando olho para as expressões faciais das pessoas vejo-as com as caras dos bonequitos do msn. :s
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Pérolas ditadas pela Sagres
Cigarros de mentol dão intesão. Não; destesão!
Se queres beber um sumol bebes uma super bock.
Pedi-lhe o endereço do blog porque achava que ela estava apaixonada por mim.
Escreves como um homem. Não é nada, é a gaja e a cidade.
É tipo aquele tabaco de enrolar de back up para quando se acabam os cigarros industriais às 3 da manhã.
Tiro-te uma foto com o punho erguido. Vá laaaaaaaaaaaaaaaaá! Melhor, às duas! Às duas! Às duas!
A sanita era aquela cena grande com uma embalagem de dove, não era?
A vossa mãe deve ser uma ostra; pariu duas pérolas. Duas panelas??? As ostras não dão panelas! (como bem sabemos, o álcool dá cabo, entre outras coisas, do sentido da audição).
Com Super Bock, nada disto acontecia.
Se queres beber um sumol bebes uma super bock.
Pedi-lhe o endereço do blog porque achava que ela estava apaixonada por mim.
Escreves como um homem. Não é nada, é a gaja e a cidade.
É tipo aquele tabaco de enrolar de back up para quando se acabam os cigarros industriais às 3 da manhã.
Tiro-te uma foto com o punho erguido. Vá laaaaaaaaaaaaaaaaá! Melhor, às duas! Às duas! Às duas!
A sanita era aquela cena grande com uma embalagem de dove, não era?
A vossa mãe deve ser uma ostra; pariu duas pérolas. Duas panelas??? As ostras não dão panelas! (como bem sabemos, o álcool dá cabo, entre outras coisas, do sentido da audição).
Com Super Bock, nada disto acontecia.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Era uma vez uma princesa, com uma saia de princesa, sapatos de princesa e cabelo de princesa. O seu príncipe foi para muito longe, lutar contra dragões e reis malvados. Quando o príncipe regressou, a princesa foi até ao seu palácio, e juntos viram gravuras de paisagens magníficas. O príncipe apontou e disse "É aí que vou erguer o meu castelo". O príncipe contou histórias maravilhosas enquanto a princesa ouvia e sorria. Mas o príncipe estava muito ferido e cansado. Então a princesa deitou o príncipe, tirou-lhe as calças e a t-shirt, massajou-lhe o joelho com reumon gel, tapou-o e cantou-lhe ao ouvido, enquanto lhe revolvia os cabelos com os seus dedos. O príncipe ainda teve tempo de lhe dizer "Mas achas que eu sou a tua gata?!" antes de adormecer beatificamente. Então a princesa deu-lhe um beijo na testa e foi para a sua casa. Fim.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
O meu avô está a deixar crescer um bigodinho. Suspeito que é porque já não vê o suficiente para fazer a barba em condições. Em todo o caso, dá-lhe um ar boémio, de dançarino de tango. Mais estranho foi ouvi-lo dizer que precisamos de outro 25 de Abril, vindo dele, conhecido por Archie Bunker entre os netos. E não, não é senilidade, o meu avô é a pessoa mais lúcida da família, próxima e alargada. E isto a propósito do quê? Da política da EMEL quanto ao estacionamento na cidade. "Mas esses gajos compraram as ruas, foi?!". O meu avô nem sequer tem carro...
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Tenho de mudar o meu percurso para o trabalho
Não posso ver aquele rapaz logo pela manhã. Apaixono-me sempre irremediavelmente.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Se eu largar sinto a sua falta, se eu agarro ela perde a cor
Recordo a minha infância com grande saudade, porque fui muito, muito, muito, feliz. Fui um anjo loiro. Fui uma criança de uma beleza, graça, serenidade e paciência incomparáveis (tudo passa, meus amigos, tudo passa, até a uva passa). Podia passar horas e horas concentrada nas tarefas ou observações mais fúteis. Adorava caçar borboletas. A sensação de prender uma borboleta entre os dedos e senti-la a debater-se para se libertar é deliciosa e só comparável ao bater de pestanas contra a pele. Claro que só muito mais tarde é que percebi que isso dava cabo delas (não fui uma criança sádica...). Daí que um dia corri atrás de uma borboleta lindíssima durante mais que tempos, frente a uma plateia aparentemente embevecida, composta por vovó, vovô e mais uns quantos velhotes. Eu já devia estar um tanto ou quanto exasperada, de tal maneira que um dos senhores, um mudo que nunca falava com ninguém (hum... tá.... que não interagia com ninguém, melhor dizendo) se levantou, tirou o chapéu (nesse tempo e nesse sítio, os senhores mais velhos ainda usavam chapéu), apanhou a borboleta com o chapéu e ofereceu-ma. De tantos episódios da minha infância, este foi o que me veio à cabeça hoje, enquanto ouvia isto.
