quarta-feira, 7 de abril de 2010
O blog é meu e eu escrevo o que me apetecer
Às vezes ardo em curiosidade e outras apago-me de tristeza. Quero saber o que estás a fazer, se estás a conversar com alguém, se lhes contas as mesmas estórias que me contavas a mim. Se estás a comer um pudim ou se estás a fumar um cigarro, se dormes bem, se ainda tens ursinhos, se tens novas doenças imaginárias (Dengue? Escorbuto? Malária? Beribéri? Ébola? Sífilis?), se tens escrito e em que capítulo é que vais, se jogas algum jogo novo, se vens aqui e me lês. Se sentes a minha falta ou se te é indiferente. Se já me esqueceste. E choro de saudade.
Acabei de entregar o meu último relatório, tenho a secretária pejada de trabalho pendente, estou a despejar armários, a restaurar documentos e a encaixotar coisas. Vou ter saudades disto, mas do que vou sentir mais falta mesmo é daquele cantinho no terraço que mais ninguém conhece e para onde fujo ocasionalmente.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Estou no meu sítio. O sol já se pôs, atrás da serra, e é aquela hora do dia em que tudo está calmo. O vento parou de soprar. O único sinal de vida é o fumo que sai de algumas chaminés lá ao longe e ascende tranquilo. Apetecia-me subir um pouco mais; lá em cima a sensação de liberdade é mais perfeita, mas alguém me pode ver e não quero ver ninguém, nem quero que ninguém me veja. Deixo-me ficar sentada, abraçada a mim mesma, no silêncio, de olhos fechados. Não sei porquê abro os olhos e vejo o gaio. Pousa na árvore, a mais alta do bosque, a sua árvore, sempre a mesma. Sinto uma alegria pateta, mais que pateta, uma alegria louca. O meu gaio. Não pensei que viesse tão cedo. O avô passava horas a falar do gaio e até me ensinou a piar como ele, mas já me esqueci. E logo a seguir passa outro, segue o primeiro, pousa na mesma árvore. Um casal! Brincam um pouco e voam juntos, em direcção à serra.
E agora estou baralhada, não sei se devo consultar um áugure ou um arúspice.
E agora estou baralhada, não sei se devo consultar um áugure ou um arúspice.
domingo, 4 de abril de 2010
No próximo ano, em Jerusalém
Ou então no mesmo sítio, daqui a 4 ou 5 meses. E iremos de braço dado, como sempre, apanhar amoras e roubar figos e maçãs e ser picadas pelas vespas e fazer figuras tristes no meio da estrada em cuecas. Amo-te muito, mamã.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Depois de fazer e desfazer a mochila mais 87 vezes, e me ter deitado às 5 da manhã (factos não directamente relacionados), o meu kit de sobrevevivência estabilizou, finalmente, e é composto por: roupa interior, pijama, livro, bolsa de maquilhagem, artigos de higiene, vestidinho, leggings, chapéu, telemóveis e respectivos carregadores, mp3, atuuuuuuuum, noodles, iogurtes, bolachas e canivete. E a bola de pêlos.
terça-feira, 30 de março de 2010
Cortei o cabelo (obrigada, Fernando, amo-te de paixão), fui às tatuagens, fiz compras, já fiz e desfiz a mala 8 vezes e agora estou a anhar. Só devia chegar a casa daqui a meia hora, mas férias das actividades extra-laborais é isto. Tanto tempo livre e nada para fazer com ele.....................................................
segunda-feira, 29 de março de 2010
E agora a quem é que eu conto estas ninharias?
Se houvesse uma fotografia no dicionário ao lado de "distraída" seria a minha. Ou isso ou "destrambelhada", "idiota", "imprevidente" ou mesmo "completamente estúpida". Eu sei que uma da tarde a um domingo é um pouco cedo para mim, mas em Roma sê romana, e lá estou eu, em casa de mamãe e papai, passo pela cozinha e arranco para a sala, achando que não está lá ninguém, copo de sumo de laranja numa mão e jornal de ontem na outra. Só oiço uma voz que me faz gelar "O que é que é isso?". Ainda nem levantei os olhos do jornal e já sei para onde é que papai está a olhar. Os dois, sentadinhos no sofá, um a ler o jornal e outro a ler um livro. O meu pai nunca, mas nunca, levanta os olhos do que está a ler e teve de ser logo hoje. Sigo o olhar dele até ao meu punho erguido, impante de triunfo. O meu cérebro já está a mil, estou a balbuciar desculpas mentais, e ainda nem passou um milésimo de segundo. Não, não, NÃO! Isto não é o que parece, isto é apenas uma mão que segura um copo, e a manga está arregaçada até ao cotovelo porque faz calor, não é uma provocação, não foi só para tu olhares, nem sabia que estavas aí, nem imaginava que ias olhar para mim, estás sempre tão distraído, eu não...... STOP. Já passaram duas milésimas de segundo e eu tenho de dizer qualquer coisa. E rápido. Não tenho escolha, não dá para manipular, é demasiado óbvio o que é. "É uma tatuagem". "Tens isso desde quando?". "Aaaaaaaaaa... Fiz há pouco tempo". "Mostra lá. Diz o quê?". Mostro, digo. Pronto. Só isso. Ufffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffff......... Estás a ficar mole, paizinho! :D
domingo, 28 de março de 2010
Mas não é óbvio???
