domingo, 22 de maio de 2011

Nina ama o Verão. Nina ama a praia. Nina ama o mar. Nina ama o sol. Nina só tem pena de ter marcado dois trabalhos para a mesma hora, amanhã à tarde. Mas Nina pensará nisso na praia, amanhã de manhã. Tralalá...

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Nina vence pulga por K.O.
Gostaria de dizer que foi por estratégia, planificação, argúcia. Mas não. Apenas um golpe de sorte e agilidade de movimentos.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Como é que uma pulga consegue ser um animal mais esperto que eu? E no entanto consegue. Respect!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Finalmente, a fazer aquilo que mais gosto, e ainda por cima a ser paga por isso.

sábado, 14 de maio de 2011

Mensagem recebida ontem, tarde na noite, mas que por motivos derivados da questão de estar a servir copos só vi hoje às seis da manhã, quando saí do bar:
"E fez-se luz porque é que és a minha heroína… Além da tua beleza, charme inocente e um jeito sedutor quase infantil e menino, és uma mulher inteligente e com uma cultura muito, mas mesmo muito, acima da média… Tens um dom, és uma estilista em potencial… E acima de tudo tens a tua garra e energia muito próprias, mesmo quando em ‘baixa’, e tens a tua liberdade!".
Se um dia escrever um livro, chapo isto na contracapa, por baixo de uma fotografia minha (sem roupa). E ainda dizem que as mulheres são todas umas grandessíssimas cabras umas para as outras...

sábado, 7 de maio de 2011

Dessine-moi un mouton
Le ciel est vide sans imagination

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Deambulações pela Feira do Livro III

Decisões para este ano:
1. Comprar só os livros absolutamente necessários (apesar de todos me parecerem absolutamente necessários);
2. Comprar só em stands de alfarrabistas, livro manuseado, livros do dia, ou fora de catálogo;
3. Convencer as outras pessoas de que há obras totalmente imprescindíveis nas suas vidas, só para depois as poder pedir emprestadas.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Deambulações pela Feira do Livro II

Como é que se convence um pai que só começou a ler depois dos cinquenta, e que só lê os livros que lhe aconselham os sapientes críticos literários do Expresso, que ler 'A Arte da Guerra' é fundamental não só para a sua cultura literária, como para a sua existência?

Deambulações pela Feira do Livro I

Uma pessoa mais pobre que Jó, como eu, a passear uma tarde inteira pela Feira do Livro é mais ou menos a mesma coisa que sentar uma criança sudanesa a uma mesa farta de iguarias e prender-lhe as mãos à cadeira. O que me vale é que encontrei mamãe por acaso e lá a convenci a pagar-me uma fartura. Salvou-se a tarde.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Estou eu extremamente preocupada com os gordos da tv e acorda-me a minha esposa, pela manhã, em alvoroço, a dizer que estamos em alerta nuclear. I couldn't care less. Os gordos, pá, os gordos! Os gordos é que é!

Always look on the bright side of life

Eu sou a maior compradora (não necessariamente consumidora gastronómica) de arroz trinca do distrito de Lisboa. O espantoso era a cara de parvo do menino da caixa do Mini, enquanto passava os meus quilos e quilos de arroz. ‘Aaah, para que é que isto serve? Nunca tinha visto... É para comer?’. A minha boca disse ‘é usado como comida para cão’. O meu cérebro registou ‘desvantagens de não frequentar o ensino universitário: ir para caixa do minipreço; vantagens de não frequentar o ensino universitário: nunca ter comido na cantina velha’.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

E aprendi que a única coisa que se deve temer é o medo. Lesson learned.

domingo, 24 de abril de 2011

'Só não se criam lá elefantes porque não é a época deles.'

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Agradeço sinceramente à minha família ter-me deixado sozinha na Páscoa. Mais uma vez. O ano passado fui compreensiva. Este ano sou teimosa. Eu, uma gata e uma casa assombrada. Parte II. Se sobreviver conto.

terça-feira, 19 de abril de 2011

A minha incrível resistência às drogas e a maneira como me atingem como uma marretada entre os olhos quando finalmente fazem efeito, têm-me valido gratas alegrias. A última das quais foi ter um dente t-o-t-a-l-m-e-n-t-e arranjado a sangue frio (apesar dos meus veementes, pelo menos a mim pareceram-me bastante veementes, protestos) e uma anestesia que me fez desaparecer metade da cara durante duas horas e que me atingiu como uma chicotada no exacto momento em que a minha dentista, essa sádica demente, me diz 'prontinho! podes bochechar e dar o baza'. Foda-se, foda-se, foda-se.
Tenho um corpinho que foi feito para o pecado, benzódeus.