domingo, 26 de julho de 2009
Acho que já escrevi algures sobre o binómio mudanças + transportes públicos, mas como tenho memória curta, neste momento o meu braço está prestes a separar-se do ombro. É incrível como coisas aparentemente leves passam a pesar toneladas numa questão de minutos. Ao fim de um tempo já não se sente o peso, só a dor atroz. E a seguir à dor atroz entro em transe, numa espécie de alucinação, mas daquelas que me deixam mais lúcida que no meu estado normal, e começo, ao contrário do costume, a reparar no que me rodeia. No caminho para casa cruzei-me com um jovem chef muito in (e muito jeitoso), que me fez olhinhos, quando se devia era ter oferecido para ajudar, e um fadista famoso, irmão de outro fadista mais famoso, com um ar um bocado alucinado. Reparei também num zuca que ia pela rua fora a filmar as pedras da calçada, num velho a cheirar a mijo que estava a provocar um engarrafamento no passeio porque ninguém o conseguia ultrapassar, numa loja de porno e nuns hippies a tocarem instrumentos eléctricos (?) no meio da rua.
De maneiras que já tenho aparelhagem no quarto, do que me esqueci foi do comando....
De maneiras que já tenho aparelhagem no quarto, do que me esqueci foi do comando....
sexta-feira, 24 de julho de 2009
terça-feira, 21 de julho de 2009
domingo, 19 de julho de 2009
Razoavelmente mais feliz que nas últimas semanas. Talvez porque consegui ir à praia. Talvez porque tenho dormido mais. Talvez porque tenho tido conversas interessantes com pessoas inteligentes. Ou porque consegui, finalmente, falar contigo. Ouvir a tua voz, entrecortada pela distância. E porque rimos juntos. E fizeste as piadinhas do costume. Ou seja, tudo como sempre. Uff!
segunda-feira, 13 de julho de 2009
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Curioso
Roubado do blog anterior, dias depois de me ter despedido do call center, ainda não tinha começado à procura de casa, procurava um emprego na minha área, tinha saudades da faculdade.
Sábado, 18 de Outubro de 2008
A minha vida vai avançando por fases. Fases boas, fases menos boas, fases francamente más. Ouvir Placebo no máximo, deitada de costas no chão do meu quarto, a fumar cigarro atrás de cigarro. Fase menos boa. Os tempos dourados da faculdade. Fase muito boa. Aquela cena que aconteceu. Fase má. Ter ficado doente e arrastar-me por aí. Fase mesmo má. Ter entrado de novo para a faculdade e descobrir que já não era a mesma coisa. Fase mázita. Estar apaixonada. Fases mesmo boas! Mas o problema agora, you see, é que não sei que raio de fase é esta. É a fase não fase. Não me lembro do que fiz no último mês, o que é algo preocupante. Espero que não tenha sido merda. Nenhuma sensação, nenhuma memória, nenhuma música, nenhum cheiro. Um vazio. Talvez daqui a uns meses, em perspectiva, esta seja a fase "qualquer coisa", mas de momento é isso mesmo, o vazio. E ninguém me pode ajudar, grandes cabrões!!!
posted by Nina at 10/18/2008 02:50:00 PM 0 comments
Sábado, 18 de Outubro de 2008
A minha vida vai avançando por fases. Fases boas, fases menos boas, fases francamente más. Ouvir Placebo no máximo, deitada de costas no chão do meu quarto, a fumar cigarro atrás de cigarro. Fase menos boa. Os tempos dourados da faculdade. Fase muito boa. Aquela cena que aconteceu. Fase má. Ter ficado doente e arrastar-me por aí. Fase mesmo má. Ter entrado de novo para a faculdade e descobrir que já não era a mesma coisa. Fase mázita. Estar apaixonada. Fases mesmo boas! Mas o problema agora, you see, é que não sei que raio de fase é esta. É a fase não fase. Não me lembro do que fiz no último mês, o que é algo preocupante. Espero que não tenha sido merda. Nenhuma sensação, nenhuma memória, nenhuma música, nenhum cheiro. Um vazio. Talvez daqui a uns meses, em perspectiva, esta seja a fase "qualquer coisa", mas de momento é isso mesmo, o vazio. E ninguém me pode ajudar, grandes cabrões!!!
