quarta-feira, 29 de julho de 2009
Se eu largar sinto a sua falta, se eu agarro ela perde a cor
Recordo a minha infância com grande saudade, porque fui muito, muito, muito, feliz. Fui um anjo loiro. Fui uma criança de uma beleza, graça, serenidade e paciência incomparáveis (tudo passa, meus amigos, tudo passa, até a uva passa). Podia passar horas e horas concentrada nas tarefas ou observações mais fúteis. Adorava caçar borboletas. A sensação de prender uma borboleta entre os dedos e senti-la a debater-se para se libertar é deliciosa e só comparável ao bater de pestanas contra a pele. Claro que só muito mais tarde é que percebi que isso dava cabo delas (não fui uma criança sádica...). Daí que um dia corri atrás de uma borboleta lindíssima durante mais que tempos, frente a uma plateia aparentemente embevecida, composta por vovó, vovô e mais uns quantos velhotes. Eu já devia estar um tanto ou quanto exasperada, de tal maneira que um dos senhores, um mudo que nunca falava com ninguém (hum... tá.... que não interagia com ninguém, melhor dizendo) se levantou, tirou o chapéu (nesse tempo e nesse sítio, os senhores mais velhos ainda usavam chapéu), apanhou a borboleta com o chapéu e ofereceu-ma. De tantos episódios da minha infância, este foi o que me veio à cabeça hoje, enquanto ouvia isto.
domingo, 26 de julho de 2009
Acho que já escrevi algures sobre o binómio mudanças + transportes públicos, mas como tenho memória curta, neste momento o meu braço está prestes a separar-se do ombro. É incrível como coisas aparentemente leves passam a pesar toneladas numa questão de minutos. Ao fim de um tempo já não se sente o peso, só a dor atroz. E a seguir à dor atroz entro em transe, numa espécie de alucinação, mas daquelas que me deixam mais lúcida que no meu estado normal, e começo, ao contrário do costume, a reparar no que me rodeia. No caminho para casa cruzei-me com um jovem chef muito in (e muito jeitoso), que me fez olhinhos, quando se devia era ter oferecido para ajudar, e um fadista famoso, irmão de outro fadista mais famoso, com um ar um bocado alucinado. Reparei também num zuca que ia pela rua fora a filmar as pedras da calçada, num velho a cheirar a mijo que estava a provocar um engarrafamento no passeio porque ninguém o conseguia ultrapassar, numa loja de porno e nuns hippies a tocarem instrumentos eléctricos (?) no meio da rua.
De maneiras que já tenho aparelhagem no quarto, do que me esqueci foi do comando....
De maneiras que já tenho aparelhagem no quarto, do que me esqueci foi do comando....
sexta-feira, 24 de julho de 2009
terça-feira, 21 de julho de 2009
domingo, 19 de julho de 2009
Razoavelmente mais feliz que nas últimas semanas. Talvez porque consegui ir à praia. Talvez porque tenho dormido mais. Talvez porque tenho tido conversas interessantes com pessoas inteligentes. Ou porque consegui, finalmente, falar contigo. Ouvir a tua voz, entrecortada pela distância. E porque rimos juntos. E fizeste as piadinhas do costume. Ou seja, tudo como sempre. Uff!
segunda-feira, 13 de julho de 2009
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Curioso
Roubado do blog anterior, dias depois de me ter despedido do call center, ainda não tinha começado à procura de casa, procurava um emprego na minha área, tinha saudades da faculdade.
