terça-feira, 7 de maio de 2013
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Isto não vai ser tão fácil nem tão maravilhoso como me quis parecer à primeira vista
O meu pai, que me conhece de ginjeira, disse-me a semana passada, 'atenção à alimentação'. Tenho vergonha de dizer quantos quilos perdi em três dias. E o meu rabo parece uma alforreca. O. Meu. Rabo. Parece. Uma. Alforreca. Quero morrer.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
segunda-feira, 29 de abril de 2013
quinta-feira, 11 de abril de 2013
terça-feira, 9 de abril de 2013
"Devíamos era estar a dar uma no quentinho"
Uma quê? A dar uma oportunidade à minha mochila que está há uma semana no chão do quarto à espera que a desfaça? A dar uma arrumadela na sala? A dar uma limpeza à casa de banho? A dar uma valente arrumação ao meu quarto, que já só se lá entra saltitando de zona de chão desocupado em zona de chão desocupado? A dar uma bela lavagem ao meu cabelo, que começa a achar que afinal são rastas? A dar uma palestra sobre 'aprenda a rejeitar os trabalhos que não são humanamente possíveis, nomeadamente a nível de prazos definidos'? Ah! Que disparate. Vamos dar uma transcrição absolutamente flawless e completa e dentro do prazo. Assim as pessoas me enviem os dados em falta. E tudo embrulhado em sacos de água quente, que é para as folhinhas não terem frio. OBRIGADA pela sugestão.
Enfiei a cabeça dentro do forno, mas a minha esposa diz que o nosso não funciona a gás...
Juro que é a última vez que digo isto: trabalhos com prazos destes, NUNCA MAIS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
terça-feira, 2 de abril de 2013
A crise vê-se nas pequeninas coisas
Em três anos a ouvir as misérias alheias ao meu ouvido, adquiri vastos e inestimáveis conhecimentos em: burlas, roubo à descarada, estupro, tentativa de homicídio, infracções ao código da estrada, tráfico de droga, lenocínio, porrada com força. Neste momento, materiais de construção civil. Pobres. De espírito.
terça-feira, 26 de março de 2013
O pior sítio para se engatar alguém é na cadeira do dentista. O homem está literalmente dentro da minha boca, a limpar sarro. Tártaro, chamam-lhe eles. Sarro, anyway. E nem mesmo a música mais improvável de que me lembrei e que ele tinha de facto no i-coise, e que pôs em volume máximo para tentar calar as vozes que gritavam de puro terror na minha mente lhe valeram de muito. É a total e implacável ausência de sexyness. Para a semana que vem estou lá outra vez.
terça-feira, 19 de março de 2013
sábado, 16 de março de 2013
quinta-feira, 14 de março de 2013
Dai-me deus paciência, em saquinhos de quilo! Se não for pedir muito, em sacas de cimento. Ia jurar que já vai para alguns três dias que não tinha problemas com electricidade, electrodomésticos, cabo, chuva dentro de casa, maçanetas que se agarram às mãos em vez de se manterem firmes nas portas, enfim, aventuras domésticas. E agora quero tomar banho. E não há água. Há pessoas que não passam sem o banho matinal, e há eu que não consigo dormir sem o meu banho quentinho, higiénico e relaxante. De maneiras que vou ali mungir umas gotinhas das torneiras e vou aquecer água para me levar por baixo. Só isto.
quarta-feira, 13 de março de 2013
sábado, 9 de março de 2013
Há coisas que me irritam. E muito. Aliás, há poucas coisas que me tirem do sério, ou sobre as quais eu fale a sério. Parece que esta é uma delas. O dia 8 de Março é provavelmente o dia do ano em que se dizem mais barbaridades aviltantes e fúteis sobre as mulheres no ano inteiro. O dia 8 de Março não serve para receber florzinhas e beijinhos e chocolatinhos e celebrar o que é ser mulher. Isso celebro eu os outros dias todos. O dia 8 de Março representa uma luta legítima e válida pela conquista da igualdade de direitos entre mulheres e homens. Porque eu já fui preterida profissionalmente. Porque eu já fui assediada. Porque eu já me senti violada. Porque eu já fui olhada com condescendência. Porque eu já fui tratada com paternalismo. Porque eu já fui enxovalhada publicamente. Por ser menos profissional? Por ser menos competente? Por ser menos capaz? Por ter menos experiência? Por me pôr a jeito? Não. Apenas porque não sou homem. Se eu quero que me tratem como um homem? Não! Quero apenas que me tratem da mesma maneira que tratariam um homem. A luta continua.