Estou eu muito descansada na minha vidinha e alguém me adiciona no msn. Como conheço milhões de pessoas e nunca tenho bem a certeza de me lembrar dos nomes de todas aceito a criatura. É uma gaja. Mete logo conversa. "Oi". "Oi. Eu conheço-te?". "Tudo bem? Penso que não". "Ah. E adicionaste-me porque...?". "Sou personal trainer. Para saber se precisas de acompanhamento". "Ahahahahahahah! Claro, Cátia. Adeus, Cátia!!".
quinta-feira, 25 de março de 2010
MAS PORQUE É QUE TODA A GENTE ME QUER DISSUADIR DA IDEIA?????
Eu não vou emigrar, não vou para a Sibéria, nem para o Deserto do Atacama. Quatro dias, três noites, e estarei de volta sã e salva, fresca e fofa. O único perigo real, destrambelhada como sou, é fechar a porta deixando a chave por dentro, só com a roupa do corpo, e ter de caminhar 135 Km até casa. Mas hei-de sobreviver (espero), a não ser que morra de tédio, durante o dia, ou de medo, durante a noite.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Black
Eu sei que me lês e tu sabes que te leio. E isso basta. Dizes que gostas de mim, muito, mas não consegues atender ao único pedido que alguma vez te fiz. Esquece. Esquece que eu existo. Esquece que a minha vida continua. Esquece que alguma vez aconteceu. Esquece. Esquece. Esquece. Nunca mais. Nunca mais tentares convencer-me que o ursinho azul é verde. Nunca mais acordares com a minha voz mais suave. Nunca mais fazer-te festas até adormeceres. Nunca mais sentir aquele teu abraço apertado. Nunca mais ficar aflita porque estás completamente bezano e queres conduzir para casa. Nunca mais contares estórias para me entreteres e me fazeres sentir melhor quando estou triste. Nunca mais passeios de moto pela marginal. Nunca mais noites de copos três estarolas' style. Nunca mais agarrares-me à frente dos teus amigos porque quando estás bêbado não te consegues controlar. Nunca mais conversa mole e companhia noite dentro enquanto matas zombies. Nunca mais mostrares-me contos e poemas em primeira mão. Nunca mais a minha opinião sincera. Nunca mais pataniscas de bacalhau como remédio para a bebedeira. Nunca mais abrires os frascos que eu não consigo abrir. Nunca mais passares a noite no msn no pda e não lhe tocares mais assim que chego ao pé de ti. Nunca mais sentir-me feliz só por te ver descontraído. Nunca mais deitares-te ao meu lado e dizeres que ainda posso dormir mais uma hora. Nunca mais dormir abraçada a ti. Nunca mais encostar-te à parede e suspender-te a respiração. Nunca mais concertos. Nunca mais vídeos partilhados de metal. Nunca mais música clássica. Nunca mais confidências. Nunca mais teclar contigo enquanto conduzes. Nunca mais ires ter comigo ao trabalho para me mostrares a última moto. Nunca mais sugestões de livros e de filmes. Nunca mais nos chamares pérolas. Nunca mais contar-te trivialidades. Nunca mais fotografias minhas. Nunca mais webcams. Nunca mais a Poppy enfiada dentro dos teus ténis. Nunca mais dormires no chão da minha sala com a cabeça na varanda. Nunca mais escolher telemóveis. Nunca mais confiar em ti. Nunca mais dizeres que eu te apeteço como poucas vezes te apeteceu alguém. Nunca mais pedir-te conselhos. Nunca mais cigarros partilhados. Nunca mais dizer como te adoro e que fazes diferença na minha vida. Nunca mais fazeres promessas que não tencionas cumprir. Nunca mais mimos. Nunca mais dizer-te pela enésima vez onde fica o clandestino. Nunca mais chegares a minha casa às seis da manhã com os teus amigos. Nunca mais dizer-te como o trabalho me aborrece a meio da tarde. Nunca mais seres egoísta e eu aturar-te. Nunca mais. Nunca mais nada. Porque tu para mim morreste e eu para ti morri.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Into the wild
E subitamente estou entusiasmada pelo plano de me ir enfiar numa casa velha, escura e suja, no meio de nada, completamente sozinha, durante quatro dias. O paraíso na Terra. Home. E já só faltam 10 dias!