domingo, 17 de abril de 2011

Tive o primeiro sobressalto quando percebi que nem todos os jogadores de futebol eram já mais velhos que eu. Mas passou. A seguir foi um safanão. Gajos que eram cromos que eu colava nas cadernetas da bola das épocas do meio dos anos 90, com penteados de mau gosto e cara de broncos, são agora respeitados e barrigudos treinadores de futebol. Confesso que me deu para hiperventilar. Mas ter um candidato a PM que me lembro CLARAMENTE de ser um jotazinho promissor, mas ainda imberbe, um beto do pior, é certo, mas sem dúvida um rapaz novo, acaba definitivamente comigo.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

A minha vida é tão absurda, mas tão absurda, que se qualquer outra pessoa me contasse certas histórias eu achava que era coisa de esquizofrénico...
A minha já de si fraca inteligência social ainda é capaz de me dizer o que é que significa alguém convidar-me para um café, para jantar, para ir ao cinema, prós copos, à praia, para ir comer bifanas e beber imperiais... Já alguém que me convida para ir passear ao Rio de Janeiro, deixa-me um bocadinho, vá, como dizer isto, intrigada?

sábado, 9 de abril de 2011

Declaro oficialmente aberta a época de dormir nua.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

De maneiras que eu tenho um problema grave de megalomania, não sei fazer as coisas pela metade, tenho aspirações de grandeza que me ultrapassam. E muito. Mas voltando um pouco atrás. Há dois anos sonhei fazer da minha varanda o jardim mais florido deste bairro. Neste espaço de tempo, afoguei um cacto, fiz apodrecer duas orquídeas e matei à sede uma hera. Não tenho grande habilidade para a jardinagem, admito. Mas sou de ideias fixas. Pedinchei à minha mãe, durante dois anos, pelo natal, pelos anos, pelo dia da criança, quando fui arrancar o último dente do siso, que me oferecesse uns vasinhos daqueles que se prendem às varandas, que era para fazer a coisa como deve ser. Nada. Mas para grandes males grandes remédios; há que apelar. E ninguém domina como eu a arte da vitória pelo cansaço. Mamãe lá me comprou os vasos. E aí fui eu, pazinha numa mão, tesoura de podar na outra, atacar o pequeno jardinzinho de mamãe. Trouxe plantas a dar com um pau. Um hectare de varanda era coisa para não chegar. Tenho flores, tenho ervas aromáticas, tenho arbustos. Viajar de comboio com sacos gigantes de vasos e plantas e mudas tem a sua graça. Ainda que seja ligeiramente embaraçoso. Mas o meu ânimo ainda estava em altas. Comprei terra, dediquei-me em grande à delicada tarefa de tirar dali, pôr aqui. Deixei de poder sair para a varanda. Não havia espaço. Balanço até agora, passados que estão três dias: um poejo morreu (completamente morto), as sardinheiras estão a ficar para o amarelado, a dama da noite parece-me pouco viçosa, a hortelã está murcha e o physalis parece-se com um ponto de interrogação. A minha reforma agrária está completamente arruinada. Sou uma nódoa, uma nulidade, tenho um L gigante na testa, sou uma assassina confessa de criaturas verdes e lindas e bem cheirosas (pelo menos cheiravam bem no domingo). A vantagem é que já posso sair outra vez para a varanda.

Se há uma coisa que eu não temo é perder o emprego

Diz que isto vem tudo por aí abaixo com as trombetas de Jericó. Medo. Pânico. Horror. Tss, tss... Quanto a mim, agora é que vai começar a puta da loucura. E no melhor dos sentidos, pois claro.

domingo, 3 de abril de 2011

Venho eu para casa depois de anoitecer, para me confundir com as sombras (razões a explicar posteriormente), e tenho de levar com as putas de S. Paulo, cada uma na sua esquina, como é de lei, a ouvirem o relato da bola nas suas telefonias a pilhas. Há lá coisa mais sexy? Por acaso há, o facto de terem todas mais de sessenta anos e se terem esquecido TODAS de vestir a saia.

terça-feira, 29 de março de 2011

Para quê simplificar, quando se pode complicar?

E às vezes sinto-me tão, mas tão cansada...

sexta-feira, 25 de março de 2011

terça-feira, 22 de março de 2011

Quando eu trabalhava em call centers não era bem esta a formação que nos davam...

