sábado, 22 de agosto de 2009

Para grande desgosto dos meus numerososnumerososnumerosos fãs, meti 15 dias de baixa. Vou-me internar num Boot Camp para obesos mórbidos no Alto Volta. Sem internet. Sem telefones. Sem TV. Sem comida. Se tudo correr de acordo com o planeado, volto daqui a duas semanas, boazuda comócaralho e pronta a arrasar os coraçoezinhos solitários do departamento jurídico inteiro. Saudinha!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Contra todas as evidências parece que afinal sou macho

Não vem nos livros, mas toda a gente sabe. As donzelas apaixonam-se sem apelo nem agravo pelo primeiro príncipe que as trespassa com a espada do amor (quem é que se lembra do nome do segundo homem que pisou a lua?). Aconteceu-nos a todas. E só não aconteceu a todos por uma questão inerente à estatística. Ou à probabilidade. Não sei. Apaixono-me pelo meu franguinho cada vez que entramos num duelo, tal como se fosse a primeira vez. Mas quando vou a meio da Rua da Imprensa Nacional já me passou.
Mas não é por isso que sou um gajo. É porque uso um soutien de homem.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Cambada de alienados com a merda dos phones nos ouvidos.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Blame TMN

Hoje percebi finalmente porque é que não se mistura trabalho com... cenas. Porque pode acabar mal. E geralmente acaba. E é a merda. Ou então não acaba mal. A rede no Bairro é que é fodida. "Não tenho rede nenhuma, meu príncipe. Já te ligo. Já te ligo!". Há um mês e meio. E agora, merda!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A indústria farmacêutica produz coisinhas deliciosas. Desde que me mudei para aqui que ainda não meti nem um benuron no bucho. Mas lembro-me bem dos tempos em que implorava, histérica, que a minha mãe fosse à farmácia e pedisse xanax como se fosse para ela. Comprimidinhos mágicos (e legais) conheço-os todos. Ansiolíticos, calmantes, inderal, e uma vez até um relaxante muscular para cavalos (forma de dizer, não the real one), ainda que por engano. Bem fixe, não tivesse acontecido numa aula de educação física, assim foi só patético. Nem todos dão alucinações. A melhor trip de todas tive-a eu com um comprimidinho minúsculo, zolpidem, se não me engano, que deve ter vindo da farmácia hospitalar. Tomado a 10 mil metros de altitude foi bombástico. Não sei se foi da droga, da altitude, ou da conjugação dos vários factores, mas foi mesmo impecável. As pessoas ao meu lado é que não acharam muita graça. A pessoa que mo deu só depois me disse que, da primeira vez que o tomou, andou a correr cozinha afora atrás da televisão...
Neste momento só queria qualquer coisa que fizesse parar a comichão que tenho no braço e que me está a dar conta dos nervos.
A minha colega queria fazer uma tese sobre a influência das lendas homéricas em Gabriel Garcia Márquez. A mim apetecia-me escrever sobre a influência que a música que se ouve no mp3 no caminho para o emprego tem no estado de espírito geral para o resto do dia.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Tenho uma tendência natural para alucinar e saltitar entre dimensões alternativas da realidade. Mesmo quando estou sóbria. Que digo eu? Eu estou sempre sóbria! Quando meti uma box na minha televisão desenvolvi uma tendência compulsiva para pausar e fazer rewind nas emissões de rádio. E nas conversas com os amigos (distraio-me muito facilmente). E nas reuniões de trabalho. Nunca consegui que resultasse. Ultimamente quando olho para as expressões faciais das pessoas vejo-as com as caras dos bonequitos do msn. :s

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Pérolas ditadas pela Sagres

Cigarros de mentol dão intesão. Não; destesão!
Se queres beber um sumol bebes uma super bock.
Pedi-lhe o endereço do blog porque achava que ela estava apaixonada por mim.
Escreves como um homem. Não é nada, é a gaja e a cidade.
É tipo aquele tabaco de enrolar de back up para quando se acabam os cigarros industriais às 3 da manhã.
Tiro-te uma foto com o punho erguido. Vá laaaaaaaaaaaaaaaaá! Melhor, às duas! Às duas! Às duas!
A sanita era aquela cena grande com uma embalagem de dove, não era?
A vossa mãe deve ser uma ostra; pariu duas pérolas. Duas panelas??? As ostras não dão panelas! (como bem sabemos, o álcool dá cabo, entre outras coisas, do sentido da audição).
Com Super Bock, nada disto acontecia.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A dona de casa perfeita