domingo, 21 de março de 2010
sábado, 20 de março de 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
Sei lá eu o que me apetece escrever. Sinto o peso do silêncio. E do vazio. Enorme. Mais do que tudo o resto, habituei-me a uma rotina que preenchia as minhas horas. A pessoa a quem eu dizia coisas que não digo a mais ninguém. A quem disse coisas que nunca mais direi. Porque não posso. Porque não quero. As minhas pequenas conquistas, as minhas pequenas tragédias. Tinha nela uma confiança absurda, porque inexplicável. E foi essa confiança que me distraiu.
Na vida perdem-se coisas e perdem-se pessoas. Já perdi pessoas pelas razões mais, ou menos, estúpidas, e das maneiras mais, ou menos, definitivas. A diferença é que é a primeira vez que perco uma pessoa por uma escolha minha. Saber isto não me faz mais feliz, mas dá-me a segurança da responsabilidade. É-me mais fácil apagar da minha vida a pessoa que quero do que apagar um número de telefone de alguém que está morto há 8 anos.
Numa coisa talvez tenhas razão e tenho de te dar esse crédito. Eu não te perdi. Foste tu que me perdeste a mim.
Na vida perdem-se coisas e perdem-se pessoas. Já perdi pessoas pelas razões mais, ou menos, estúpidas, e das maneiras mais, ou menos, definitivas. A diferença é que é a primeira vez que perco uma pessoa por uma escolha minha. Saber isto não me faz mais feliz, mas dá-me a segurança da responsabilidade. É-me mais fácil apagar da minha vida a pessoa que quero do que apagar um número de telefone de alguém que está morto há 8 anos.
Numa coisa talvez tenhas razão e tenho de te dar esse crédito. Eu não te perdi. Foste tu que me perdeste a mim.
segunda-feira, 15 de março de 2010
O Tédio
Certo dia, no primeiro ano do curso, tive um pequeno momento de glória. Quando a professora chamou o meu nome e me levantei alguém me soprou ao ouvido "Lembra-te, és mortal". Uma piadinha para amantes de cultura clássica. Mas é aí que tenho vivido ever since. Sou divina, sou inalcançável, saltito pelos prados do Olimpo. Tão alto, tão alto, tão alto, que os outros me parecem pontinhos minúsculos lá em baixo. Não fui eu que escolhi. Não fui eu que escolhi. Não fui eu que escolhi. Puseram-me aí e acabei por acreditar. Sim, sou uma deusa, mas sinto-me enfadada. Os mortais conseguem ser tão boçais...
E porque é que ninguém acredita que, afinal, sou a mais humana das mulheres?
E porque é que ninguém acredita que, afinal, sou a mais humana das mulheres?
domingo, 14 de março de 2010
sábado, 13 de março de 2010
terça-feira, 2 de março de 2010
E de repente estou outra vez a pensar em números. O maior número primo conhecido tem 12 978 189 dígitos. Alguém faz ideia do tempo, energia e paciência necessários para descobrir tal coisa? Pois, foi exactamente o que eu pensei.
O único número primo par é o 2. É fascinante saber que há um número primo par, mas infelizmente está sozinho no mundo. Parece que o 2 é um número perfeito, mas não faço ideia porquê. Em todo o caso parece-me bem, o 2 é um número especial, dizem-me. E eu que estava convencida que era o 3...
O único número primo par é o 2. É fascinante saber que há um número primo par, mas infelizmente está sozinho no mundo. Parece que o 2 é um número perfeito, mas não faço ideia porquê. Em todo o caso parece-me bem, o 2 é um número especial, dizem-me. E eu que estava convencida que era o 3...
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Noite profícua
Somos amados porque somos bons ou somos bons porque somos amados? Eu, pessoalmente, acho que somos maus porque amamos, mas pode ser só da bubadeira.........