O que eu detesto: que a PT brinque com os meus sentimentos (ter mais de 200 gravações na box e ir tudo com o caralho em menos de um fósforo, só para dar um exemplo). O que eu adoro: que a PT me ande a oferecer mensalidades mês após mês para me compensar dos vários incómodos, ou nas palavras dos próprios, 'considere isto como um miminho'. Miminho??? WTF?!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Post dedicado a uma pessoa em particular, mas que pode ser usado como tutorial pela audiência em geral

Tenho uma amiga que um dia destes se dirigiu ao médico para pedir uma receita de determinado medicamento. O médico, como sabe que a minha amiga é uma pessoa despreconceituosa, perguntou se a minha amiga não se importava que fosse genérico. E genérico passou. Tão feliz se sentiu a minha amiga que nem percebeu que a receita era de uma caixa de 20 comprimidos, que isto é à vontade, mas não é à vontadinha. A minha amiga sai do médico e dirige-se, lesta e escorreita, à farmácia mais próxima. A farmacêutica diz ‘lamento, esta receita é de 20 comprimidos e só temos caixas de 60, não posso aviar’. A minha amiga amaldiçoa mentalmente o zelo da farmacêutica e a avareza do médico. ‘Se quiser posso encomendar’. A minha amiga faz um sorriso amarelo e diz que não vale a pena, que vai a outra farmácia. A minha amiga detesta pessoas zelosas, mas gananciosas. E dirige-se à segunda farmácia, já menos lesta. ‘Lamento, só tenho embalagens de 60 comprimidos. Mas se não se importar de pagar sem ser comparticipado…’. Estamos a falar de menos de dois euros (genérico), pelo que a minha amiga faz um sorriso nada amarelo e diz que sim, que não tem problema. Como a farmacêutica não vendeu a caixa receitada devolve a receita. E como Lisboa deve ter algumas centenas de farmácias e nenhuma delas tem caixas de 20 comprimidos, os grandes malandros, a minha amiga vai repetindo a brincadeira nos dias subsequentes (as receitas têm validade de 10 dias e a minha amiga quer fazer render a coisa o mais que puder). Mas como os farmacêuticos são pessoas extremamente atenciosas e prestáveis, a páginas tantas alguém lhe diz, ao devolver a receita, ‘como vai levar a receita, e esse medicamento só se pode vender com receita médica, guarde lá em casa, porque mesmo que passe o prazo, apresentando a receita vendem-lhe na mesma, ainda que sem a comparticipação’. De maneiras que a minha amiga tem uma receita virtualmente vitalícia, de um medicamento que até tem um certo valor no mercado paralelo (não perguntei à minha amiga como é que ela sabia isto). Se a minha amiga fosse uma pessoa com olho para o negócio já estaria rica, mas como não é tem SÓ um armazenamento inesgotável dos seus rebuçadinhos favoritos. A minha amiga, todos os dias antes de se deitar, faz uma pequena oração de louvor a todas as pessoas prestáveis e ingénuas deste país.
A minha esposa trava uma batalha antiga comigo. Batalha essa perdida, por muito que ela não queira reconhecê-lo. Os meus amigos são todos uns porcos, uns bêbados, uns mal-cheirosos. Mas o pior de tudo é que parece que não usam telemóvel, porque passam a vida a tocar-me à porta ou a gritar por mim da rua. Coisa que a enfurece particularmente quando eu não estou cá. 'Mas porque é que eles não telefonam, porra????'. Eu cá acho giro. E as pessoas não são obrigadas a ter saldo no telemóvel. Aqui há uns tempos foi um fulano, que ainda estou para descobrir quem foi, que achou engraçado gritar por mim, deviam ser aí umas duas da manhã de uma terça-feira. Normalmente a essa hora eu ainda estou acordada e ela já está a dormir, mas nesse dia em particular, por razões que agora não vêm ao caso, eu dormia o sono dos justos e ela trabalhava ao computador. Daí que é interrompida por alguém que me chamava em altos berros, por baixo da minha janela, não pelo meu nome, mas pelo meu apelido (o que por um lado reduz bastante as possibilidades, porque o número de pessoas que me tratam pelo apelido em vez de pelo nome não é muito elevado, mas por outro envergonha-me perante a rua inteira, porque Nina podia ser outra qualquer, mas um apelido como o meu não há muitos). Resultado: uma data de vizinhos em pijama à janela, a minha esposa mais enfurecida que nunca, eu a dormir regalada e um bêbado frustrado e possivelmente rouco. Mas perdoem-me, divago. O que queria mesmo dizer é que a minha querida esposa tem rasgos de génio. Por vezes ascende aos píncaros da iluminação. A última: 'Os teus amigos são mesmo uns estúpidos, uns boçais, uns brutos. Vêm para aí tocar à porta a qualquer hora do dia ou da noite. Já não os posso aturar. E o pior é que têm mau gosto, não têm uma noção de estilo que seja. Um destes dias era um gajo com um colete amarelo, como aqueles que usavas nas obras, a dizer censos 2011!'. MWAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Eu sou da geração à rasca, a minha gata é da geração à rasquinha....

