sexta-feira, 30 de julho de 2010

So long, cabelinho pantene

Acabei de perceber o Moët & Chandon. A minha esposa querida, flatmate, irmã do meu coração, acabou de pôr o pé na bunda do metrossexual. It's party tiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiime!
Tenho a ligeira sensação que venho à minha casa (o que tem sido raro, de facto) apenas para limpar, encher o frigorífico e ver filmes no portátil, deitada no sofá. Por outro lado, acho que se passam coisas bem giras aqui durante as minhas ausências. Entro em casa e tenho a bancada pejada de garrafas de Moët & Chandon vazias. Abro o frigo e tenho três iogurtes que passaram de prazo há 3 meses e uma lata de atum aberta. Só. Talvez repense a minha agenda para o que resta do Verão.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

A inactividade está a tornar-me burra. Eu costumava ser a maior devoradora de malaguetas deste hemisfério. Hoje o meu pai conseguiu convencer-me que mastigá-las não fazia mal.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Eu quase podia jurar que usava óculos. Mas há coisa de um mês que não os vejo... Grrrrrrrrr!

terça-feira, 27 de julho de 2010

Eu não tenho problemas absolutamente nenhuns em dormir. De manhã. O meu problema em dormir é à noite. FODA-SE.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Está demasiado calor para escrever. Aliás, está demasiado calor para seja lá o que for, com excepção de ficar o dia todo dentro de água. Coisa de que amanhã tratarei, com o maior afinco. E agora vou comer caracóis e beber mines.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

E aí vou eu para a praia, pela fresquinha das onze e meia da manhã (o meu plano de me levantar às 9 foi, como é óbvio, por água abaixo). Shorts, top de nylon (daqueles que só de olhar já cheiram mal) a apertar atrás do pescoço e chinelos made in china. Visual 80% chunga, 100% subúrbios. Para compor o cenário, faz um vento do caraças, andam pólens pelo ar e pó e sei lá mais o quê, pelo que me dá um ataque súbito e agudo de rinite alérgica. De maneiras que vou pela rua fora a assoar-me ruidosamente quando sou engatada à cara podre por um tipo que encosta o Mercedes ao passeio e entre risos (dele e meus) me pede o telemóvel e me diz que nunca até hoje pensara que uma mulher a assoar o nariz podia ser sexy. Pois é. Há bocas foleiras, piropos de prazo para lá de vencido e há abordagens fofas. Parece fácil...

terça-feira, 20 de julho de 2010

E juro pela minha rica saúde que não fumo crack. O tubinho da bic foi o que encontrei de mais adequado.
Se virem uma parola de quase trinta anos a soprar bolas de sabão à janela de um quinto andar, sou eu.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Hoje passei na minha primeira faculdade. Foram cinco anos dos mais absolutos tédio e desespero, mas também da mais pura felicidade. Parece que foi ontem. Foda-se, estou bué de velha.
E agora enfiar meia dúzia de coisas na mochila e partir para os subúrbios, essa meca dos pobres e desocupados.

domingo, 18 de julho de 2010

O meu fim-de-semana foi inteiramente dedicado a devorar filmes no portátil, devidamente acompanhados por batatas fritas de pacote, refrigerantes, sticks'n'cream e tortas dancake. Com merecidas pausas para cervejas, morangoskas e grogue nos sítios do costume. Planos para a esta semana: praia, livros, música e vender a alma.
Confesso que a Soraia Chaves subiu uns pontitos, mas haverá por aí alguém que tenha o número de telemóvel do Marco d'Almeida?