posted by Nina at 10/18/2008 02:50:00 PM 0 comments
terça-feira, 7 de julho de 2009
Outras vezes acho que sou eu quem sabe alguma coisa que mais ninguém sabe
Com excepção, talvez, do Manel Cruz.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Take me or leave me
Porque sou mulher, está-me reservado o papel de apenas existir e ser adorável? Pois.
Been there, done that
Tanta inquietação, tanta frustração, tanta lágrima engolida, e afinal a resposta estava apenas a 300 km (de fios telefónicos) de distância.
- Alô
- Alô
- Então, mê amor?
- Hum…
- Que é que se passa?!
- …
- Oh, tontinha, não vês que o que te falta é um objectivo!
Uma hora e trinta e seis minutos mais tarde era uma mulher renovada. Parece que há pessoas que têm de ter sempre um objectivo, um projecto, um motivo, uma causa. Claro que para meu grande azar eu não podia ser do tipo que fica sossegadinha a olhar para as paredes da minha casa perfeita com uma cerveja na mão. Vejamos, quando era mais jovem estudava numa faculdade porreira, com gente porreira. O meu objectivo era fazer o máximo possível com o mínimo de esforço. Quando se tornou demasiado penoso, o meu objectivo passou a ser acabar aquele suplício o mais depressa possível. Foi o que fiz. Objectivo cumprido, canudo na mão, mercado de trabalho desfavorável e uma reviravolta total. Novo objectivo, novo curso, área diametralmente oposta. Desta vez apostei em ir às aulas, tudo direitinho, tirar boas notas, fazer um número estúpido de cadeiras em tempo recorde. Anos mais tarde, objectivo cumprido. Que se segue? Quero uma casa. Bairro histórico, soalho de tábuas corridas, arquitectura particular, espaço amistoso para viver e receber os amigos. Passei 5 penosos meses à procura da casa ideal. Conheci os buracos mais infectos e as casas mais perfeitas com a localização errada. Quando já tínhamos visto tudo o que havia para ver no mercado desanimámos e pensámos desistir. Eu estava farta e cansada e não havia casa que eu não tivesse visto. E, de repente, bingo! Mais um. Next: mobilar a casa perfeita com o conceito perfeito de decoração. Já está. Eu queria muito ter um gato. Também já está. E AGORA???
De qualquer das formas, identificada a causa, fiquei cheia de energia e pronta para novo desafio. Não que isto ajude muito a encontrar um novo objectivo, mas pelo menos não me sinto tão desanimada. Fazer uma viagem? Escrever um livro? Cozinhar comida saudável? Emagrecer 30 kg? Tornar-me budista? Ir salvar o rato de Cabrera? Abre-se perante os meus olhos todo um mundo de possibilidades!
- Alô
- Alô
- Então, mê amor?
- Hum…
- Que é que se passa?!
- …
- Oh, tontinha, não vês que o que te falta é um objectivo!
Uma hora e trinta e seis minutos mais tarde era uma mulher renovada. Parece que há pessoas que têm de ter sempre um objectivo, um projecto, um motivo, uma causa. Claro que para meu grande azar eu não podia ser do tipo que fica sossegadinha a olhar para as paredes da minha casa perfeita com uma cerveja na mão. Vejamos, quando era mais jovem estudava numa faculdade porreira, com gente porreira. O meu objectivo era fazer o máximo possível com o mínimo de esforço. Quando se tornou demasiado penoso, o meu objectivo passou a ser acabar aquele suplício o mais depressa possível. Foi o que fiz. Objectivo cumprido, canudo na mão, mercado de trabalho desfavorável e uma reviravolta total. Novo objectivo, novo curso, área diametralmente oposta. Desta vez apostei em ir às aulas, tudo direitinho, tirar boas notas, fazer um número estúpido de cadeiras em tempo recorde. Anos mais tarde, objectivo cumprido. Que se segue? Quero uma casa. Bairro histórico, soalho de tábuas corridas, arquitectura particular, espaço amistoso para viver e receber os amigos. Passei 5 penosos meses à procura da casa ideal. Conheci os buracos mais infectos e as casas mais perfeitas com a localização errada. Quando já tínhamos visto tudo o que havia para ver no mercado desanimámos e pensámos desistir. Eu estava farta e cansada e não havia casa que eu não tivesse visto. E, de repente, bingo! Mais um. Next: mobilar a casa perfeita com o conceito perfeito de decoração. Já está. Eu queria muito ter um gato. Também já está. E AGORA???