sexta-feira, 8 de março de 2013
Esta é oficialmente a semana do revivalismo. Depois de uma perninha no hobby do costume e da M. me ter entregue umas newbies para tomar conta, que me atulharam de perguntas, penso que cheguei a uma lista definitiva (so far) do top-figurações. E é assim:
Mais bem paga de sempre: Maison Close (Canal Plus);
Mais cómica de sempre: ex-aequo The Emperor's New Clothes (Sky) e Querida Júlia;
Maior briga com o director de guarda-roupa de sempre: Volkswagen Polónia;
Mais cutxi de sempre: parto com recém-nascido verdadeiro;
Mais fácil de sempre: cena de piscina (30º), em 45 minutos;
Mais estranha de sempre: reconstituição de consulta de ginecologia para reportagem;
Melhor guarda-roupa e penteados de sempre: ex-aequo Maison Close, The Emperor's new clothes e Do Outro Lado do Rio;
Mais consigo enganar os meus amigos se postar agora uma foto no fb de sempre: Maternidade.
Mais despachestamerdamazéqueuqueromirjuntaràmanifdaCGTP de sempre: Volkswagen Polónia;
Melhor catering de sempre: L'Odyssée (Arte);
Mais bonding com o chefe de sempre: Querida Júlia;
Mais the star is me de sempre: Banco Alimentar Contra a Fome;
Mais largamedamãobrasileiroestúpidoquejámetásabuliercosnervos de sempre: Laços de Sangue;
Mais fria e desconfortável e com saltos altos de vinte centímetros e consequentes dores excruciantes nos pés e frio em tudo o resto de sempre: Dancing Days (Parque Eduardo VII by night)
Mais fora de sempre: Do Outro Lado do Rio;
Pior de sempre: Absolut Alemanha;
Favorita de sempre do mundo e da Hespanha: L'Odyssée (Arte).
Todas as outras foram coisinho. E dos coisinhos não reza a História.
Mais bem paga de sempre: Maison Close (Canal Plus);
Mais cómica de sempre: ex-aequo The Emperor's New Clothes (Sky) e Querida Júlia;
Maior briga com o director de guarda-roupa de sempre: Volkswagen Polónia;
Mais cutxi de sempre: parto com recém-nascido verdadeiro;
Mais fácil de sempre: cena de piscina (30º), em 45 minutos;
Mais estranha de sempre: reconstituição de consulta de ginecologia para reportagem;
Melhor guarda-roupa e penteados de sempre: ex-aequo Maison Close, The Emperor's new clothes e Do Outro Lado do Rio;
Mais consigo enganar os meus amigos se postar agora uma foto no fb de sempre: Maternidade.
Mais despachestamerdamazéqueuqueromirjuntaràmanifdaCGTP de sempre: Volkswagen Polónia;
Melhor catering de sempre: L'Odyssée (Arte);
Mais bonding com o chefe de sempre: Querida Júlia;
Mais the star is me de sempre: Banco Alimentar Contra a Fome;
Mais largamedamãobrasileiroestúpidoquejámetásabuliercosnervos de sempre: Laços de Sangue;
Mais fria e desconfortável e com saltos altos de vinte centímetros e consequentes dores excruciantes nos pés e frio em tudo o resto de sempre: Dancing Days (Parque Eduardo VII by night)
Mais fora de sempre: Do Outro Lado do Rio;
Pior de sempre: Absolut Alemanha;
Favorita de sempre do mundo e da Hespanha: L'Odyssée (Arte).