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Um dia destes calhou em conversa confessar, entre o embaraço e o pesar, que sou incapaz de sentir ciúmes. A pessoa em questão mostrou surpresa e agrado, eu sinto espanto e desalento. O ciúme não é afinal uma coisa boa (na medida certa, evidentemente)? Depois fiquei a pensar e comecei a andar para trás, tentando perceber a raiz da questão. E vieram-me à memória episódios passados tinha eu cinco anos. Quando soube que ia ter uma mana fiquei esfuziante de alegria. Lembro-me de pensar que o bebé nascia e passado pouco tempo seria do meu tamanho e podia brincar comigo e com os meus brinquedos. E esta foi toda a importância que dei ao acontecido. Mas rapidamente os adultos à minha volta começaram a conspirar contra mim. Diga-se em abono da verdade que, passada a alegria inicial, pouca importância dei ao facto. Sempre estive mais entretida com o meu mundinho interior do que com quaisquer circunstâncias externas. Mas os adultos pareciam não pensar assim. A minha avó, uma pedagoga como já não se fazem, agitava o indicador à frente do meu nariz e dizia, com uma ameaça velada na voz, "Não vais ter ciúmes do bebé. Não podes ter ciúmes do bebé. Não vais ter ciúmes do bebé!". Religiosamente, várias vezes por dia, com a pontualidade de uma colher de xarope apontada directamente às goelas. Se na altura isto não fazia muito sentido, tornou-se rapidamente um conceito temido. A tortura atingia o seu pico quando encontrávamos as outras senhoras na praça, no lugar das hortaliças, ou no Castelo, onde passeávamos todas as manhãs. A minha avó contava a novidade e as outras mães e avós que por ali andavam com os seus rebentos juntavam as cabeças e começavam a cochichar. E era então que a minha avó elevava a voz umas quatro oitavas (para se certificar que era ouvida desde aqui até à Trafaria) e olhava para mim de esguelha enquanto dizia "A nossa Ninazinha não tem ciúmes nenhuns do bebé, POIS NÃO?". Quando se calava os vidros à nossa volta tinham-se estilhaçado, os alarmes dos carros tinham disparado, e as crianças à minha volta tinham os olhos esbugalhados, os cabelos em pé e as bocas escancaradas, com um fio de baba a escorrer (enquanto as suas mamãs e avós acenavam aprovadoramente). Era assim que se educavam os petizes, those days. E pronto, matou-se o bicho, acabou-se com a peçonha. Palavra extirpada do meu dicionário pessoal, em todas as suas vertentes e ambivalências. Forever and ever. Diga-se, como nota de rodapé desta bonita estória, que eu até tinha todas as razões para ter ciúmes do bebé. Até aí filha única, menina do papá, neta mais nova e única menina. E, ainda pior que isso, uma semana antes do bebé nascer parti um braço e tive de engolir as lágrimas e puxar-lhe pela saia durante dois dias (DOIS DIAS), até a minha distraída e paquidérmica mamã finalmente olhar para baixo e perceber que se calhar o melhor era levar-me ao hospital (sem grandes pressas, claro, já que esperámos dois dias vamos jantar primeiro). Mas o facto é que não tinha (e se por acaso, o que é expectável e até, atrevo-me a dizê-lo, desejável (mais uma vez na medida certa) viesse a ter não seria nenhuma tragédia) pelo que tudo o que estes educadores patetas conseguiram foi boicotar a minha vida sentimental posterior. Obrigadinha aí!
De maneiras que se penso no homem que amo com outra, em vez de ciúmes dá-me tusa, mas acerca das razões de tal aberração não quero nem sequer começar a pensar nelas...

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Par #847















Dois números abaixo do meu (tudo bem, sou mulher para isso e para muito mais!), mas o que conta é a intenção. Belezuras da mamã!!!

Os homens, Senhor, os homens...

Foi só um beijinho. Não era preciso apagar o cigarro no próprio braço.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Realmente, de que é que eu me queixo?

