terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A diferença entre o fracasso e a eficácia

é VALIUMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM!

Nota explicativa: fracasso é inventar tangas e sair do consultório com kainever, eficácia é pedir valium e sair do consultório com valium. Tenho um gosto especial por produtos gourmet.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Nietzsche, Nietzsche, eras um porreiro, pá

E um fixe. E um optimista. E um gajo cheio de vigor e joie de vivre. Atentemos, pois, no génio e eloquência expressos nestas opiniões tão auspiciosas, para começar um novo ano:
Qual a melhor coisa que pode acontecer à humanidade?
'Era nunca ter nascido.'
Er... Então e a segunda melhor coisa que pode acontecer à humanidade?
'É morrer depressa.'
Cheers!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Hey, Jeremy, um post digno de M.P., the shrink gurl*

O meu ano de 2010 teve cinco momentos de felicidade. A cura da minha mãe. A minha tatuagem 'nothing else matters'. Os três dias de Alive. A minha fabulosa festa de Sto. António. Os grandiosos festejos em coise, em Agosto. Tudo o mais foi merda. Obrigada a quem contribuiu.

* feel free to share

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Incrível como a única coisa que pedi ao Pai Natal foi aquilo que ninguém me deu.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Hoje acordei com coros celestiais, vozes impúberes, sininhos

Na minha rua é habitual as pessoas ouvirem música em volume máximo, com as janelas abertas, no são espírito da partilha com os vizinhos. Mas, foda-se, tinha de ser música de natal?!?!

domingo, 19 de dezembro de 2010

Atenção, não me interpretem mal. Eu já fui menina de discotecas. Da mesma maneira que já fui menina para ouvir Bon Jovi. E gostar. O expectável é que se aprenda com os erros.
Hoje entrei pela primeira vez em seis anos numa discoteca. Sóbria. Eu mereço o céu.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Há dias em que mil anos não cabiam. Distribui 5.000 flyers, caminhei uns doze quilómetros, encontrei uma pessoa que não via há anos a servir copos num bar, encontrei amigos que chegaram para o Natal vindos de vários pontos da Grã-Bretanha e um da Austrália, encontrei pessoas que fingi que não vi, recebi um convite para uma festa de despedida de dois amigos queridos que vão para o Canadá, fui abraçada por três miúdas vestidas de anjos que davam abraços grátis à saída do metro, ouvi um sermão, ouvi um abrolhos, ouvi conselhos, renasceram-me a esperança, uma pessoa querida recebeu um 19 no seu mestrado, estive na faculdade, entrei em mais bares em vinte minutos que num ano inteiro, trabalhei que me fartei, fiz o jantar, brinquei com a minha gata, fiz tricot, conversei com a minha esposa, e vou para a cama com uma nova alma. Quem tem amigos tem tudo.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Há muitos anos, uma pessoa que eu muito estimava disse-me (sem conhecimento de causa), 'Miúda, um dia vais ser uma granda foda, mas não é para já. Primeiro vais ter de perder essas manias de princesinha, vais ter de te sujar, de rebolar na lama'. Hoje, passados mais de dez anos, não sei se sou ou não uma grande foda (homens casados há mais de cinco anos com mulheres coradinhas e com buço não constituem amostra válida), mas sei que sou uma desentupidora de canos que é uma categoria. Depois de ano e meio de tentativas mais ou menos frustradas posso hoje dizer que desentupo o malfadado cano do lavatório do wc à primeira tentativa. Com aquelas sábias palavras em mente, fiz-me à pista. Sem medos. Sem vacilos. Sem gritinhos. Sem luvas. E saquei uma bola nojenta de cabelos, uma autêntica ratazana morta, que teria praí três vezes o volume do cano onde descansava, impávida e serena, impedindo o correcto escoamento das águas. Não tive de rebolar na lama, mas apanhei com uns salpicos de um lodo pútrido, verde e malcheiroso, de aspecto radioactivo, que me furou a camisola. E pronto. Posso não ser grande foda, mas sou uma mulher realizada. Amanhã compro um desentupidor químico. Dos potentes.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Uma pessoa sai do Bairro Alto para ir passar o fim de semana à província. Chega, janta, anha um pouco no sofá e depois faz o quê? Vai sair com os amigos. Para o Bairro Alto. Uma palavra. Patético.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Do que eu precisava agora era de colinho, de jogar conversa fora e de estórias até adormecer. E de acreditar que, se calhar, amanhã até vai estar sol.
Amei muito um Homem que foi toda a vida um bruto, um boçal. Falava grosso e arrotava alto, limpava a boca à toalha de mesa, palitava os dentes com uma navalha, cuspia para o chão (dentro de casa). Uma camisola interior de alças era a sua farda oficial, tratava as coisas a pontapé e tinha a força de um gigante. Acreditava em deus, na pátria e na família, mas foi um pai ausente. Dedicou-se a uma missão, mais do que a uma profissão, e por mais do que uma vez terá levado demasiado longe o cumprimento do seu dever. Mas como as coisas nunca são a preto e branco, e as pessoas também não, foi também o mais culto dos Homens, o mais grandioso, o mais doce. Conhecia as estrelas e os nomes dos ventos, sabia de cor o canto dos pássaros e as árvores, as plantas, os rios, os países distantes, os animais exóticos. Sabia como e quando plantar ervilhas, como podar roseiras, como enxertar laranjeiras e como resolver e consertar as coisas. Sempre. O mais doce de si esteve sempre reservado para mim e para a 'menina'. Foi com ele que aprendi as primeiras letras, há mais de 25 anos, a escrever o meu nome e o nome dele. Sentada nos seus joelhos, viajei pelos países todos do mundo, com os meus dedos percorrendo o mapa que forrava a sua mesa de trabalho. Recordo como me enxugava o cabelo, secador numa mão e escova na outra, com o desvelo de uma mãe e a destreza de um coiffeur, com mil cuidados de delicadeza enquanto me desembaraçava os nós do cabelo, para não me fazer doer. Eu amarrava um cordel à presilha das suas calças e passeava-o chamando-lhe Bobi, ou então sentava-me às suas cavalitas e tapava-lhe os olhos com a minha saia. Sem um queixume. Sem uma reprimenda. Ensinou-me a dignidade e a honra. Mas esse Homem há muito que partiu, não tenho certeza para onde. Ficou apenas uma carcaça mirrada, titubeante, hesitante entre a lucidez pragmática e a loucura perigosa. Já não penso nele como o meu avô querido, mas como um José Arcádio preso para sempre à sua árvore, manietado e miserável, de onde nunca mais poderá escapar.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Nina não sabe se precisa de um advogado ou de um padre. Mas o seu advogado não atende e padre não conhece nenhum...