Pataniscas de bacalhau!! E só tenho queimaduras de 2º grau em dois dedos.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Começo a achar que me estou a tornar num cliché.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Era uma vez uma princesa, com uma saia de princesa, sapatos de princesa e cabelo de princesa. O seu príncipe foi para muito longe, lutar contra dragões e reis malvados. Quando o príncipe regressou, a princesa foi até ao seu palácio, e juntos viram gravuras de paisagens magníficas. O príncipe apontou e disse "É aí que vou erguer o meu castelo". O príncipe contou histórias maravilhosas enquanto a princesa ouvia e sorria. Mas o príncipe estava muito ferido e cansado. Então a princesa deitou o príncipe, tirou-lhe as calças e a t-shirt, massajou-lhe o joelho com reumon gel, tapou-o e cantou-lhe ao ouvido, enquanto lhe revolvia os cabelos com os seus dedos. O príncipe ainda teve tempo de lhe dizer "Mas achas que eu sou a tua gata?!" antes de adormecer beatificamente. Então a princesa deu-lhe um beijo na testa e foi para a sua casa. Fim.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

O meu avô está a deixar crescer um bigodinho. Suspeito que é porque já não vê o suficiente para fazer a barba em condições. Em todo o caso, dá-lhe um ar boémio, de dançarino de tango. Mais estranho foi ouvi-lo dizer que precisamos de outro 25 de Abril, vindo dele, conhecido por Archie Bunker entre os netos. E não, não é senilidade, o meu avô é a pessoa mais lúcida da família, próxima e alargada. E isto a propósito do quê? Da política da EMEL quanto ao estacionamento na cidade. "Mas esses gajos compraram as ruas, foi?!". O meu avô nem sequer tem carro...

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Tenho de mudar o meu percurso para o trabalho

Não posso ver aquele rapaz logo pela manhã. Apaixono-me sempre irremediavelmente.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Se eu largar sinto a sua falta, se eu agarro ela perde a cor

Recordo a minha infância com grande saudade, porque fui muito, muito, muito, feliz. Fui um anjo loiro. Fui uma criança de uma beleza, graça, serenidade e paciência incomparáveis (tudo passa, meus amigos, tudo passa, até a uva passa). Podia passar horas e horas concentrada nas tarefas ou observações mais fúteis. Adorava caçar borboletas. A sensação de prender uma borboleta entre os dedos e senti-la a debater-se para se libertar é deliciosa e só comparável ao bater de pestanas contra a pele. Claro que só muito mais tarde é que percebi que isso dava cabo delas (não fui uma criança sádica...). Daí que um dia corri atrás de uma borboleta lindíssima durante mais que tempos, frente a uma plateia aparentemente embevecida, composta por vovó, vovô e mais uns quantos velhotes. Eu já devia estar um tanto ou quanto exasperada, de tal maneira que um dos senhores, um mudo que nunca falava com ninguém (hum... tá.... que não interagia com ninguém, melhor dizendo) se levantou, tirou o chapéu (nesse tempo e nesse sítio, os senhores mais velhos ainda usavam chapéu), apanhou a borboleta com o chapéu e ofereceu-ma. De tantos episódios da minha infância, este foi o que me veio à cabeça hoje, enquanto ouvia isto.

domingo, 26 de julho de 2009

Acho que já escrevi algures sobre o binómio mudanças + transportes públicos, mas como tenho memória curta, neste momento o meu braço está prestes a separar-se do ombro. É incrível como coisas aparentemente leves passam a pesar toneladas numa questão de minutos. Ao fim de um tempo já não se sente o peso, só a dor atroz. E a seguir à dor atroz entro em transe, numa espécie de alucinação, mas daquelas que me deixam mais lúcida que no meu estado normal, e começo, ao contrário do costume, a reparar no que me rodeia. No caminho para casa cruzei-me com um jovem chef muito in (e muito jeitoso), que me fez olhinhos, quando se devia era ter oferecido para ajudar, e um fadista famoso, irmão de outro fadista mais famoso, com um ar um bocado alucinado. Reparei também num zuca que ia pela rua fora a filmar as pedras da calçada, num velho a cheirar a mijo que estava a provocar um engarrafamento no passeio porque ninguém o conseguia ultrapassar, numa loja de porno e nuns hippies a tocarem instrumentos eléctricos (?) no meio da rua.
De maneiras que já tenho aparelhagem no quarto, do que me esqueci foi do comando....