Diariamente pessoas ligam-me, mandam-me mensagens ou encontram-me e gabam a minha beleza, a minha energia, o meu génio, a minha verve, a minha graça, a minha espontaneidade, a minha genuinidade, o meu talento, o meu brilho, a minha atitude, a minha joie de vivre. Elogiam o meu cabelo ("caracóis ruivos" ;)), as mamas, o cu, os meus lábios, os meus olhos, os meus vestidos, as minhas tatuagens. Perfeitos desconhecidos querem levar-me para dançar no Jamaica (grande coisa...) ou para beber um copo no Lux (outra grande coisa...). Oferecem-me 20 euros por uns óculos de sol de 6 euros (H&M), só pelo prazer de mos verem tirá-los do decote. Pessoas vão fazer o trabalho sujo por mim enquanto durmo a sesta no sofá, ajudam-me a vender o que tenho para vender e oferecem-me presentes de valor incalculável (literalmente, pelo menos para mim). Bajulam-me. Invejam-me. Idolatram-me. Mimam-me. Seria, de facto, uma convencida insuportável, não fosse uma fraude auto-consciente. Se acreditasse em Deus pedia-lhe que me fizesse burra, muito burra, ergo feliz.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Sentados no chão imundo, partilhamos a comida, a cerveja, o fumo. Somos iguais, somos um. Tudo o que precisamos do mundo cabe dentro de uma mochila. Temo-nos a nós e temos o rock. E que seja assim para sempre.

Back and ALIVE

Que se foda, meus filhos, que o Verão é isto mesmo.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

A vida seria insuportável se não tivessemos a capacidade de nos habituarmos

Podes dizer o que quiseres. Mas sabes que é verdade. Vejo a tua alma. É minha para sempre. Maldito sejas!

A minha vida é tão estúpida

Podia estar sozinha em casa a olhar para a tv. Mas estou sozinha num bar a olhar para uma cerveja. E neste momento, sinceramente, não parece muito mais interessante que o Tim Gunn's Guide to Style...

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Eu gosto é do Verão

Nina acabou de estender a sua toalhinha na areia e agradece mentalmente a S. Pedro pelo primeiro dia em quinze sem vento. Nina vai agora tostar durante 10 minutos E X A C T O S de cada lado antes de se atirar à água.

sábado, 19 de junho de 2010

"Can I ask you out?"
"No."
"C'mon!"
"No. You must marry me first. Then you can take me anywhere you like."
Joelho no chão. Milhares de pessoas à nossa volta.
"Nina, will you marry me?"
"No!"
"C'mon. Go out with me. We get to know each other better, then we choose the names for the kids."
Só me fazem passar vergonhas....
Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Lembro-me exactamente do que fiz neste dia, há um ano atrás. Estava um calor que não se podia. Eu tinha uma saia preta, um top branco e as minhas melissas (do chinês). Combinámos na esplanada depois do trabalho. Escolhemos uma mesa à sombra e bebemos imperiais enquanto eu lia o jornal e tu te queixavas do patrão. Chegaram alguns amigos e bebemos mais umas imperiais e fizemos piadas, até tu os enxotares delicadamente. Fomos para tua casa e fizemos amor no chão. Depois encomendámos comida e ficámos a beber super bocks de lata deitados seminus, tu no chão e eu no sofá, com a janela aberta e a luz apagada. À meia-noite e oito minutos disseste "parabéns, chavala" e fizemos amor no sofá. Coisa bonita, a amizade desinteressada.
E o que é que mudou do ano passado para este? O tempo está francamente mais fresco.

Ideias brilhantes #3

Há lá plano melhor para festejar o meu aniversário que juntar-me a outros quinhentos desgraçados e irmos todos juntos de braço dado fazer um exame (cada um um seu) em que passa uma pessoa em cada sete? MAS ONDE É QUE EU TINHA A CABEÇA??????