sábado, 27 de novembro de 2010

Se não me tivesse deitado às oito e meia da manhã porque passei a noite a trabalhar até achava graça

"Tu ainda tens os teus amantes, qualquer que seja o valor que lhes dás". Isto faz a minha vida parecer tão mais interessante do que realmente é...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

A sério. Mais umas horas desta tortura e transformo-me numa Lisbeth Salander de carne e osso.

Estou a deprimir....

Com aquilo que estou a ser obrigada a ouvir, é bom que o Sr. Dr. em Direito me pague umas consultas de psiquiatria quando acabar de transcrever.

sábado, 20 de novembro de 2010

Já me lembro por que é que não resultou. Detesto dormir com armas dentro do quarto, sobretudo perto da minha cabeça.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Filmagens amanhã: sono de beleza ou qualquer outra coisa que faça bem à pele?

O homem do C.I. voltou. O homem do C.I. veio a Lisboa tomar conta das altas patentes e eventualmente aviar uns manifestantes incautos. O homem do C.I. devia rever as suas prioridades. Eu já não tenho 21 anos e o homem do C.I. deve andar já perto dos seus 40. Parece que o homem do C.I. acabou de meter as altas patentes na caminha e tem uma noite livre pela frente. Eu vou-me disfarçar de lolita de 21 anos e vou tentar portar-me bem mal com o homem do C.I.. Espero que o homem do C.I. tenha trazido as algemas.

Montanha ou roleta?

4ª feira - calças rasgadas, sentada no chão no meio da estrada em frente às escadas da AR, com o meu companheiro de luta, a protestar;
5ª feira - cabelos, maquilhagem, roupitxa caprichada, a gravar a novela da noite;
6ª feira - mais de 10h de audiências para transcrever, precisava de um mês, tenho uma semana, e ainda nem tenho o que preciso;
sábado - cinema português, anos oitenta, em rodagem. Medo.

Prontes, afinal é salada.

sábado, 13 de novembro de 2010

Fofinho de sorriso lindo + pessoa que esperou dez anos e que mesmo depois de vigorosamente desencorajada continua a insistir + príncipe das arábias que voltou depois da experiência brasileira ('you know you were always my first choice, baby!') + eu = torneio de sueca. É a única coisa para que me servem. Indeed.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A minha esposa, a tentar boicotar a minha vida amorosa:
- Ah, é verdade, ontem vieram aí à tua procura...
- À minha procura? Como assim?
- Sei lá, alguém tocou à porta lá em baixo, eu fui à janela, mas como não conhecia ignorei...
- E esperas vinte e quatro horas para me dizeres isso?
- Oh, os teus amigos passam a vida a tocar à porta! Tinhas ido jantar fora, que querias?
- Como é que ele era???? - a começar a espumar da boca.
- Sei lá. Moreno. Bonitão. Pareceu ter ficado de coração partido. Ele que te mandasse uma mensagem...
- ELE NÃO TEM O MEU NÚMERO!
- Ah... Pois... Não sei... Que pena....

GRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR

A sorte dela é que o fofinho acabou de entrar agora mesmo no bar do meu vizinho. Uff!
Atravessar uma cidade completamente vazia às 4 da manhã, a pé, é uma experiência magnífica. Parecia que éramos os dois únicos sobreviventes de um qualquer holocausto. Nós e os semáforos. Mas agora à luz do dia parece-me que os únicos sobreviventes são os outros todos.

sábado, 30 de outubro de 2010

Os meus planos saem todos furados

Queria ir para casa de mamãe, não pude porque chove na minha casa. Queria ficar em casa a ver tv, de pijama, saí para os copos à uma da manhã. Vi o fofinho à porta do meu vizinho, escondi-me para ele não me ver, mas acabei no mesmo bar que ele. Queria manter um low profile, acabei por causar uma cenazinha de ciúmes. Queria beber um copo e voltar, acabei a cantar a plenos pulmões no meio da rua às quatro e meia da manhã. Palavras para quê? Os desígnios do Senhor são, de facto, insondáveis. ;)

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Chove como na rua Parte II

Oh como adoro ser acordada por um doce e melodioso 'estáachovermenoquartoutravezcaralho' gritado aos ouvidos (não resultou quando gritado da porta). Parecendo que não, dispõe muito para o resto do dia.
A minha vida é tão interessante que acho relevante postar que encontrei cinco euros no chão. Se bem que agora que o revelei, talvez tenha de os declarar nos meus rendimentos.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A menina vai a Paris! A menina vai a Paris! A menina vai a Paris! A menina vai a Paris!
(só não sabe é quando...)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

De repente parece que todos os bares do Bairro me querem para servir copos. God! Nota mental: comprar uma agenda.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Existe um verdadeiro prazer em vermo-nos livres de coisas de que realmente não precisamos. Seja na Feira da Ladra, dando para a caridade ou simplesmente enfiando-as no contentor do lixo mais próximo. Eu sempre me considerei uma melhor cidadã por fazer a minha reciclagem.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Às vezes sinto-me obrigada a agradecer aos deuses pelas pessoas que puseram no meu caminho. E a mim por ser uma eterna adolescente. E ao meu tio por confiar em mim!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Eu sei que já tenho 18.000 malas, mas precisava mesmo de mais esta

Papai achou que era bonito dar-me os doze euros e um cêntimo que paguei à CML de taxa de esgotos. E eu, basicamente, transformo merda em ouro.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Help!

A sério. Por muito patético (e embaraçoso) que seja ter um stalker da margem sul atrás de mim, estou a começar a ficar mesmo assustada.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Esta historieta toda de me chover em casa (vide explanação infra) está a dar-me cabo dos nervos. Embora já não chova cá dentro (mas só porque também não chove lá fora) o quarto de dormir da minha esposa está transformado numa barraca, forrada a sacos de plástico e folhas de jornal. Como a salinha de estar dela não está muito melhor (o que inclui um colchão húmido ao alto), acordámos que ela dormiria na minha cama, até a situação estar resolvida (o que será lá para daqui a uns três meses, se bem conheço os obrais desta terra). E isto, diga-se, destrói os últimos resquícios das poucas sanidade mental e qualidade de sono que eu já (não) tinha. A saber:
1. A minha cama deve ter uns dois metros de largura e a grande estúpida ocupa um metro e meio (e é muito mais magra que eu);
2. Ela dorme com um pijama de Inverno, lençol, cobertor, edredon e ainda põe o roupão por cima da roupa não vá ter frio. Eu durmo nua, com o lençol e sobre a madrugada puxo as pontinhas do cobertor. Conflito de interesses grave, portanto;
3. A vaca de merda adormece cedo, o que me faz sentir uma nazi por ficar a brincar no portátil, na cama, até altas horas da madrugada, sensação essa agravada pelo levantar de sobrancelha por cima do ombro, a cada dez minutos;
4. Ela põe o despertador para as nove da manhã e deixa-o tocar de cinco em cinco minutos até ao meio-dia, hora a que se levanta;
5. Ronca que nem a grande porca que é;
6. A minha cama, como é óbvio, serve duas funções básicas e únicas: dormir (quando sozinha) e foder (quando acompanhada). Não será necessário sublinhar que nenhuma das condições se verifica.
Pois é, estou pior que estragada.