sexta-feira, 24 de julho de 2009

É muito engraçado dormir com um gajo na minha cama e não nos tocarmos nem com um cotovelo. Mas porque é que agora não consigo parar de pensar nisso?

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Ontem voltei a dançar.
Hoje dói-me tudo.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Digo a uma pessoa que está prestes a defender tese que se diz bochechar e não bocejar, lamber e não lember, encastrado e não encrastado, e trolley e não troller? Se calhar não digo. E sento-me na primeira fila.

domingo, 19 de julho de 2009

Razoavelmente mais feliz que nas últimas semanas. Talvez porque consegui ir à praia. Talvez porque tenho dormido mais. Talvez porque tenho tido conversas interessantes com pessoas inteligentes. Ou porque consegui, finalmente, falar contigo. Ouvir a tua voz, entrecortada pela distância. E porque rimos juntos. E fizeste as piadinhas do costume. Ou seja, tudo como sempre. Uff!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

De volta ao mundo real

Depois de três dias a portar-me como uma adolescente.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Os meus dias são como as minhas noites, a tentar evitar adormecer.

Curioso

Roubado do blog anterior, dias depois de me ter despedido do call center, ainda não tinha começado à procura de casa, procurava um emprego na minha área, tinha saudades da faculdade.


Sábado, 18 de Outubro de 2008

A minha vida vai avançando por fases. Fases boas, fases menos boas, fases francamente más. Ouvir Placebo no máximo, deitada de costas no chão do meu quarto, a fumar cigarro atrás de cigarro. Fase menos boa. Os tempos dourados da faculdade. Fase muito boa. Aquela cena que aconteceu. Fase má. Ter ficado doente e arrastar-me por aí. Fase mesmo má. Ter entrado de novo para a faculdade e descobrir que já não era a mesma coisa. Fase mázita. Estar apaixonada. Fases mesmo boas! Mas o problema agora, you see, é que não sei que raio de fase é esta. É a fase não fase. Não me lembro do que fiz no último mês, o que é algo preocupante. Espero que não tenha sido merda. Nenhuma sensação, nenhuma memória, nenhuma música, nenhum cheiro. Um vazio. Talvez daqui a uns meses, em perspectiva, esta seja a fase "qualquer coisa", mas de momento é isso mesmo, o vazio. E ninguém me pode ajudar, grandes cabrões!!!
posted by Nina at 10/18/2008 02:50:00 PM 0 comments
Gosto de fazer casalinhos à minha volta, da mesma maneira que as anoréticas gostam de ver os outros comer.

terça-feira, 7 de julho de 2009

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Take me or leave me

Porque sou mulher, está-me reservado o papel de apenas existir e ser adorável? Pois.