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Há valores sagrados

Não se bate numa pessoa com óculos. Mesmo que seja de outro partido.
Passei a minha infância fascinada pela figura de um parente remoto, que aparecia de quando em vez na aldeia. Nós íamos e vínhamos; ele "chegava". Era um acontecimento. Toda a minha família, próxima ou afastada, tratava este homem por Padrinho, o que era muito estranho, porque era impossível que tivesse apadrinhado tanta gente, de tão variadas idades. O Padrinho, homem extraordinário e belíssimo, apesar da idade, e a Madrinha, uma réplica da Maria Callas, mas de cabelos brancos, com os seus inseparáveis óculos de lentes verde escuro, eram definitivamente as pessoas mais finas da aldeia. O Padrinho era um homem imponente, de cabeleira branca e sobrancelhas impressionantes. No meu mundo de fantasia, achava que era o Álvaro Cunhal, passando férias incógnito, numa aldeia ribatejana esquecida. O que tornava tudo ainda mais estranho, porque o meu avô insultava o Álvaro Cunhal na televisão, mas tratava o Padrinho com uma reverência inusitada. Isso devia fazer parte do disfarce, pensava eu, para tornar tudo mais verosímil. De facto, o meu avô tratava o Padrinho por senhor (não exactamente da forma que usamos hoje, mas sim numa forma que caiu em desuso há muitos anos, mas que se utilizava ainda há 50 ou 60 anos lá na aldeia, até entre marido e mulher, porque o tu seria impensável, e o vossemecê era usado exclusivamente entre pares), mas o Padrinho tratava o avô por tu! Eu franzia o nariz e espiava-os pelo canto do olho. O Padrinho parecia muito mais novo que o avô... Mais tarde percebi que o que o Padrinho não era mais jovem, era sim mais jovial e que o que vira do mundo lhe dava um à-vontade dentro de si próprio que lhe permitia a informalidade (coisa que o meu avô nunca se permitiu nas relações interpessoais, embora nunca o tenha ouvido tratar mais ninguém por senhor). Percebi também que os Padrinhos tinham sido muito ricos quando os meus avós eram muito pobres e que embora os meus avós nunca tivessem aceitado o dinheiro deles (a minha avó mudou-se temporariamente para sua casa quando lhes nasceu o primeiro filho, e a Madrinha passou muito mal), mas costumavam receber cestinhos com géneros, tão escassos nos anos que se seguiram à Guerra, que eles enviavam lá para casa. Compreendi também o conceito de "obrigação". A nossa família "devia uma grande obrigação" a uma família, ou outra família "devia uma grande obrigação" à nossa, porque há 50 anos nos tinham pedido emprestados 5 litros de azeite, ou porque há 80 eles tinham deixado o nosso rebanho atravessar a fazenda deles para beber água na ribeira. Hoje em dia parece piada, ou uma história passada na Sicília. Mas não. Passou-se connosco, passou-se aqui. Com o tempo estas coisas perderam a sua importância e eu ganhei outra compreensão do mundo. A família dos Padrinhos desintegrou-se quando os filhos se divorciaram das noras, e os netos cortaram relações com eles. Eu já não tinha a J. e o K. para brincarem comigo, e a Madrinha tornou-se uma figurinha pequenina e debilitada, que fazia arroz doce só para mim, porque não havia mais netos que o comessem, tão distante da diva imponente de outros tempos. O Padrinho adoeceu e morreu. Os filhos enfiaram a Madrinha num lar de terceira idade.
Anywayz, hoje já não nos lembramos a quem devemos obrigações, ou quem as deve a nós, e já nem sequer conhecemos as estremas das nossas fazendas, e se isso tem o seu quê de triste, como uma memória longínqua de um mundo mais puro e honrado, por outro lado já se pode contar em voz alta a razão por que o Padrinho ficou tísico poucos meses depois de chegar a Lisboa vindo da aldeia, na força dos seus vinte anos. Ah, aqueles olhos verdes!!!!

domingo, 13 de junho de 2010

As minhas festas são um sucesso

Vêm os que eu amo, vêm os que eu conheço e vêm os que eu não faço ideia de quem são. Vêm os que eu convido e os que alguém convidou e os que aparecem sem ninguém os convidar. As minhas festas pagam-se a si próprias e mais que isso dão lucro. Nas minhas festas encontram-se por puro acaso pessoas da outra ponta do país, convidadas por pessoas diferentes que não se conhecem entre si. Nas minhas festas aparecem pessoas que eu não via há anos e tudo parece acontecer por obra do destino. Nas minhas festas eu chego atrasada à minha própria casa e já tenho umas quinze pessoas sentadas à minha porta. Nas minhas festas, alguém que eu não conheço e que veio de Marrocos via Paris, está a assar sardinhas e febras para toda a gente, enquanto eu bebo cerveja. Nas minha festas há pessoas de pelo menos umas dez nacionalidades. A minha festa foi perfeita, no meu dia favorito do ano, com algumas das minhas pessoas favoritas no Universo. :)

sábado, 12 de junho de 2010

O momento alto do meu dia ou Os homens não podem ver um par de chuchas apontadas ao céu