Sábado, 18 de Outubro de 2008
A minha vida vai avançando por fases. Fases boas, fases menos boas, fases francamente más. Ouvir Placebo no máximo, deitada de costas no chão do meu quarto, a fumar cigarro atrás de cigarro. Fase menos boa. Os tempos dourados da faculdade. Fase muito boa. Aquela cena que aconteceu. Fase má. Ter ficado doente e arrastar-me por aí. Fase mesmo má. Ter entrado de novo para a faculdade e descobrir que já não era a mesma coisa. Fase mázita. Estar apaixonada. Fases mesmo boas! Mas o problema agora, you see, é que não sei que raio de fase é esta. É a fase não fase. Não me lembro do que fiz no último mês, o que é algo preocupante. Espero que não tenha sido merda. Nenhuma sensação, nenhuma memória, nenhuma música, nenhum cheiro. Um vazio. Talvez daqui a uns meses, em perspectiva, esta seja a fase "qualquer coisa", mas de momento é isso mesmo, o vazio. E ninguém me pode ajudar, grandes cabrões!!!
posted by Nina at 10/18/2008 02:50:00 PM 0 comments
Sábado, 18 de Outubro de 2008
A minha vida vai avançando por fases. Fases boas, fases menos boas, fases francamente más. Ouvir Placebo no máximo, deitada de costas no chão do meu quarto, a fumar cigarro atrás de cigarro. Fase menos boa. Os tempos dourados da faculdade. Fase muito boa. Aquela cena que aconteceu. Fase má. Ter ficado doente e arrastar-me por aí. Fase mesmo má. Ter entrado de novo para a faculdade e descobrir que já não era a mesma coisa. Fase mázita. Estar apaixonada. Fases mesmo boas! Mas o problema agora, you see, é que não sei que raio de fase é esta. É a fase não fase. Não me lembro do que fiz no último mês, o que é algo preocupante. Espero que não tenha sido merda. Nenhuma sensação, nenhuma memória, nenhuma música, nenhum cheiro. Um vazio. Talvez daqui a uns meses, em perspectiva, esta seja a fase "qualquer coisa", mas de momento é isso mesmo, o vazio. E ninguém me pode ajudar, grandes cabrões!!!
posted by Nina at 10/18/2008 02:50:00 PM 0 comments
terça-feira, 7 de julho de 2009
Outras vezes acho que sou eu quem sabe alguma coisa que mais ninguém sabe
Com excepção, talvez, do Manel Cruz.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Take me or leave me
Porque sou mulher, está-me reservado o papel de apenas existir e ser adorável? Pois.
Been there, done that
Tanta inquietação, tanta frustração, tanta lágrima engolida, e afinal a resposta estava apenas a 300 km (de fios telefónicos) de distância.
- Alô
- Alô
- Então, mê amor?
- Hum…
- Que é que se passa?!
- …
- Oh, tontinha, não vês que o que te falta é um objectivo!
Uma hora e trinta e seis minutos mais tarde era uma mulher renovada. Parece que há pessoas que têm de ter sempre um objectivo, um projecto, um motivo, uma causa. Claro que para meu grande azar eu não podia ser do tipo que fica sossegadinha a olhar para as paredes da minha casa perfeita com uma cerveja na mão. Vejamos, quando era mais jovem estudava numa faculdade porreira, com gente porreira. O meu objectivo era fazer o máximo possível com o mínimo de esforço. Quando se tornou demasiado penoso, o meu objectivo passou a ser acabar aquele suplício o mais depressa possível. Foi o que fiz. Objectivo cumprido, canudo na mão, mercado de trabalho desfavorável e uma reviravolta total. Novo objectivo, novo curso, área diametralmente oposta. Desta vez apostei em ir às aulas, tudo direitinho, tirar boas notas, fazer um número estúpido de cadeiras em tempo recorde. Anos mais tarde, objectivo cumprido. Que se segue? Quero uma casa. Bairro histórico, soalho de tábuas corridas, arquitectura particular, espaço amistoso para viver e receber os amigos. Passei 5 penosos meses à procura da casa ideal. Conheci os buracos mais infectos e as casas mais perfeitas com a localização errada. Quando já tínhamos visto tudo o que havia para ver no mercado desanimámos e pensámos desistir. Eu estava farta e cansada e não havia casa que eu não tivesse visto. E, de repente, bingo! Mais um. Next: mobilar a casa perfeita com o conceito perfeito de decoração. Já está. Eu queria muito ter um gato. Também já está. E AGORA???