domingo, 10 de outubro de 2010

Recordo-me muito vagamente, por entre as brumas do olvido, da minha esposa ter passado uma tarde do último Verão a queixar-se que uns senhores que andavam a pintar a fachada do prédio de trás a tinham acordado ao meio-dia (!) de um dia de semana(!), com as suas cantorias (um forrozinho safado) e com um 'barulho'. Coitadinha. A dita fachada fica encostada ao telhado em cima do quarto de dormir da pobrezinha... Mas seria pedir muito que tivesse dito na altura, e não passados três meses, num dia em que chove torrencialmente sobre o Bairro Alto durante umas oito horas seguidas, que o 'barulho' eram os obrais (puta que os pariu) a partirem uma ou duas telhas (vá) do dito telhado? Era. Claro. E agora chove como na rua. Muito obrigada. Mais valia teres ficado calada.

sábado, 9 de outubro de 2010

Agradeço sentidamente à minha Mãezinha ter-me trazido o guarda-chuva de que me esqueci na casa dela, em Abril passado. A sério. É da maneira que já posso sair de casa para ir ao Mini comprar víveres para mim e para a gata. Isso e entrar no quarto da minha esposa. Buuuuuaaaaaa. Não me digam nada. Abatam-me, só.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O esforço que tenho de despender para me ver livre das encrencas em que me meto é por vezes superior às minhas forças. Eu até compreendo que desculpas esfarrapadas não colham, mas vamos neste momento no nível 'mentira escabrosa'. E nada. Vou tentar o último recurso. O problema é que não me ocorre nenhum.

sábado, 2 de outubro de 2010

Hoje estive mais que tempos a olhar para uma coisa que me é muito, muito, querida. E que há-de ser minha um dia, espero eu que daqui a muitos e bons anos. Até esse dia, transformo a sala de jantar da Avó Cila no meu Bryant Park privado.

Anywayz, quem é que há-de querer uma singer octogenária, preta com letras e arabescos dourados e pedal manual? É a minha sorte.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

No amor e na guerra vale tudo. E, definitivamente meus filhos, é a Guerra!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Jogo de advertências

'É bom que não me olhes para as mamas!'
'Então é bom que vás mudar de roupa...'

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Ya, right!

Juíza: Foi a primeira vez que trouxe droga do Brasil?
Arguido: A primeira vez!
Juíza: Mas ó Sr. Fulano de Tal, diga-me lá uma coisa; o Sr. sabe que foi-lhe apreendido o seu passaporte. Recorda-se disso?
Arguido: Sim.
Juíza: E que nós temos uma cópia no processo. E o Sr. tem aqui várias deslocações, anteriores, ao Brasil.
Arguido: Sim.
Juíza: Para quem tem dificuldades financeiras, como o Sr. diz que tinha, deslocar-se ao Brasil…
Arguido: É que eu fui lá comprar cabelos humanos.

domingo, 26 de setembro de 2010

O desperdício das minhas graça, beleza, educação, cultura e inteligência

Ontem: poli 2520 talheres, descasquei 10 quilos de maçãs e kiwis, servi 650 jantares, servi o meu turno e o turno do colega que fala, fala, fala, fala, mas ninguém o vê a fazer nada, queimei severamente o braço esquerdo e cortei os dedos da mão direita.
Hoje: eu e os meus amigos vestimos fatos de neoprene. E fomos mergulhar? Não, fomos passear para o Camões. A fingir que fazíamos e a fumar ganzas, tudo com um ar muito saudável e jovial, enquanto ganhávamos os vinte euros mais fáceis das nossas vidas. Vivam as empresas e os eventos. Vivam.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O lodo

O lodo é um conceito só compreensível nas suas múltiplas vertentes por quem trabalha em hotelaria. Refere-se a um momento específico, mais ou menos dilatado no tempo. Expectavelmente, mais para o menos que para o mais. Dilatado. No tempo. Hoje foram 280 animais, entre caloiros e veteranos, de três faculdades diferentes --> duas horas e meia de lodo.

Brevemente, farei algumas considerações sobre o poder do empregado de mesa. Tenham medo. Tenham muito medo!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A minha opção por uma franja não terá sido totalmente alheia à necessidade de passar despercebida na vizinhança depois da ignomínia do domingo passado. Mas não ser reconhecida pela minha esposa não será um tudo nada exagerado?