Pela primeira vez na minha vida entro na Assembleia da República. Ponho o meu sorriso pepsodente e dirijo-me ao agente à porta. “O Dr. fulano de tal está à minha espera”. Diz que posso entrar e dirigir-me à funcionária. Digo-lhe que só quero entrar e que o senhor virá ter comigo à porta. “Faxavor de entrar, menina”. Entro. Medo. Os meus joelhos tremem. Tenho pânico de polícias e horror a solenidades. O bófia entra atrás de mim e mete-se comigo à cara podre. Chega o Sr. Dr., que diz para eu entrar e passar as minhas coisas pela máquina de raios-x. O bófia arvora um sorriso (o dobro do meu à chegada) e diz que não é preciso. Agradeço e bato-lhe duas vezes as pestanas. O pateta do Sr. Dr.: “Ninguém te resiste. Reparaste no sorriso de orelha a orelha do bacano?”. Não sei se core de embaraço ou se encha a mochila de semtex para a próxima vez.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Agradeço ao Senhor pelas mensagens à borla entre 96

PêPê: Que estás a fazer?
Nina: Absolutamente nada.
PêPê: Sabias que o sol se encontra a cerca de 28000 anos luz do centro da galáxia?
Nina: ...
PêPê: O raio polar é 25 Km menos que o equatorial! Estou a enlouquecer... Quem é que andou a medir isto?
Nina: -.-
PêPê: Qual é o teu problema?
Nina: Amor a mais. Vida a menos.
PêPê: Adopta um pretinho.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Afinal, e contra todas as perspectivas em contrário, parece que tenho saúde para dar e vender. Não é uma doença fibroquística da tanga que me vai matar. Um OBRIGADA muito sentido a todas as mulheres e aos dois homens que durante as últimas 3 semanas me tentaram convencer que sou muito nova para morrer.

Por que raio estou a estudar estatística outra vez??????

É incrível como 80% da minha energia vital é gasta a sacudir chatos e inconvenientes e insistentes e crianças grandes da minha vida. Os 20% que sobram passam-se a contar horas que nunca mais passam.

Não, a sério, estou mesmo a estudar estatística. Para idiotas.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Se eu podia parar de escrever parvoíces?

Não!

Príncipe, príncipe, estavas tão bem no baú das recordações ou O que fiz eu para merecer isto?

Uma das ideias mais geniais que já tive: como evitar ir para a cama com um gajo. "Então, babe, vamos até tua casa?", "Não, vamos antes beber um copo.". Passados 45 minutos soa mais ou menos "Bubemox maije um coooopo?". Passadas duas horas cai-se para cima da mesa do bar, a ressonar. Alguém nos arranca de lá, com umas beatas ainda agarradas à bochecha (coladas com baba).
Não foi bem assim que aconteceu. Sempre a bater no fundinho, mas com elegância e classe! Fui salva pelo meu querido marido depois de mandar uma mensagem de S.O.S. à socapa. E só despenquei no sofá de casa (para todos os efeitos, não estava num bar, estava sentada no chão, na rua).

segunda-feira, 7 de junho de 2010

É o Sto. António, estúpido!