Been there, done that

Tanta inquietação, tanta frustração, tanta lágrima engolida, e afinal a resposta estava apenas a 300 km (de fios telefónicos) de distância.
- Alô
- Alô
- Então, mê amor?
- Hum…
- Que é que se passa?!
- …
- Oh, tontinha, não vês que o que te falta é um objectivo!
Uma hora e trinta e seis minutos mais tarde era uma mulher renovada. Parece que há pessoas que têm de ter sempre um objectivo, um projecto, um motivo, uma causa. Claro que para meu grande azar eu não podia ser do tipo que fica sossegadinha a olhar para as paredes da minha casa perfeita com uma cerveja na mão. Vejamos, quando era mais jovem estudava numa faculdade porreira, com gente porreira. O meu objectivo era fazer o máximo possível com o mínimo de esforço. Quando se tornou demasiado penoso, o meu objectivo passou a ser acabar aquele suplício o mais depressa possível. Foi o que fiz. Objectivo cumprido, canudo na mão, mercado de trabalho desfavorável e uma reviravolta total. Novo objectivo, novo curso, área diametralmente oposta. Desta vez apostei em ir às aulas, tudo direitinho, tirar boas notas, fazer um número estúpido de cadeiras em tempo recorde. Anos mais tarde, objectivo cumprido. Que se segue? Quero uma casa. Bairro histórico, soalho de tábuas corridas, arquitectura particular, espaço amistoso para viver e receber os amigos. Passei 5 penosos meses à procura da casa ideal. Conheci os buracos mais infectos e as casas mais perfeitas com a localização errada. Quando já tínhamos visto tudo o que havia para ver no mercado desanimámos e pensámos desistir. Eu estava farta e cansada e não havia casa que eu não tivesse visto. E, de repente, bingo! Mais um. Next: mobilar a casa perfeita com o conceito perfeito de decoração. Já está. Eu queria muito ter um gato. Também já está. E AGORA???
De qualquer das formas, identificada a causa, fiquei cheia de energia e pronta para novo desafio. Não que isto ajude muito a encontrar um novo objectivo, mas pelo menos não me sinto tão desanimada. Fazer uma viagem? Escrever um livro? Cozinhar comida saudável? Emagrecer 30 kg? Tornar-me budista? Ir salvar o rato de Cabrera? Abre-se perante os meus olhos todo um mundo de possibilidades!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

O Planeamento Familiar é universal e gratuito, mas parece que é só até às 5 da tarde. Grrrrrrrr!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Há o jantar de curso e há a elite

Ainda bem que só há gummi bears de 5 cores - azul, amarelo, verde, laranja, vermelho.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Ter trabalhado este fim-de-semana fez-me pensar no tempo em que trabalhei 7 dias por semana. Às vezes em dois empregos diferentes no mesmo dia. Aconteceu sair de casa às 6 da manhã, conduzir uma hora debaixo de chuva, gelo, nevoeiro, de noite, trabalhar 11 ou 12 horas e conduzir de volta, debaixo de chuva, gelo, nevoeiro, de noite. Vestia a farda, maquilhava-me e penteava o cabelo dentro do carro e ia servir à mesa até à uma ou até às duas da manhã. Depois conduzia para casa e tinha de deixar o carro a kilómetros de distância, porque nunca havia lugar para estacionar. A essa hora já o meu pai andava na rua, à minha espera. Metia-se no carro comigo e procurávamos os dois um lugar mais perto para estacionar. Dormia pouco, sempre que podia. Adormecia onde calhava, no sofá, à mesa, no carro na hora de almoço e quando chovia demasiado para assistir aos trabalhos, na obra. E comia! Chegava a jantar duas vezes, uma no trabalho, outra quando chegava a casa. Outras vezes não tinha tempo antes do trabalho, jantava às 2h30. Na obra comia como um homem, o empregado já me conhecia... Tinha tempo para tudo e nunca estava cansada. Tinha as crianças do centro comunitário, fazia bainhas e roupinha de criança, até passei a ferro para fora. Levantava-me muito cedo e o trabalho era pesado, mas não sentia o cansaço e, na verdade, não conseguia parar.
Parece que foi há centenas de anos, mas foi apenas há alguns meses.
Agora trabalho sete horas por dia, se trabalho ao fim-de-semana é raramente e já não porque preciso, mas porque gosto. Posso levantar-me às 9 da manhã, fazer tudo nas calmas, caminhar pelo meu bairro até ao metro e num instantinho estou no trabalho. Ao fim do dia é caminhar calmamente de volta, comprar uns frescos na mercearia cá da rua, anhar um bocado a ver tv, ou na net. Mas em compensação estou sempre cansada, cada tarefa é um sacrifício. Limpar a casa? Na. Cozinhar comida decente? Só muito raramente. Arrumar o meu quarto? No way.
Eu acho que estou a ressacar do cansaço acumulado. Ou então estou só desmotivada. A minha mãe acha que só comemos merda e que não nos cuidamos. A minha esposa não acha nada, não quer saber.
Veredicto final: acho que me deixei aburguesar.