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A gaja e o seu cabelo

Um salão de cabeleireiro cheio de galinhas a cacarejar, dois gays a rirem que nem perdidos e eu com ar de estar à espera do meu último minuto, olhos esgazeados, vontade de fugir. É sempre assim. Brigamos, insultamo-nos, ameaçamo-nos, mas amamo-nos de paixão, eu e o meu hair dresser. Nem se põe a questão. Volto sempre ao local do crime. Desta vez lá se foi metade do cabelo (buaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa), mas pronto, era mesmo mandatory. Prometo que nunca mais o deixo chegar a tal estado de degradação capilar (mentiiiiiiiira!). Está curto, está curtíssimo, dá-me vontade de morrer, está que nem eu me reconheço ao espelho, está um palmo acima do rabo. Buaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa. Bem, é da maneira que já não me dizem que posso limpar o rabo com ele. Sempre agradáveis, os meus. E uma franja. Uma franja, senhores! Que é que me passou pela cabeça? Enfim, sempre posso pintar de vermelho e fico tal e qual a Florence, a minha obsessão feminina do momento. Mas também já me disseram que eu sou mais comestível que ela. Outro sacrilégio. O que é que será que ainda pode correr bem neste dia?

E não, não estou a exagerar. O cabelo é um assunto delicadíssimo. Meio centímetro a menos é muito. Maldito cloro e sal e sol e o caralho. Sniff, sniff.

domingo, 19 de setembro de 2010

A sério, eu não mereço

A minha esposa é uma pessoa ligeiramente exagerada. Desde criança. Só muito ligeiramente. Num minuto diz "chega aqui ao meu quarto, não te cheira um bocadinho a gás?", no seguinte diz "ai, que me sinto tão mal, estou a desmaiar, este cheiro a gás que não se pode", no terceiro diz "as vizinhas de baixo de certeza que estão mortas, morreram com o cheiro, não me abrem a porta" e no quarto já chamou os sapadores. Suspeito que lá no quartel haja pessoas igualmente exageradas, ligeiramente, porque três minutos depois tenho dois autocarros de bombeiros a fazer tinoni à minha porta e vinte e tal gajos enormes, equipados dos pés à cabeça, de máscara, capacete e lanterna e tudituditudo a invadirem-me a casa. Tudo muito à séria, tudo muita testosterona. Claro que nesse momento os vizinhos já se penduravam nas janelas, a fila de carros atrás dos dos bombeiros chegava ao Camões e eu estava a começar a amarelecer de vergonha e ainda nem sabia o que vinha aí. Em cinco minutos, veredicto final: cheira a esgoto. Nunca mais saio à rua. Buaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaá...

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Ideias brilhantes #4

Disse a x que me tinha inscrito no ginásio. Gargalhadas. Disse a y que me tinha inscrito no ginásio. Gargalhadas e "junta-te mas é aos teus amigos bêbados e larga dessa mania de seres saudável. Os bêbados é que sabem.". Disse a z que me tinha inscrito no ginásio. Gargalhadas e "tu não és gaja de ginásio". Disse a w que me tinha inscrito no ginásio. Gargalhadas e "pensei que o ginásio era para os barrigudos e que tu já és boa que chegue. Pelo menos é o que andas sempre a dizer...". Hoje fui ao ginásio. Não tenho vontade nenhuma de me rir.

sábado, 11 de setembro de 2010

A ver se isto assim vai lá

Nina, um computador, as suas transcrições de audiências e uma garrafa do seu vinho favorito no mundo. Pop!

Eu e as portas

Tenho um claro problema com portas. Ou então é só com maçanetas. Ou então é a minha casa que está a cair de podre. Preciso de um obral nesta casa, ASAP!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Quer-me parecer que inchei uns quantos centímetros. Coisa que constato com agrado vs. desagrado. Agrado porque estou com um derrière que só me apetece agarrar com as duas mãos e abocanhar (se me fosse fisicamente possível) de tão redondinho e empinado e apetecível que está. Com desagrado porque estou com uma barriga que me faz parecer estar de esperanças (ou isso ou uma ama-de-leite, mas isso é noutra parte...). Portanto, a questão que se impõe é: como uma lata de leite condensado inteira ou só metade?

domingo, 5 de setembro de 2010

Faço tricot, faço crochet, gosto de galos de barcelos e de xanax. Na verdade, o que é que me separa da Joana Vasconcelos? Coisa aí de 80 quilos.

sábado, 4 de setembro de 2010

Como as batatas

Hoje apetecia-me escrever imensas coisas. Como que vim comer ostras, por exemplo. Mas aborrece-me o teclado do telemóvel, por isso vou resumir numa palavra: douradinha.