De qualquer das formas, identificada a causa, fiquei cheia de energia e pronta para novo desafio. Não que isto ajude muito a encontrar um novo objectivo, mas pelo menos não me sinto tão desanimada. Fazer uma viagem? Escrever um livro? Cozinhar comida saudável? Emagrecer 30 kg? Tornar-me budista? Ir salvar o rato de Cabrera? Abre-se perante os meus olhos todo um mundo de possibilidades!
sexta-feira, 3 de julho de 2009
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Há o jantar de curso e há a elite
Ainda bem que só há gummi bears de 5 cores - azul, amarelo, verde, laranja, vermelho.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Ter trabalhado este fim-de-semana fez-me pensar no tempo em que trabalhei 7 dias por semana. Às vezes em dois empregos diferentes no mesmo dia. Aconteceu sair de casa às 6 da manhã, conduzir uma hora debaixo de chuva, gelo, nevoeiro, de noite, trabalhar 11 ou 12 horas e conduzir de volta, debaixo de chuva, gelo, nevoeiro, de noite. Vestia a farda, maquilhava-me e penteava o cabelo dentro do carro e ia servir à mesa até à uma ou até às duas da manhã. Depois conduzia para casa e tinha de deixar o carro a kilómetros de distância, porque nunca havia lugar para estacionar. A essa hora já o meu pai andava na rua, à minha espera. Metia-se no carro comigo e procurávamos os dois um lugar mais perto para estacionar. Dormia pouco, sempre que podia. Adormecia onde calhava, no sofá, à mesa, no carro na hora de almoço e quando chovia demasiado para assistir aos trabalhos, na obra. E comia! Chegava a jantar duas vezes, uma no trabalho, outra quando chegava a casa. Outras vezes não tinha tempo antes do trabalho, jantava às 2h30. Na obra comia como um homem, o empregado já me conhecia... Tinha tempo para tudo e nunca estava cansada. Tinha as crianças do centro comunitário, fazia bainhas e roupinha de criança, até passei a ferro para fora. Levantava-me muito cedo e o trabalho era pesado, mas não sentia o cansaço e, na verdade, não conseguia parar.
Parece que foi há centenas de anos, mas foi apenas há alguns meses.
Agora trabalho sete horas por dia, se trabalho ao fim-de-semana é raramente e já não porque preciso, mas porque gosto. Posso levantar-me às 9 da manhã, fazer tudo nas calmas, caminhar pelo meu bairro até ao metro e num instantinho estou no trabalho. Ao fim do dia é caminhar calmamente de volta, comprar uns frescos na mercearia cá da rua, anhar um bocado a ver tv, ou na net. Mas em compensação estou sempre cansada, cada tarefa é um sacrifício. Limpar a casa? Na. Cozinhar comida decente? Só muito raramente. Arrumar o meu quarto? No way.
Eu acho que estou a ressacar do cansaço acumulado. Ou então estou só desmotivada. A minha mãe acha que só comemos merda e que não nos cuidamos. A minha esposa não acha nada, não quer saber.
Veredicto final: acho que me deixei aburguesar.
Parece que foi há centenas de anos, mas foi apenas há alguns meses.
Agora trabalho sete horas por dia, se trabalho ao fim-de-semana é raramente e já não porque preciso, mas porque gosto. Posso levantar-me às 9 da manhã, fazer tudo nas calmas, caminhar pelo meu bairro até ao metro e num instantinho estou no trabalho. Ao fim do dia é caminhar calmamente de volta, comprar uns frescos na mercearia cá da rua, anhar um bocado a ver tv, ou na net. Mas em compensação estou sempre cansada, cada tarefa é um sacrifício. Limpar a casa? Na. Cozinhar comida decente? Só muito raramente. Arrumar o meu quarto? No way.