domingo, 28 de junho de 2009

É tão fofo ligar à minha esposa e ouvi-la dizer "Quando voltas para casa?". É muito. Falamos mais ao telefone quando eu passo o fim-de-semana fora, do que falamos uma com a outra quando estamos as duas em casa. Geralmente funciona assim: ela está numa ponta da casa e eu na outra e quando quero falar com ela mando-lhe um sms.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Hoje vou contar uma linda história. O meu príncipe e eu costumamos beber Super Bock. Ontem experimentámos beber Zubrowca. Não resultou. Como toda a gente sabe, Zubrowca é só para advanced players. Cromo.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Tenho uma jarra com um ramo de rosas completamente mortas, em cima da mesa da sala, há uma semana. Eu disse jarra? Queria dizer um frasco de maionese. Sem a maionese. Tenho também a cama por fazer, a louça da máquina para arrumar, uma cozinha de pantanas, uma casa de banho que nem se fala e uma gata completamente esquizofrénica e com umas unhas demasiado afiadas. O que é que me podia faltar? Ah, estar com uma preguiça de proporções épicas. Isso e ter pessoas a chegar para jantar e não ter nada pa comer. Em compensação tenho muito para beber. Pode ser que os consiga embebedar antes de eles perceberem.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

É só mais um dia mau, mau, mau

Às vezes passam-me umas ideias esquisitas pela mente. Como voltar para casa dos meus pais, por exemplo. Ou então deitar fogo aos dossiers todos em cima da minha secretária, lá no job. E à secretária. E ao computador. E ao meu departamento inteiro. Yeah, that would do!

terça-feira, 23 de junho de 2009

A Poppy acabou de me cortar a perna esquerda em tiras... Nice!
Lá dizia o outro que ser loira não é tudo. Eu acrescento, ser bela não é tudo. Aliás, ser bela não é nada. Ser bela é ser oca. Ser bela é ser fútil. Ser bela é não ter de pagar para entrar numa discoteca nem para beber copos num bar. Ser bela é receber flores de conhecidos e desconhecidos. Ser bela é pedir o mundo e darem-nos o universo. Ser bela é ser previsível. Ser bela é ser o centro da festa, mesmo num velório. Ser bela é foder muito e com muitos. Ser bela é querer e ter. Ser bela é ser egoísta. Ser bela é ser idiota. Ser bela é ser mais que os outros só porque sim. Ser bela é ser burra. Ser bela é ser desejada por todos, mas alcançada apenas por alguns. Ser bela é ser invejada. Ser bela é ser inacessível. Ser bela é estar sozinha.
Felizmente, sou feia como um bode.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

As leis da atracção

O que é que eu terei de fazer mais para perceberes que não quero nada contigo (nem nunca quis, nem nunca vou querer, antes comer merda às colheres!), meu cachalote viscoso?????
Ainda não consegui perceber se tens realmente um moral do caralho ou se és só burro.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Acontecem-me coisas #3

Eu meto-me em cenas grotescas. Rídiculas. Atrofiantes. Diabólicas. Alucinantes. Depois o difícil é sair delas. O meu amante é um gajo sério. O meu amigo-amante é um puto. O meu amante é um gajo medianamente culto, interessado e engraçado. O meu amigo-amante é mais culto, mais inteligente, e engraçado. O meu amante, in his 30's tem a experiência. O meu amigo-amante, in his 20's tem o fulgor. O meu amante faz-me o jantar. O meu amigo-amante encomenda comida. O meu amante anda pela minha casa de boxers. O meu amigo-amante corre comigo de casa dele no fim. O meu amante é um sonho. O meu amigo-amante está a tornar-se um pesadelo. O meu amante aborrece-me. O meu amigo-amante toca-me como ninguém. O meu amante acha que eu sou dele. O meu amigo-amante teme que eu seja de mais alguém. O meu amante é meu amante. O meu amigo-amante é meu amigo. Vivo num filme e não sei como sair dele. Airosamente, pelo menos.

terça-feira, 9 de junho de 2009

terça-feira, 2 de junho de 2009

Olho à minha volta e está tudo a ter filhos. Devem ter posto qualquer coisa na água. Ou então foi um Inverno realmente frio. Anywayz. Sou demasiado irresponsável (e nova! humpf...) para ter filhos. Mas. Um dia destes sentei-me com a minha esposa e tivemos A conversa. "Sabes que vou ser extremamente infeliz se não tiver um, não sabes?". Que sim, que sabe. "Tens consciência que te vais apaixonar por ele tanto ou mais que eu, não tens?". Que sim, que tem. "Então tá". Então tá. E pronto. That simple. Daqui a uns 15 dias chega a criatura mais fofa do Universo. Cinzenta, felpuda, olhos verdes, orelhas enormes. Provavelmente vai-me fazer o sofá em tiras, roer os cabos do computador e, definitivamente, vou ter de comprar um aspirador. Mas, who cares?