De qualquer das formas, identificada a causa, fiquei cheia de energia e pronta para novo desafio. Não que isto ajude muito a encontrar um novo objectivo, mas pelo menos não me sinto tão desanimada. Fazer uma viagem? Escrever um livro? Cozinhar comida saudável? Emagrecer 30 kg? Tornar-me budista? Ir salvar o rato de Cabrera? Abre-se perante os meus olhos todo um mundo de possibilidades!
- Alô
- Alô
- Então, mê amor?
- Hum…
- Que é que se passa?!
- …
- Oh, tontinha, não vês que o que te falta é um objectivo!
Uma hora e trinta e seis minutos mais tarde era uma mulher renovada. Parece que há pessoas que têm de ter sempre um objectivo, um projecto, um motivo, uma causa. Claro que para meu grande azar eu não podia ser do tipo que fica sossegadinha a olhar para as paredes da minha casa perfeita com uma cerveja na mão. Vejamos, quando era mais jovem estudava numa faculdade porreira, com gente porreira. O meu objectivo era fazer o máximo possível com o mínimo de esforço. Quando se tornou demasiado penoso, o meu objectivo passou a ser acabar aquele suplício o mais depressa possível. Foi o que fiz. Objectivo cumprido, canudo na mão, mercado de trabalho desfavorável e uma reviravolta total. Novo objectivo, novo curso, área diametralmente oposta. Desta vez apostei em ir às aulas, tudo direitinho, tirar boas notas, fazer um número estúpido de cadeiras em tempo recorde. Anos mais tarde, objectivo cumprido. Que se segue? Quero uma casa. Bairro histórico, soalho de tábuas corridas, arquitectura particular, espaço amistoso para viver e receber os amigos. Passei 5 penosos meses à procura da casa ideal. Conheci os buracos mais infectos e as casas mais perfeitas com a localização errada. Quando já tínhamos visto tudo o que havia para ver no mercado desanimámos e pensámos desistir. Eu estava farta e cansada e não havia casa que eu não tivesse visto. E, de repente, bingo! Mais um. Next: mobilar a casa perfeita com o conceito perfeito de decoração. Já está. Eu queria muito ter um gato. Também já está. E AGORA???
De qualquer das formas, identificada a causa, fiquei cheia de energia e pronta para novo desafio. Não que isto ajude muito a encontrar um novo objectivo, mas pelo menos não me sinto tão desanimada. Fazer uma viagem? Escrever um livro? Cozinhar comida saudável? Emagrecer 30 kg? Tornar-me budista? Ir salvar o rato de Cabrera? Abre-se perante os meus olhos todo um mundo de possibilidades!
sexta-feira, 3 de julho de 2009
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Há o jantar de curso e há a elite
Ainda bem que só há gummi bears de 5 cores - azul, amarelo, verde, laranja, vermelho.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Ter trabalhado este fim-de-semana fez-me pensar no tempo em que trabalhei 7 dias por semana. Às vezes em dois empregos diferentes no mesmo dia. Aconteceu sair de casa às 6 da manhã, conduzir uma hora debaixo de chuva, gelo, nevoeiro, de noite, trabalhar 11 ou 12 horas e conduzir de volta, debaixo de chuva, gelo, nevoeiro, de noite. Vestia a farda, maquilhava-me e penteava o cabelo dentro do carro e ia servir à mesa até à uma ou até às duas da manhã. Depois conduzia para casa e tinha de deixar o carro a kilómetros de distância, porque nunca havia lugar para estacionar. A essa hora já o meu pai andava na rua, à minha espera. Metia-se no carro comigo e procurávamos os dois um lugar mais perto para estacionar. Dormia pouco, sempre que podia. Adormecia onde calhava, no sofá, à mesa, no carro na hora de almoço e quando chovia demasiado para assistir aos trabalhos, na obra. E comia! Chegava a jantar duas vezes, uma no trabalho, outra quando chegava a casa. Outras vezes não tinha tempo antes do trabalho, jantava às 2h30. Na obra comia como um homem, o empregado já me conhecia... Tinha tempo para tudo e nunca estava cansada. Tinha as crianças do centro comunitário, fazia bainhas e roupinha de criança, até passei a ferro para fora. Levantava-me muito cedo e o trabalho era pesado, mas não sentia o cansaço e, na verdade, não conseguia parar.