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
A ciência exacta dos números
Um oito aborrece um nove. Um nove fode o juízo a um oito. Um nove está bem com um nove. A ambição leva um nove a querer um dez. Para quê arranjar chatices se um nove pode ser aborrecidamente feliz (ou felizmente aborrecido) com um sete?
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Mamãe avisa-me que fez ontem um ano que entrei nesta casa pela primeira vez. Seis dias antes vira as minhas últimas três ou quatro casas e atingi, claramente, o meu ponto de saturação. Vi umas 8347 casas, basicamente tudo o que havia para ver nesta cidade. Gostei de algumas, detestei quase todas. Não procurávamos uma casa, mas sim A casa. Lembro-me exactamente da roupa que usava nesse dia, camisola e cachecol verdes, casaco preto com capuz de pêlo, calças de ganga justas e as minhas texanas de salto alto. Quando cheguei a casa descalcei as botas e com elas todo o meu entusiasmo.
Passados dois dias a minha irmã veio visitar esta casa. Eu tinha-me descartado dessa função, estava farta de casas, trabalhava longe, começava de noite, acabava e já era noite outra vez e o único tecto que tinha sobre a cabeça era o do carro, durante os dez minutos que levava a comer o almoço que levava de casa. Desisti completamente da cena das casas. Por esses dias vi uma garça, lá em cima, no cimo da serra. Um animal maravilhoso, deu umas voltas por ali, pousou perto das máquinas, tirei-lhe umas fotos. E comecei a sonhar com uma casa branca.
A minha irmã chegou a casa excitadíssima, fez uma planta, explicou-me qual era o quarto dela, qual era o meu, e consigo imaginar a minha cara, como num espelho, a imagem do enfado, sim, sim, pois claro... Mas ela deve ter insistido o suficiente para me arrancar do meu desânimo e lá vim espreitar a barraca. E pronto. Até hoje. É muito estranho imaginar esta casa como a vi pela primeira vez, toda branquinha e a cheirar a novo. Vejo-me como num videoclipe, a tirar medidas, a fazer limpezas, as primeiras cervejas que comprei, montada em cima dum balde virado ao contrário a lavar armários.... A minha casa. Linda. Valeu a pena.
Passados dois dias a minha irmã veio visitar esta casa. Eu tinha-me descartado dessa função, estava farta de casas, trabalhava longe, começava de noite, acabava e já era noite outra vez e o único tecto que tinha sobre a cabeça era o do carro, durante os dez minutos que levava a comer o almoço que levava de casa. Desisti completamente da cena das casas. Por esses dias vi uma garça, lá em cima, no cimo da serra. Um animal maravilhoso, deu umas voltas por ali, pousou perto das máquinas, tirei-lhe umas fotos. E comecei a sonhar com uma casa branca.
A minha irmã chegou a casa excitadíssima, fez uma planta, explicou-me qual era o quarto dela, qual era o meu, e consigo imaginar a minha cara, como num espelho, a imagem do enfado, sim, sim, pois claro... Mas ela deve ter insistido o suficiente para me arrancar do meu desânimo e lá vim espreitar a barraca. E pronto. Até hoje. É muito estranho imaginar esta casa como a vi pela primeira vez, toda branquinha e a cheirar a novo. Vejo-me como num videoclipe, a tirar medidas, a fazer limpezas, as primeiras cervejas que comprei, montada em cima dum balde virado ao contrário a lavar armários.... A minha casa. Linda. Valeu a pena.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Brincar com o poder é engraçado, mas não mais do que isso. Neste momento eu podia pedir o universo, e alguém sairia da multidão para mo entregar numa bandeja de prata. Mas porquê pedir o universo se posso ser muito mais ambiciosa? Podia dizer "larga tudo e fica comigo". Mas não o farei. Não te amo. Só te quero.
10 anos são uma eternidade (para quem espera)
Para mim pareceram 5 minutos. A minha vida está a desfazer-se em merda, mas eu sigo com um sorriso nos lábios. Como alguém faz questão de me estar constantemente a recordar, como em tudo na vida, é uma questão de opções. Estar a morrer de cansaço, mas optar por passar uma noite diferente em casa do coisinho. Música, amigos, álcool, cigarros, conversa, livros, jornais. Optar por me vir embora. Optar por vir para casa por um caminho que não faço nunca. Encontrar uma personagem saída de outra história. Optar por aceitar ir beber uma cerveja. Chegar ao bairro e já estar tudo fechado. Optar por vir beber cerveja para minha casa. Optar por me deixar ir pela primeira vez na vida. Consequência. Ser amada como nunca fui e provavelmente não voltarei a ser. Ouvir coisas que me magoam ao mesmo tempo que me fazem muito e muito feliz. Saber que alguém esperou tanto tempo por mim. Como é que pode existir um amor assim?