Sim, eu sei que passei uma semana fora. Sim, eu sei que voltei para casa, larguei as malas e voltei a sair quase a seguir, para a manifestação. Sim, eu sei que a Poppy estava amuada comigo, porque esteve mais que tempos escondida no seu spot, saiu para olhar para mim como se não me conhecesse e quando a tentei agarrar para um xiiiiiiiiiiiii-coração deitou as garras para fora. Sim, eu sei que sou o ser humano mais importante e insubstituível do Universo, apesar da minha esposa tratar muito bem dela nas minhas ausências (até com muito menos displicência, devo acrescentar). Sim, eu sei que a Pops é o felino mais carente e sensível e inseguro do mundo. Sim, eu sei isso tudo. Por isso é que não era preciso cagar (QUATRO ENORMES POIAS, PORRA!) no meio da sala, just to make her point. O que vale é que vinha da manifestação insuflada de tolerância, por isso, por esta vez, vá, passa...

sábado, 12 de março de 2011

Viajei 300 km para estar aqui hoje. Tenho trabalho para entregar e para mim as horas são preciosas, os minutos são preciosos, os segundos são preciosos. Deram-me um prazo até segunda-feira à hora de almoço, mas como segunda tenho de estar a trabalhar noutro sítio, a uma hora obscena da madrugada, o prazo auto-encolheu-se para domingo à noite. E se até segunda à hora de almoço não chegava nem para metade do que tenho de fazer, domingo à noite prolongar-se-à, provavelmente, até à hora obscena da madrugada de segunda-feira, a que tenho de sair de casa. Porque se não trabalhar não ganho. Mas é exactamente por isso que vou sair para a rua, não tarda. Porque sou freelancer, porque sou trabalhadora independente, porque sou empresária de mim própria. Bullshit! Na verdade, estou-me bem a cagar para a luta, para a revolução, para a manifestação, para os ideais, para a igualdade, para a distribuição da riqueza, para o caralho. Na verdade, só queria ser rica, muito rica, mais rica que os outros todos e comprar este país, pessoas e bens incluídos. A primeira medida era atirar todos os membros do actual governo e respectivas entourages da Rocha Tarpeia. Todos menos um, obviamente. Ao nosso querido Primeiro, reservava-lhe uma sobredosagem de Viagra e obrigava-o a enrabar os seus queridos filhos, em directo em todas as televisões, ininterruptamente, durante uns dois ou três dias. Porque é exactamente isso que ele tem andado a fazer à filha do meu pai, há bem mais que um par de dias. Depois, esgotadinho, lá podia seguir os outros, penhasco abaixo. E é por isso que fiz 300 km para estar aqui hoje. Porque na verdade não nos resta fazer mais nada. Não vou ganhar o euromilhões e poder mandar as pessoas de quem não gosto para casa da mãe com a cona às costas. Não vou ter um emprego digno e que me dê estabilidade e segurança. Não vou ter nada. Vou continuar a ter mil trabalhos, sem fins de semana, férias ou feriados, apenas para ter uns trocos para sobreviver. E não me interessa se serão cem mil, ou dez mil, ou três pessoas. Para isso fiz 300 km hoje. Para estar aqui.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Ar gelado, sol escaldante

Nina acaba de inaugurar a sua época balnear, de toalhinha estendida na relva à beira da piscina, bikini obsceno e sweat polar dobrado para deitar a cabeça.

quarta-feira, 9 de março de 2011

A solução para todos os meus problemas

É uma dieta de engorda. À razão de uns dois quilos por dia. E traga-me mais uma fatia desse bolo, se faz favor!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Depois de vinte e três, quase vinte e quatro, anos de convivência, a minha esposa descobre hoje que sou ligeiramente estrábica do olho direito... Muito fofo. E extremamente moralizador, à véspera do meu primeiro directo on national tivi. Sempre oportuna, benzádeus... Dasse!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Se mais alguém me diz que estou 'tão magrinha!' juro que cometo uma loucura. Na via das dúvidas vão checando o Correio da Manhã.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Para toda essa gente que acha que eu sou uma princesinha de nariz empinado com tiques de diva, experimentem passar dois minutos com uma tal de apresentadora de tv de voz esganiçada, que era de um canal e agora é de outro. Com as câmaras desligadas. Para verem o que é bonito.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Podia estar noutro sítio qualquer, mas estou em Álcacer do Sal, sentada num muro, a olhar para o rio...