Parece que foi há centenas de anos, mas foi apenas há alguns meses.
Agora trabalho sete horas por dia, se trabalho ao fim-de-semana é raramente e já não porque preciso, mas porque gosto. Posso levantar-me às 9 da manhã, fazer tudo nas calmas, caminhar pelo meu bairro até ao metro e num instantinho estou no trabalho. Ao fim do dia é caminhar calmamente de volta, comprar uns frescos na mercearia cá da rua, anhar um bocado a ver tv, ou na net. Mas em compensação estou sempre cansada, cada tarefa é um sacrifício. Limpar a casa? Na. Cozinhar comida decente? Só muito raramente. Arrumar o meu quarto? No way.
Eu acho que estou a ressacar do cansaço acumulado. Ou então estou só desmotivada. A minha mãe acha que só comemos merda e que não nos cuidamos. A minha esposa não acha nada, não quer saber.
Veredicto final: acho que me deixei aburguesar.
Parece que foi há centenas de anos, mas foi apenas há alguns meses.
Agora trabalho sete horas por dia, se trabalho ao fim-de-semana é raramente e já não porque preciso, mas porque gosto. Posso levantar-me às 9 da manhã, fazer tudo nas calmas, caminhar pelo meu bairro até ao metro e num instantinho estou no trabalho. Ao fim do dia é caminhar calmamente de volta, comprar uns frescos na mercearia cá da rua, anhar um bocado a ver tv, ou na net. Mas em compensação estou sempre cansada, cada tarefa é um sacrifício. Limpar a casa? Na. Cozinhar comida decente? Só muito raramente. Arrumar o meu quarto? No way.
Eu acho que estou a ressacar do cansaço acumulado. Ou então estou só desmotivada. A minha mãe acha que só comemos merda e que não nos cuidamos. A minha esposa não acha nada, não quer saber.
Veredicto final: acho que me deixei aburguesar.
domingo, 28 de junho de 2009
É tão fofo ligar à minha esposa e ouvi-la dizer "Quando voltas para casa?". É muito. Falamos mais ao telefone quando eu passo o fim-de-semana fora, do que falamos uma com a outra quando estamos as duas em casa. Geralmente funciona assim: ela está numa ponta da casa e eu na outra e quando quero falar com ela mando-lhe um sms.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Tenho uma jarra com um ramo de rosas completamente mortas, em cima da mesa da sala, há uma semana. Eu disse jarra? Queria dizer um frasco de maionese. Sem a maionese. Tenho também a cama por fazer, a louça da máquina para arrumar, uma cozinha de pantanas, uma casa de banho que nem se fala e uma gata completamente esquizofrénica e com umas unhas demasiado afiadas. O que é que me podia faltar? Ah, estar com uma preguiça de proporções épicas. Isso e ter pessoas a chegar para jantar e não ter nada pa comer. Em compensação tenho muito para beber. Pode ser que os consiga embebedar antes de eles perceberem.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
É só mais um dia mau, mau, mau
Às vezes passam-me umas ideias esquisitas pela mente. Como voltar para casa dos meus pais, por exemplo. Ou então deitar fogo aos dossiers todos em cima da minha secretária, lá no job. E à secretária. E ao computador. E ao meu departamento inteiro. Yeah, that would do!