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Esta cidade está em chamas. É difícil manter-me sóbria perante o festim de carne, corpos, bocas lascivas, olhares a tansbordar de desejo. Corro para casa e tomo banho. Deito-me na cama, sem roupa, com a janela aberta, e penso em ti.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Cinco dias depois e ainda oiço o meu cérebro a fazer eco... Nota mental: da próxima vez não confiar em cromos.
Um apontamento de lucidez no meio da bruma química: homens de 30 anos, definitivamente! E acordar numa confusão de braços, pernas, mãos e cabelos misturados. E cheirar-me nas tuas costas. E embebedares-me com vinho tinto. E fazeres-me o jantar. E preocupares-te comigo mais do que contigo. E teres juízo por mim mesmo quando eu não tenho.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Estão sempre a perguntar-me se consigo dormir com o barulho. Claro que o número de pessoas que sabem que consigo dormir com o barulho de demolições a alguns centímetros dos meus ouvidos é muito limitado. Ainda assim. Barulho é barulho. Música é música. Ocasionalmente passa alguém que grita o seu amor pela cerveja com mais fervor. Isto já é passível de me arrancar aos braços de Morfeu, mas apenas durante breves segundos, os suficientes para me virar para o outro lado e adormecer com um sorriso nos lábios. Dito isto, sou incapaz de dormir com a mais ínfima réstia de luz. Quem conhece as portas da minha casa e leu até aqui já pode parar de rir. Muito obrigada.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Tenho a mania que sou dura...

Cenário: sábado à noite. A festa acontece a 3 metros, no máximo, da minha janela. Eu: adormeço no sofá às 22h30. Planos para hoje: embubadar-me com sangria do minipreço. Humpf...

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Derrota: achar que isto ia mudar alguma coisa e que já não se podia voltar ao ponto de partida e blablabla whiskas saquetas. You proved me wrong, e ainda bem. Às vezes as derrotas têm um sabor bem mais doce que muitas vitórias. Vitória (contra mim própria): não ceder ao caminho mais fácil. Mais vale tarde que nunca.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Dias vazios e tranquilos, estes. Passear pela cidade ao fim do dia. O primeiro par de sapatos que comprei desde que me mudei para aqui :). Copos com os amigos no fim de jantar. Um regresso ansiosamente aguardado e que afinal correu tão bem. Novos vizinhos a caminho de novos amigos. Gente porreira e sem stresses. Pessoas que se entreajudam sem esperar nada em troca. Surpresas agradáveis num bairro no meio da cidade que mais se parece com uma aldeia minúscula. Ouvir música o dia inteiro enquanto trabalho. Manel Cruz a falar-me ao ouvido nas viagens de metro. Palavras doces em vez de parvoíces sem sentido. A casa a começar a parecer-se com um lar. Comida no frigorífico. Preparativos para um fim de semana que se espera intenso. Dormir 4 horas por noite e sobreviver. Sinto-me em estado zen, mas deve ser apenas sleep deprivation.

Tu quoque?

Já perdi a conta ao número de amigos que me pediram para os beijar (tudo em nome de um conhecimento, vá, científico). Mas... um gay?!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Moro no bairro mai lindo desta cidade!

Ironias da vida

Desde que me mudei que ainda não passei uma peça de roupa a ferro. A minha irmã passa a roupa dela a ferro todos os dias. Ahahahahah!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

E quando já me tinha resignado a sofrer para a eternidade, eis que parou de me doer. Vá, não dói quase nada. Só quando como. Ou quando falo. Ou quando respiro. Mas é mesmo quase-quase-quase nada...

domingo, 10 de maio de 2009

A pessoa que eu não sou hoje, mas que um virei a ser, ama a pessoa que tu não és hoje, e que talvez nunca venhas a ser.