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Uma pessoa diz-me que sou a mais mulher delas todas. Que as outras são só miúdas a porem-se em bicos dos pés. Que sou fantástica, maravilhosa, que espalho magia à minha volta, que sou a pessoa por quem esperou toda a vida. Enfim, nada de novo nem especialmente empolgante. A verdade é que não estou disponível e estou feliz como estou. Se já o respeitava como pessoa, agora respeito-o ainda mais como homem, pela coragem e pela franqueza. Mas o curioso, curioso, é terem-mo dito na mesma semana em que outra pessoa, numa conversa igualmente franca, me disse 'tenho muito medo de ficar como tu', as in 'doente da cabeça'. E é isto.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Ontem mandaram entregar um ramo de flores lindíssimo (e caríssimo) cá em casa. O bilhete só tinha o nome da minha esposa e vinha assinado por 'um amigo'. Hoje descobre-se que foi enviado por um actor conhecidérrimo que tem a mania que é alternativo, mas na verdade é só mesmo é gay... What's the fucking point?? Juro que não percebo.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O meu barómetro está a prever sarilhos...

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Podia estar noutro sítio qualquer, mas estou na Alameda, numa casa vazia, a olhar para as paredes...

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Podia estar noutro sítio qualquer, mas estou na Reboleira, numa casa vazia, a olhar para as paredes...

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Nina, para a sua amiga fufa 'Acho que estou apaixonada por esta miúda' e mostra foto no FB. 'Tem o seu quê, tem'. 'Mas tem namorado'. 'Isso não quer dizer nada. Manda um ganda vibe lésbica. E não hetero'. Ihihihihihihihihih!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

É incrível a cultura popular que se adquire na tasca, única mulher rodeada por homens cuja média de idades deve andar nos 70 anos.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Se há um monte de coisas que ainda posso vir a ser na vida, magra nunca será uma delas. Sou mais para o cavalona, dizem os ignaros, uma amazona, dizem os poetas, voluptuosa, digo eu. Por isso, é favor pararem de dizer que eu estou esquelética!!!!!!!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Toda a gente vê aquilo que eu bebo, mas ninguém SABE* a sede que eu tenho.











* Satisfeito, purista dum cabrão?

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Back to basics

Hoje acordei ruiva. Muito. Medo!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Há muito tempo atrás, uma tarde de sábado, recebi uma visita surpreendente, embora não inesperada. Fazia calor e eu lembro-me que tinha vestidos apenas um top preto de alças e umas calças, também pretas, e estava descalça. O meu cabelo, sempre tão selvagem, tinha acordado estranhamente obediente e estava solto, a bater-me no rabo. Abri a porta e mandei-o entrar. Ele sentou-se no sofá, eu sentei-me no chão. Bebemos umas cervejas, fumámos uns cigarros, tocámos-nos. Ele tinha pressa, levantou-se para sair. Lembro-me da sensação de awkwardness, os dois de pé, no meio da sala, o silêncio desconfortável, as palavras de circunstância, e eu apenas a fazer o que faço melhor, a dizer tolices. Finalmente saiu, mas já na escada hesitava. Não sei o que me passou pela cabeça. Por uma vez na vida, perdendo o meu sempre tão fiel auto-controlo, puxei-o por um braço, fechei a porta atrás dele e encostei-o com força à parede. O que se passou a seguir ele o saberá, eu não tenho a certeza. Minutos, segundos? Quando caí em mim, gritei-lhe que se pusesse na rua. Foi um dos momentos mais frustrantes da minha vida, mas também, esteticamente, um dos mais perfeitos. Se fosse hoje, fazia igual, nem menos, nem mais, porque a perfeição não pode ser acrescentada.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Como é que me consegui embebedar ainda antes de jantar?

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

És a minha pessoinha. Não escolheria viver com mais ninguém. Mas agora mexe esse cu e vai fazer-me o jantar!