terça-feira, 23 de junho de 2009
Lá dizia o outro que ser loira não é tudo. Eu acrescento, ser bela não é tudo. Aliás, ser bela não é nada. Ser bela é ser oca. Ser bela é ser fútil. Ser bela é não ter de pagar para entrar numa discoteca nem para beber copos num bar. Ser bela é receber flores de conhecidos e desconhecidos. Ser bela é pedir o mundo e darem-nos o universo. Ser bela é ser previsível. Ser bela é ser o centro da festa, mesmo num velório. Ser bela é foder muito e com muitos. Ser bela é querer e ter. Ser bela é ser egoísta. Ser bela é ser idiota. Ser bela é ser mais que os outros só porque sim. Ser bela é ser burra. Ser bela é ser desejada por todos, mas alcançada apenas por alguns. Ser bela é ser invejada. Ser bela é ser inacessível. Ser bela é estar sozinha.
Felizmente, sou feia como um bode.
Felizmente, sou feia como um bode.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
As leis da atracção
O que é que eu terei de fazer mais para perceberes que não quero nada contigo (nem nunca quis, nem nunca vou querer, antes comer merda às colheres!), meu cachalote viscoso?????
Ainda não consegui perceber se tens realmente um moral do caralho ou se és só burro.
Ainda não consegui perceber se tens realmente um moral do caralho ou se és só burro.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Acontecem-me coisas #3
Eu meto-me em cenas grotescas. Rídiculas. Atrofiantes. Diabólicas. Alucinantes. Depois o difícil é sair delas. O meu amante é um gajo sério. O meu amigo-amante é um puto. O meu amante é um gajo medianamente culto, interessado e engraçado. O meu amigo-amante é mais culto, mais inteligente, e engraçado. O meu amante, in his 30's tem a experiência. O meu amigo-amante, in his 20's tem o fulgor. O meu amante faz-me o jantar. O meu amigo-amante encomenda comida. O meu amante anda pela minha casa de boxers. O meu amigo-amante corre comigo de casa dele no fim. O meu amante é um sonho. O meu amigo-amante está a tornar-se um pesadelo. O meu amante aborrece-me. O meu amigo-amante toca-me como ninguém. O meu amante acha que eu sou dele. O meu amigo-amante teme que eu seja de mais alguém. O meu amante é meu amante. O meu amigo-amante é meu amigo. Vivo num filme e não sei como sair dele. Airosamente, pelo menos.
terça-feira, 9 de junho de 2009
terça-feira, 2 de junho de 2009
Olho à minha volta e está tudo a ter filhos. Devem ter posto qualquer coisa na água. Ou então foi um Inverno realmente frio. Anywayz. Sou demasiado irresponsável (e nova! humpf...) para ter filhos. Mas. Um dia destes sentei-me com a minha esposa e tivemos A conversa. "Sabes que vou ser extremamente infeliz se não tiver um, não sabes?". Que sim, que sabe. "Tens consciência que te vais apaixonar por ele tanto ou mais que eu, não tens?". Que sim, que tem. "Então tá". Então tá. E pronto. That simple. Daqui a uns 15 dias chega a criatura mais fofa do Universo. Cinzenta, felpuda, olhos verdes, orelhas enormes. Provavelmente vai-me fazer o sofá em tiras, roer os cabos do computador e, definitivamente, vou ter de comprar um aspirador. Mas, who cares?
segunda-feira, 1 de junho de 2009
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Cinco dias depois e ainda oiço o meu cérebro a fazer eco... Nota mental: da próxima vez não confiar em cromos.
Um apontamento de lucidez no meio da bruma química: homens de 30 anos, definitivamente! E acordar numa confusão de braços, pernas, mãos e cabelos misturados. E cheirar-me nas tuas costas. E embebedares-me com vinho tinto. E fazeres-me o jantar. E preocupares-te comigo mais do que contigo. E teres juízo por mim mesmo quando eu não tenho.