Todas as outras foram coisinho. E dos coisinhos não reza a História.
quinta-feira, 7 de março de 2013
terça-feira, 5 de março de 2013
Apesar do frio horrível, do calor horrível, das carraças horríveis, do pó horrível, das horríveis horas de espera, das intermináveis sessões de caracterização, dos banhos sem fim que se tinham de tomar para tirar a porcaria da maquilhagem bronzeado-tropical, das horas pornográficas a que tinha de me levantar, das indecentes horas e horas de trabalho seguidas, tenho saudades de ser uma escrava no século VIII a.C..
sexta-feira, 1 de março de 2013
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Eu tinha uma vida boa. Trabalhava para o Privado, trabalhava muito, ganhava bem, o trabalho era interessante, dinâmico, challenging, tinha carro de serviço à porta. Às vezes ao fim de semana ia passear de carro, às contas do patrão (mas ele merecia). Depois passei para o Público. Ganhava menos, mas também trabalhava muito menos horas, o trabalho era interessante, mas mais mecânico e repetitivo, sem margens para improvisos, mas gostava das pessoas. E o tempo que me sobrava, gastava-o em palermices. Depois tornei-me empresária. Tenho muito trabalho e ganho muito. Não durmo mais de três horas por noite, não como, não bebo, não me levanto da frente do computador, não saio, e penso que faleço. Não tenho trabalho nenhum e não ganho, sobra-me o tempo para tudo e para nada, e penso que faleço. Tenho trabalho para a caridade, pratico preços de 1964 (e ainda me sinto culpada) e penso que faleço. Em suma: volto ao Privado, ao Público, ou faleço?
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
sábado, 12 de janeiro de 2013
Uma vez saí de casa com uns chinelos (padrão tigre) e partiram-se. Meti-os no lixo e tive de voltar para casa descalça. Certa noite uma outra barmaid tinha partido uma prateleira e uma garrafa de whiskey e uns 30 copos e tinha-me cortado um pé. Os chinelos tinham ficado empapados de sangue. Eram uns chinelos de estimação.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
terça-feira, 27 de novembro de 2012
sábado, 24 de novembro de 2012
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
A solidariedade explicada às crianças
O senhor do café emprestar-me um euro. Um café custa 70 cents.
A crise explicada às crianças
A uma segunda-feira não haver um cêntimo numa puta dum atm do Bairro Alto, Príncipe Real ou Camões.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Tenho tanta coisa para dizer que só me sai isto: jhasfkghasfdahskfjhaskdjfhaksjhgjsnbdgv,dnvknskldjfslkdsdlghslkhglkglkhkdsklghslkjgkljgkljsakgashgkldhgkxdhgklashgklshdkghsdalghklasdhgkldshgklsadhgkldshgklashdgksdhgklsahglkshgklsadhgklshgksadhglsahgslkdghkdxghlsahglkhsjlgahlkshgklsahgklhszdklgjklszvnkznvjdzxbhvjkzsdhgjkhd.
Obrigada e boa tarde.
Obrigada e boa tarde.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
domingo, 9 de setembro de 2012
O caminho para o Paraíso
Levantar cedo. Caminhada: 40 min. Comboio: 30 min. Autocarro: 15 min. Caminhada: 30 min. O mê amor. Campo. Cães e gatos. Franceses. Marrocos. Cal. Alfarroba. Acartar água. Amar. Sesta na rede. Fotografias. Bolos. Velhos. Pés descalços. Sol. Sombra. Pêssegos. Bicicleta: 30 minutos. Correr para apanhar o comboio. Comboio: 30 min. Fim.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Eu posso ter uma lógica um bocado parva. Mas é lógica. E sou pragmática. E detesto crianças. Pronto, detesto aquelas crianças cujos progenitores deviam ter sido esterilizados antes da puberdade. 'Importas-te de ir mergulhar um bocadinho mais para longe, amorzinho? É que estás a molhar-me...'. É claro que a peste está a fazer de propósito, mas eu finjo que não percebo. Aproxima-se uma mãe a escorrer azeite, histriónica, 'quem manda no meu filho sou eu, blablabla, se está na beira da piscina, blablabla, leva com salpicos, blablabla'. Só para confirmar pergunto à maezinha se está ela própria à beira da piscina. Que sim. Se está sequinha. Que sim. Se está quente do sol. Que sim. Só mesmo para confirmar. Mergulho espalhafatoso. Sorriso triunfante ao ver toda a parte da frente da azeiteira a pingar, com o rímel a escorrer cara abaixo. Parece que é lógico. Para quem está à beira de uma piscina. Lógico.