Nem imagino a quantidade de bagaço, cerveja e ganza foi necessária para me convencer a fazer uma sardinhada na rua. Contras: é bem capaz de ser proibido. Tenho a certeza que é proibido. É proibido. Prós: já tenho dois advogados confirmados, por isso é capaz de não haver azar.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

A minha honestidade intelectual só é ultrapassada pelo tamanho da minha ingenuidade

- Olha lá, tu queres comer-me? Não é um convite. É uma pergunta.
- Aaaaaa......... Sim.
- Ah!... Bom... Pois... Isso é... Hummm... (sorriso amarelo)

...

terça-feira, 1 de junho de 2010

Faço escolhas de merda

Dos dois únicos homens com quem aceitei casar-me em toda a minha vida, um está morto e o outro desapareceu algures na estratosfera.

sábado, 29 de maio de 2010

Esqueci-me de mencionar "cruéis, maquiavélicos e odiosos".

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Paris, je t'aime

Não gosto nada de usar o blog para mandar recadinhos, mas como o prometido é de vidro... Gostava muito mais de nós quando não tínhamos perdido os nossos objectivos de vista. Éramos menos cínicos, menos amargos e menos irritantes um com o outro. E tomavas tão bem conta de mim. Mas não faz mal. Amo-te na mesma, meu grandessíssimo tolo.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Não pensei viver para ver chegar este dia...

Afinal sou uma puritana. Uma moralista. A minha educação profundamente católica está toda a vir à tona. Isto porque, pasme-se!, sei distinguir tão facilmente o certo do errado. Porque o certo, obviamente, é andares a encornar a tua namorada. O certo, obviamente, é exigires de mim o que sabes que não posso, nem quero, dar-te. O certo, obviamente, é eu dar-te satisfações sobre com quem durmo, quem convido para a minha casa, ou se me pus a dançar o can-can toda nua com um chapéu de pasteleiro às quatro da manhã no Marquês de Pombal. Pois, o certo. E o errado. Tão difícil.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Eu não quero levantar falsos, mas as pessoas quando morrem são todas fantásticas, umas porreiras. Até os traficantes de droga.

It's not personal, Sonny. It's strictly business.

“Acho que devias arranjar um emprego e começar a pensar em juntares-te e ter filhos. Do franguinho ou do teu novo melhor amigo de infância são as minhas sugestões. Os teus genes merecem.” Talvez. Mas os deles não!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O meu autismo começa a dar os seus frutos. Cinco dias, três Pedros, três sermões. Mas eu mereço. Vou só ali dar duas voltas e meia ao meu cilício e já volto.

Eu e o meu povo

Hoje celebram-se exactamente 10 anos que deixei definitivamente a vida boémia para me dedicar, com afinco, à decadência. Com grande sucesso, diga-se. Há que festejar!
Nota1: O James H. passa a metro e meio de mim e o que é que me passa pela cabeça? Delírio? Euforia? Êxtase? Histeria? Não. "Foda-se, parece um estivador".
Nota2: Preciso de alguém que me conte histórias até eu adormecer.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O mundo é uma ervilha ou como o FB destrói os nossos sonhos mais românticos num ápice

A miúda por quem me apaixonei namora com um amigo do franguinho. Uau...