Um apontamento de lucidez no meio da bruma química: homens de 30 anos, definitivamente! E acordar numa confusão de braços, pernas, mãos e cabelos misturados. E cheirar-me nas tuas costas. E embebedares-me com vinho tinto. E fazeres-me o jantar. E preocupares-te comigo mais do que contigo. E teres juízo por mim mesmo quando eu não tenho.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Estão sempre a perguntar-me se consigo dormir com o barulho. Claro que o número de pessoas que sabem que consigo dormir com o barulho de demolições a alguns centímetros dos meus ouvidos é muito limitado. Ainda assim. Barulho é barulho. Música é música. Ocasionalmente passa alguém que grita o seu amor pela cerveja com mais fervor. Isto já é passível de me arrancar aos braços de Morfeu, mas apenas durante breves segundos, os suficientes para me virar para o outro lado e adormecer com um sorriso nos lábios. Dito isto, sou incapaz de dormir com a mais ínfima réstia de luz. Quem conhece as portas da minha casa e leu até aqui já pode parar de rir. Muito obrigada.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Tenho a mania que sou dura...
Cenário: sábado à noite. A festa acontece a 3 metros, no máximo, da minha janela. Eu: adormeço no sofá às 22h30. Planos para hoje: embubadar-me com sangria do minipreço. Humpf...
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Derrota: achar que isto ia mudar alguma coisa e que já não se podia voltar ao ponto de partida e blablabla whiskas saquetas. You proved me wrong, e ainda bem. Às vezes as derrotas têm um sabor bem mais doce que muitas vitórias. Vitória (contra mim própria): não ceder ao caminho mais fácil. Mais vale tarde que nunca.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Dias vazios e tranquilos, estes. Passear pela cidade ao fim do dia. O primeiro par de sapatos que comprei desde que me mudei para aqui :). Copos com os amigos no fim de jantar. Um regresso ansiosamente aguardado e que afinal correu tão bem. Novos vizinhos a caminho de novos amigos. Gente porreira e sem stresses. Pessoas que se entreajudam sem esperar nada em troca. Surpresas agradáveis num bairro no meio da cidade que mais se parece com uma aldeia minúscula. Ouvir música o dia inteiro enquanto trabalho. Manel Cruz a falar-me ao ouvido nas viagens de metro. Palavras doces em vez de parvoíces sem sentido. A casa a começar a parecer-se com um lar. Comida no frigorífico. Preparativos para um fim de semana que se espera intenso. Dormir 4 horas por noite e sobreviver. Sinto-me em estado zen, mas deve ser apenas sleep deprivation.
Tu quoque?
Já perdi a conta ao número de amigos que me pediram para os beijar (tudo em nome de um conhecimento, vá, científico). Mas... um gay?!
terça-feira, 12 de maio de 2009
Ironias da vida
Desde que me mudei que ainda não passei uma peça de roupa a ferro. A minha irmã passa a roupa dela a ferro todos os dias. Ahahahahah!
segunda-feira, 11 de maio de 2009
domingo, 10 de maio de 2009
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Porque é que não consigo dormir? Porque é que me apetece chorar e não consigo? Porque é que me sinto a desesperar? Porque é que não deixo de me portar como uma criança? Porque é que insisto sempre nos mesmos erros? Porque é que deixei esta situação arrastar-se por tanto tempo? Porque é que me prendes a ti por um fio invisível e não me deixas partir? Porque é que eu deixei isto chegar a este ponto? Porque é que sempre que decido que acabou me consegues dar a volta e dizes sempre as palavras certas? Porque é que em todas as restantes situações nunca dizes as palavras certas? Porque é que estás aí e eu aqui? Porque é que isto já não chega para mim? Porque é que não conseguímos comunicar? Porque é que o teu telemóvel está sempre desligado quando tenho coisas importantes para te dizer? Porque é que agora que a minha vida começou estou presa no mesmo sítio e não consigo avançar mais? Porque é que não consigo sonhar contigo? Porque é que estou num beco sem saída? Porque é que me recuso a avançar? Porque é que a minha intuição me diz que isto é o fim? Porque é que esperei tantos dias por ti e não vieste? Porque é que faço a mesma merda de perguntas há tanto tempo e tu não consegues responder a uma? Porque é que as outras pessoas conseguem seguir com as suas vidas e eu não? Porque é que a vida das outras pessoas é normal e a minha não? Porque é que as outras pessoas conseguem definir objectivos realistas e fazer projectos e eu não? Porque é que as outras pessoas se contentam com coisas simples e previsíveis e eu não? Porque é que estou fechada numa sala enquanto a vida acontece lá fora? Porque é que me vim embora e agora me arrependo? Porque é que tenho tanta dificuldade em me comprometer com qualquer coisa que seja? Porque é que gosto da dor? Porque é que nunca tenho coragem para levar as minhas decisões até ao fim? Porque é que preciso sempre de grandes dramas? Porque é que me meto sempre em sarilhos? Porque é que preciso sempre de ir pelo caminho mais difícil? Porque é que me dá prazer ser cruel? Porque é que o simples não me atrai? Porque é que já não chega? Porque é que já não chega? Porque é que nunca chega? Porque é que ninguém me atende o telefone?