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Uma pessoa olha para o lado durante 30 segundos e a nossa esposa pega fogo à cozinha... Coitadinha da moça, a aflição dela era genuína, mas também o eram as minhas gargalhadas. Valha-nos a minha tranquilidade asiática, fruto de 50 horas seguidas a tricotar, com breves pausas para trabalhar e 5/7 minutos de sono (a babar-me para cima do teclado). Agora que penso nisso, acabei de perder 5/7 minutos.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Aaaaaaaaaaaaaaaaaaa..... Ai!..... E pronto, back to simcity. "Ai"? "AI"??!! É tudo o que tens para me dizer, grande cabrão? Estava capaz de te dar um soco no meio das trombas. Ou um pontapé nos tomates. Ou então compro-te um livrinho, daqueles com bonecos, para ver se aprendes alguma coisinha. Criançola do caralho.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
O Inverno custa horrores a passar. O marroquino deu-me um beijo na boca. Amanhã vou comprar uma burqa afegã. Nunca mais bebo. Nunca mais fumo. Nunca mais me deito às 5 da manhã. Estou farta de estar sozinha. Estou farta de limpar merda. Estou farta de enfiar comprimidos pelas goelas de gatos abaixo. Devia ir fazer compras. Devia comer. É tudo demasiado penoso. O que é que vai ser amanhã?
domingo, 29 de novembro de 2009
Home alone (with Pops)
Fim de semana prolongado e a casa inteirinha só pra mim. O óbvio era convidar umas 30 pessoas e fazer uma festa que durasse três dias. Não. Claro que não. Limpezas é muito mais divertido. Uau!
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Parafraseando Sílvia de Fátima, essa grande guru dos tempos modernos, eu sabia que ia ficar louca, só não sabia que era para já. Hoje imprimi um calendário com os dias que me faltam até ao fim do meu contrato. No metro achei que estava mais alta que de costume, o que não faz sentido nenhum, porque apanhei uma valente molha, o que quer dizer que devia ter encolhido e não esticado. Telefonei ao meu ex-patrão, que me deve uma pequena fortuna (pequena no sentido de que se tivesse esse dinheiro casava-me amanhã. Ou isso ou apanhava já o expresso para a Benedita) e ele disse que me ia pagar esta semana, como aliás disse de todas as vezes que eu lhe telefonei, nos últimos sete meses, sem qualquer resultado prático. Vim para casa por uma zona do meu bairro que não piso sob hipótese alguma e a única coisa que aconteceu foi que me cheirou a sabão clarim. Fui beber um copo e comecei a noite a cantar "taras e manias" e acabei a cantar "why don't you do right". E descobri que algumas estradas têm apenas um sentido.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Aqui há uns tempos conheci um homem lindo, inteligente, culto, bom conversador, artista, olhos claros, amoroso, etc. Não que me tivesse falado directamente ao coração, ou a qualquer outra parte do corpo, mas, mentalmente, enfiei-o na gaveta dos elegíveis. Da segunda vez que o vi, o meu olhar foi atraído por qualquer coisa que saía do decote da t-shirt. Entrei em pânico. Parecia um tapete. Ou uma manta. Ou um caniche morto. Depois percebi que não. Se por qualquer razão (se bem que não estou a ver bem qual) esse specimen voltar a ser mencionado neste blog, sê-lo-à apenas como tony (ramos).
terça-feira, 10 de novembro de 2009
A minha irmã é a maior trambiqueira do universo. O sonho da moça é dar O golpe. O pai de todos os golpes. O maior golpe alguma vez praticado ou por praticar. E depois zarpar para a América do Sul e viver dos rendimentos numa casa de estilo mourisco, guardada por oito segorilas treinados nos melhores cartéis da região. Em suma, um demónio com cara de anjo.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Para bom, meia.
Não. Nem por sombras. Nope. Continua a ser falso. Mais de 5 menos de 10. Tenho dias (e sobretudo noites). Loura. Sou é organizada. Nunca dei por nada. Não. Pois. Nem tanto.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Nina 2.0
O tempo está a esgotar-se. Acho que esta noite vou vestir uma camisola quentinha e vou uivar para a rua.
Subscrever:
Mensagens (Atom)