domingo, 16 de maio de 2010

De visita a São Salvador da Baía, eu e a minha esposa quisemos consultar uma Mãe-de-Santo. Demasiada crendice, dirão vocês. Demasiado Jorge Amado, respondo eu. Assim que aterrei foi a primeira coisa que disse à nossa guia. Ela respondeu, muito solícita, que tinha um colega especializado nesse tipo de serviço (?!!) e que me ligaria mais tarde para explicar detalhes. Dois dias depois liga-me. Contas redondas, a troco de cem euricos, mais coisa menos coisa, alguém nos iria buscar ao hotel e levar-nos-ia a um terreiro para, com mais uns quantos turistas, assistirmos ao culto. O preço, por pessoa, incluía toda a animação (??!!!!!) e a nossa segurança, uma vez que os terreiros ficavam todos em perigosíssimas favelas. Desistimos da ideia. Mal por mal, antes gastar o guito em caipirinhas e bikinis. Eu, totalmente avessa a programas 'turísticos', prefiro passear por minha conta e risco. Lisboa, Marraquexe, Tunis, Taipa; conhece-se bem mais de uma cultura e de uma cidade sentada numa esplanada a ouvir conversas alheias e a observar o vem e vai que dentro de um museu a olhar para paredes. De maneiras que agarrámos em nós e andámos pela cidade, a sentir a vibração da coisa. Percorremos as ruas e subimos as ladeiras que já amávamos antes de conhecer, de tantas e tantas vezes termos lido sobre elas. Um belo dia conhecemos uma pessoa, uma personagem saída directamente da cabeça de Jorge Amado. Depois de algum tempo à conversa fomos à nossa vida, mas não tínhamos dado nem dez passos e diz a minha esposa "Reparaste nos colares? Ele é do candomblé! Se lhe perguntássemos a ele?". E lá voltámos atrás, roxas de vergonha, com medo de estar a ferir susceptibilidades. Zé Carlos, depois de consultar a esposa com o olhar, e de dizer que não costumava dar o contacto da sua Mãe-de-Santo a estranhos, deu-nos um papelito com um número de telefone. Corri para o orelhão mais próximo e disquei o número. Do outro lado atende-me uma senhora que ao fim de duas frases minhas me pergunta se não sei falar português... Depois de uma aventura linguística lá nos conseguimos acertar. No dia combinado, Zé Carlos enfiou-nos dentro de um táxi e deu as suas indicações ao irmão. Percorremos a cidade e começámos a subir a favela quase em pânico, já arrependidas de onde nos tínhamos ido enfiar. O "irmão" foi impecável, estacionou o carro, chamou pela Mãe e só foi embora quando já estávamos dentro de casa. Casa? Barraca. Muito asseada, mas ainda assim miserável, com imagens recortadas a servir de decoração e uma data de relógios parados ou com horas trocadas. Enquanto a minha esposa entrou lá para dentro para se consultar, eu fiquei na sala a contar os ratos que passavam. Quando chegou a minha vez, ia desmaiando do esforço de conter o riso. Aparece-me uma velhinha encarquilhada, noventa e tantos anos (tinha-mo dito Zé Carlos), escura como a noite, em camisa de dormir, mas com umas venerandas barbas brancas. Devo dizer que a vontade de rir me passou quase a seguir, quando me começaram a rezar e a aspergir com uns líquidos altamente suspeitos. Mandaram-me sentar e ficar de boca calada. O que se seguiu foi um dos episódios mais surreais da minha vida já pouco realista no correr normal dos meus dias. Hei-de guardar para sempre as coisas que me disseram, Mãe O. e a sua Filha C. Algumas coisas pareciam anedota (além de altamente improváveis, na altura), mas vieram a acontecer, implacavelmente, mais cedo ou mais tarde. Neste momento oiço as palavras "apartamento no centro da cidade" ecoarem nos meus ouvidos, e vejo as palavras que se seguiram a piscar em néon. Depois chamaram a minha esposa de volta e passaram-nos o que se pode chamar de um grandessíssimo sermão, de pessoas que não nos conheciam de lado nenhum, mas que sabiam perfeitamente do que estavam a falar (e pelo menos tinham a legitimidade da provecta idade do lado delas). Lembro-me também, com grande carinho, das últimas palavras que Mãe O. me dirigiu. "Você não está perdida, minha filha".

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Terceira parte

Desespero misógino. Meio copo. Massacre. Muito pior.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Red Bull dá-te aaaaaaaaaaaaaaaaasas