quarta-feira, 6 de maio de 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Futilidades
Os rapazes de 24 anos de hoje sabem muito mais que os rapazes de 24 anos de quando eu tinha 18.
Os rapazes de 24 anos de hoje querem exactamente o mesmo que queriam os rapazes de 24 anos de quando eu tinha 18.
Nada se compara a um rapaz de 30 anos.
Os rapazes de 24 anos de hoje querem exactamente o mesmo que queriam os rapazes de 24 anos de quando eu tinha 18.
Nada se compara a um rapaz de 30 anos.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Que culpa tenho eu se gosto de ver TV?
Ficar uma noite inteira enrolada a um gajo no sofá dele e depois levantar-me e vir-me embora é cruel?
segunda-feira, 27 de abril de 2009
E são isto horas para postar?
Claro que são. Amanhã é dia de trabalho? Pois é. Mas ter internet em casa 15 dias depois de me ter mudado é razão suficiente. Já não posso registar as primeiras impressões, mas posso tirar conclusões. O que viver sozinha tem de bom: praticamente tudo. O que viver sozinha tem de menos bom: tenho sempre fome.
Vou dormir.
Nota: estar a postar na minha caminha fofinha, no meu paraíso branco e cor-de-rosa (para alguns o bubblegum nightmare) não tem preço.
Vou dormir.
Nota: estar a postar na minha caminha fofinha, no meu paraíso branco e cor-de-rosa (para alguns o bubblegum nightmare) não tem preço.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Acontecem-me coisas #2
E acontecem em catadupa. Estou eu muito bem no meu local de trabalho (ligeiramente coxa e de téne) quando pessoa x da instituição y me liga a perguntar se estou interessada no trabalho z. Depois de saber as condições (bastante interessantes, embora o bastante interessante seja relativo no meu caso --> qualquer trabalho em que possa maquilhar-me e usar saltos altos é um upgrade significativo) pergunto na minha ingenuidade quando querem que vá à entrevista. Resposta: não é preciso, já foi seleccionada. WHAT???????
domingo, 5 de abril de 2009
Acontecem-me coisas #1
Se eu fizesse uma lista... Desta vez, o acidente doméstico mais estúpido do mundo, round 2. A menina é muito distraída (natural born blonde...). A menina anda muito cansada. A menina dorme profundamente enquanto uma das extremidades do seu corpo sofre queimaduras de 3º grau, vá 2º. A menina tem um pé queimado e não pode usar o calçado de segurança para ir trabalhar. Não é a primeira vez que isto acontece à menina. Alguém me mande dois berros, faxavor.
terça-feira, 24 de março de 2009
Tinha qualquer coisa verdadeiramente brilhante para escrever aqui, mas esqueci-me o que era. Em todo o caso deixarei aqui um pensamento profundo: Deixa de ter graça quando é mesmo a sério. Aplica-se a uma infinidade de situações, mas neste caso estou a falar de malucos do manicómio. Dos verdadeiros.
segunda-feira, 16 de março de 2009
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