sábado, 25 de agosto de 2012
Nina Jackass
Atravessar a cidade. Às quatro da manhã. Sozinha. À chuva. Com um gato ao colo. Estúpido. Demasiado estúpido.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Um mês e dois dias depois, e porque hoje levei duas chapadas bem dadas e mais que merecidas, queria só dizer em minha defesa que se a tua família é totalmente italiana, a minha é totalmente escandinava. E um grande otário continua a ser um grande otário. Mas prometo que amanhã enterro o machado de guerra e tento entrar em conversações. Pacíficas. Porque não deixas de ter razão. E porque sessenta anos de otarice sempre devem dar mais direitos que trinta de palermice. Last call. Último sapo. Se não der, que se foda. Mas o teu amor obriga-me a fazer promessas destas. Afinal quem é o otário/a?
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Estou quatro ou cinco dias sem ver televisão e o que é que eu perdi? O que é que se passou no país e no mundo? Diz-me a minha esposa que um tarado qualquer jogou um balde de álcool para dentro de um elevador onde estavam três pessoas e lhes puxou fogo. Parece que foi só. Ou isto é a silly season ou a minha esposa é muito selectiva com as notícias.
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Raixpartamobloggermaizotelemóvel
Depois de uma longa bulha pela aparente (mas recém adquirida) incompatibilidade entre o meu telemóvel querido e o meu bló fofinho, acabei de me aperceber que posso mandar publicar postas através do e-mail. Não que seja muito relevante. Porque não tenho nada para dizer. Mas durmo muiiiiito mais descansada.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
When you're a kid
Quando somos miúdos há uma data de coisas que nos estão interditas. Tipo piadas, públicas e privadas, e histórias e coisas parvas em geral. Depois passado um tempo contam-nos e não percebemos muito bem qual era a grande graça, ou porque realmente não tem nenhuma, ou porque achámos que era a estrada de Damasco e afinal era a estrada para o Cacém. Ou então somos paranóicos e ficamos com a sensação que nos estão a enrolar e que não nos querem contar a verdade toda. É o tipo de coisa no nível do inconsciente, que não dá para apagar e colar por cima. No caso da minha irmã era o singelo 'tem grelinhos, tem grelinhos, tem grelinhos no quintal, etc.'. Vá-se lá saber porquê, meteu na cabeça que era uma ordinarice qualquer (se calhar porque não conseguíamos cantar isto sem nos rirmos como o caraças, mas era só porque era realmente uma parvoíce do caralho) e ainda hoje se alguém cantarola a musiqueta dos grelinhos ela fica claramente incomodada, embora a nível consciente saiba que não tem nenhum truque, nem mensagem subliminar, nem ordinarice. É mesmo só uma parvoíce do caralho. Freud explicará. No meu caso foi a mais que célebre história da carcacinha. Uma história tão estúpida, mas tão estúpida, que nem me vou dar ao trabalho de reproduzir. Mas de cada vez que alguém dizia 'isso é como a história da carcacinha' eu percebia (ou achava que percebia) uma certa troca de olhares e ficava com a sensação desconfortável de que havia qualquer coisa com a carcacinha. De maneiras que um dia me contaram a história da carcacinha e ou ma contaram muito mal, ou se tinham esquecido de como era realmente a história e tiveram de inventar à pressa, ou então enrolaram-me e não me quiseram contar a verdade toda. O que é certo é que hoje sou uma pessoa adulta e sei perfeitamente onde fica o Cacém.
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Omar Khayyam podia ser um bêbado, mas pelo menos era um génio
És um hipócrita de merda e um egoísta. És o grão de areia na minha engrenagem. A pedra no meu sapato. Que a minha boca se encha de terra e o meu corpo seque e mirre se alguma vez negar as tuas qualidades. Mas a verdade é que és um grande Otário.
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