Eu acho que estou a ressacar do cansaço acumulado. Ou então estou só desmotivada. A minha mãe acha que só comemos merda e que não nos cuidamos. A minha esposa não acha nada, não quer saber.
Veredicto final: acho que me deixei aburguesar.
domingo, 28 de junho de 2009
É tão fofo ligar à minha esposa e ouvi-la dizer "Quando voltas para casa?". É muito. Falamos mais ao telefone quando eu passo o fim-de-semana fora, do que falamos uma com a outra quando estamos as duas em casa. Geralmente funciona assim: ela está numa ponta da casa e eu na outra e quando quero falar com ela mando-lhe um sms.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Tenho uma jarra com um ramo de rosas completamente mortas, em cima da mesa da sala, há uma semana. Eu disse jarra? Queria dizer um frasco de maionese. Sem a maionese. Tenho também a cama por fazer, a louça da máquina para arrumar, uma cozinha de pantanas, uma casa de banho que nem se fala e uma gata completamente esquizofrénica e com umas unhas demasiado afiadas. O que é que me podia faltar? Ah, estar com uma preguiça de proporções épicas. Isso e ter pessoas a chegar para jantar e não ter nada pa comer. Em compensação tenho muito para beber. Pode ser que os consiga embebedar antes de eles perceberem.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
É só mais um dia mau, mau, mau
Às vezes passam-me umas ideias esquisitas pela mente. Como voltar para casa dos meus pais, por exemplo. Ou então deitar fogo aos dossiers todos em cima da minha secretária, lá no job. E à secretária. E ao computador. E ao meu departamento inteiro. Yeah, that would do!
terça-feira, 23 de junho de 2009
Lá dizia o outro que ser loira não é tudo. Eu acrescento, ser bela não é tudo. Aliás, ser bela não é nada. Ser bela é ser oca. Ser bela é ser fútil. Ser bela é não ter de pagar para entrar numa discoteca nem para beber copos num bar. Ser bela é receber flores de conhecidos e desconhecidos. Ser bela é pedir o mundo e darem-nos o universo. Ser bela é ser previsível. Ser bela é ser o centro da festa, mesmo num velório. Ser bela é foder muito e com muitos. Ser bela é querer e ter. Ser bela é ser egoísta. Ser bela é ser idiota. Ser bela é ser mais que os outros só porque sim. Ser bela é ser burra. Ser bela é ser desejada por todos, mas alcançada apenas por alguns. Ser bela é ser invejada. Ser bela é ser inacessível. Ser bela é estar sozinha.
Felizmente, sou feia como um bode.
Felizmente, sou feia como um bode.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
As leis da atracção
O que é que eu terei de fazer mais para perceberes que não quero nada contigo (nem nunca quis, nem nunca vou querer, antes comer merda às colheres!), meu cachalote viscoso?????
Ainda não consegui perceber se tens realmente um moral do caralho ou se és só burro.
Ainda não consegui perceber se tens realmente um moral do caralho ou se és só burro.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Acontecem-me coisas #3
Eu meto-me em cenas grotescas. Rídiculas. Atrofiantes. Diabólicas. Alucinantes. Depois o difícil é sair delas. O meu amante é um gajo sério. O meu amigo-amante é um puto. O meu amante é um gajo medianamente culto, interessado e engraçado. O meu amigo-amante é mais culto, mais inteligente, e engraçado. O meu amante, in his 30's tem a experiência. O meu amigo-amante, in his 20's tem o fulgor. O meu amante faz-me o jantar. O meu amigo-amante encomenda comida. O meu amante anda pela minha casa de boxers. O meu amigo-amante corre comigo de casa dele no fim. O meu amante é um sonho. O meu amigo-amante está a tornar-se um pesadelo. O meu amante aborrece-me. O meu amigo-amante toca-me como ninguém. O meu amante acha que eu sou dele. O meu amigo-amante teme que eu seja de mais alguém. O meu amante é meu amante. O meu amigo-amante é meu amigo. Vivo num filme e não sei como sair dele. Airosamente, pelo menos.
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