E estou a começar a alucinar completamente porque são 4 da manhã e não posso ir dormir porque tenho trabalho para entregar e depois faço directas em cima de directas e vou-me deitar às 10 da manhã e acordo às 6 da tarde e já não sei o que é noite e o que é dia e no outro dia às 5 da manhã tinha tanta fome que tirei um pacote de bolachas daqueles que têm uma embalagem de cartão por fora directamente para dentro dum olho e comecei a gritar estou cega estou cega mas lembrei-me que eram 5 da manhã e se calhar era melhor gritar em voz baixa e doeu comó caralho mas depois quando tirei a mão do olho vi que afinal não estava cega mas tinha uma mancha encarnada no olho e fiquei quatro dias quatro sem olhar para o espelho porque posso ver as minhas tripas mas tudo o que meta olhos põe-me os joelhos a tremer e achei que ia ficar assim para sempre mas depois distraí-me e olhei para o espelho e afinal o olho já está normal outra vez e depois acontecem-me cenas embaraçosas como vir da casa de x e encontrar os amigos de x e fingir que não os vejo mas eles virem ter comigo e perguntarem-me se x já voltou e eu pensar se soubesses onde é que x tinha a boca ainda agora mas fazer cara de anjo e dizer que já voltou porque falámos no msn e depois pensar que foi uma parvoíce porque é mais que provável que x amanhã se desboque que estivemos a ver um filme e depois vai parecer suspeito que eu não tenha dito nada mas agora já está já está que se foda e depois aturar as cenas de ciúmes do mesmo de sempre e acabar por ir para os copos com os amigos de x vamos até ali enrolar uma ganzazinha queres não obrigada tenho de me manter acordada porque tenho de ir trabalhar no computador e a minha vida é uma miséria e chego a casa mas afinal os ciúmes já passaram então vou só fazer um xixi e já te encontro no real e já são 3 e meia da manhã não acredito que vou sair outra vez para a rua tenho tanto ainda para fazer mas o sábado é só uma vez por semana é da maneira que depois compenso e deito-me ao meio-dia talvez e afinal até deu para mudar a opinião e conhecer um povo que até é cinco estrelas até já tenho um novo spot onde ir porque o meu tio não tem café que é uma coisa que me aborrece um bocadinho portanto agora sempre posso ir beber um cafézinho e trocar umas ideias com gente porreira que me vende red bulls logo a mim que não bebia um red bull há mais de sete ou oito anos porque toda a gente sabe que dá cabo do coração a uma pessoa e claro que todos vamos morrer um dia mas eu por mim até nem tenho pressa e depois recebo mensagens um bocado parvas está-se mesmo a ver onde é que isto vai dar mais dia menos dia dizes-me aquilo que eu não quero ouvir mas há que encarar estas cenas com tranquilidade e dizer é a vida que é que queres que faça por ti ou se calhar é melhor não porque já sei a resposta e não é coisa que eu queira ouvir de maneiras que ouvidos que não ouvem coração que não sente pelo que o melhor mesmo é ficar caladinha e continuar a transcrever apesar de estar farta de ouvir se o caralho do caminho é público ou privado ou municipal e tanta merda por causa de 2 metros de terreno não valia mais enfiarem a merda da caixa da electricidade pelo cu acima e voltarem para a vossa terra porque isto com gente de fora é sempre a mesma coisa sobretudo com gente sofisticada e evoluída do primeiro mundo porque não percebem o valor da terra e a importância que 2 cm de terreno têm para este pessoal do terceiro mundo.
Enfim, se calhar ia trabalhar mais um bocadinho.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Se calhar devia ter atirado aquele preservativo que me deram no Rossio...
Odeio o Natal, a Passagem de Ano é uma noite igual às outras todas, não gosto do Carnaval, detesto fazer anos, os feriados aborrecem-me e ainda não percebi o que é o 15 de Agosto. Assim, as épocas do ano dividem-se, para mim, em: Paris-Dakar (suspiro), Páscoa (adoro), equinócio de Primavera, Santos Populares, mês de Junho (todo), solstício de Verão, Feira do Livro, férias em Setembro. Preferia quando a Feira era em Junho, mas pronto, é o que há.
Dito isto, eu só quero ler livros. Mas não. É embaraçoso, não me orgulho nada disto, chega a ser aviltante. Não vale a pena negar. Foi o que aconteceu. Vi o Papa. Espero que ele não me tenha visto a mim. Não consegui descortinar se levava os seus magníficos sapatos Prada. Ooooooooooooh...