terça-feira, 31 de agosto de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Ainda por cima neste ridículo mini-portátil, que mais parece o telemóvel da Barbie...
À minha volta há crianças aos gritos, adultos que chupam o seu álcool por palhinhas coloridas. Há sol, há palmeiras, há espreguiçadeiras. A piscina chama por mim. MAS ENTÃO POR QUE CARALHO É QUE EU TENHO DE ESTAR A TRABALHAR????
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Eu não aprendo nunca...
Vim ao shopping comprar um saco de praia para a minha esposa, saio com uns calções, uns óculos e dois chapéus de homem. A postar da zona das camas, loja de decoração, enquanto a minha esposa escolhe artigos de casa de banho (ou cadernos escolares, não tenho bem a certeza).
domingo, 22 de agosto de 2010
Puta que pariu
Isto até parece conversa de quenga, mas a verdade é que os meus clientes me pagam para os ouvir. Malditos advogados! E juízes. E testemunhas. E procuradores. E réus. E arguidos. E demandantes. E...
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Deve ser um descanso para um pai, sobretudo um pai que acaba de chegar 'da França', com três dentes na boca, cordão de ouro ao pescoço, sapatos em bico e que fala axim, mas como eu ia dizendo, deve ser muito mais descansativo para este pai saber que a filha só se dá com paneleiros. Mas será que o avec se sente igualmente descansado quando está na varanda com o bracinho de uma bicha louca pousado sobre o seu?
Eu conheço uma gaja que queria comer um gajo. E a amiga da gaja queria comer o amigo do gajo. Mas a amiga era um bocado enconhada. E a gaja era um bocado puta. De maneiras que o que aconteceu foi:
a) ninguém comeu ninguém;
b) a amiga comeu o gajo e a gaja nunca mais falou à amiga;
c) o amigo comeu a gaja, mas queria era comer o gajo;
d) a gaja comeu a amiga;
d) nenhuma das anteriores.
Shame on me!
a) ninguém comeu ninguém;
b) a amiga comeu o gajo e a gaja nunca mais falou à amiga;
c) o amigo comeu a gaja, mas queria era comer o gajo;
d) a gaja comeu a amiga;
d) nenhuma das anteriores.
Shame on me!
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
sábado, 7 de agosto de 2010
Eu considero-me uma bebedora de primeira qualidade. Não é nenhum talento especial, aprendi com os melhores --> o meu cota. Aparentemente bebo como um homem, seja lá o que isso quer dizer. Ao contrário da maioria das pessoas posso fazer misturas e agradeço ao meu cérebro ter um dispositivo automático que me impede de me humilhar em público. Nunca caio do salto, só faço figuras sozinha ou em casa, nunca vou ao grego e lá abro uma excepçãozinha de quando em vez e peço ajuda a alguma pessoa mais íntima, sempre muito discretamente, para me ir pôr a fazer xixi quando já não consigo encontrar a casa de banho. Dito isto, ontem, pela primeira vez na vida, depois de uma imperial, duas garrafas de vinho verde e quatro margueritas sairam da minha boca as palavras "não consigo beber mais". Será que é isto que é a idade??????? Estou bem fodida.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Tss tss
Gasto eu rios e rios de dinheiro em shampoos e condicionadores sem sal, para depois passar o dia com o cabelo enfiado no mar...
domingo, 1 de agosto de 2010
Alguém me explica a razão de eu me ter levantado hoje de manhãzinha, saído da minha caminha, ter atravessado a MINHA casa, para ir à MINHA casa de banho, e me ter cruzado com o cabelinho pantene na MINHA cozinha?? Já mencionei que estava completamente nua? Eles estavam vestidos. Ok. Eram duas da tarde. Anywayz. Percebo a falha neste raciocínio, só não a consigo verbalizar. Vamos ter uma conversa, minha menina!
sexta-feira, 30 de julho de 2010
So long, cabelinho pantene
Acabei de perceber o Moët & Chandon. A minha esposa querida, flatmate, irmã do meu coração, acabou de pôr o pé na bunda do metrossexual. It's party tiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiime!
Tenho a ligeira sensação que venho à minha casa (o que tem sido raro, de facto) apenas para limpar, encher o frigorífico e ver filmes no portátil, deitada no sofá. Por outro lado, acho que se passam coisas bem giras aqui durante as minhas ausências. Entro em casa e tenho a bancada pejada de garrafas de Moët & Chandon vazias. Abro o frigo e tenho três iogurtes que passaram de prazo há 3 meses e uma lata de atum aberta. Só. Talvez repense a minha agenda para o que resta do Verão.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
quarta-feira, 28 de julho de 2010
terça-feira, 27 de julho de 2010
segunda-feira, 26 de julho de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
E aí vou eu para a praia, pela fresquinha das onze e meia da manhã (o meu plano de me levantar às 9 foi, como é óbvio, por água abaixo). Shorts, top de nylon (daqueles que só de olhar já cheiram mal) a apertar atrás do pescoço e chinelos made in china. Visual 80% chunga, 100% subúrbios. Para compor o cenário, faz um vento do caraças, andam pólens pelo ar e pó e sei lá mais o quê, pelo que me dá um ataque súbito e agudo de rinite alérgica. De maneiras que vou pela rua fora a assoar-me ruidosamente quando sou engatada à cara podre por um tipo que encosta o Mercedes ao passeio e entre risos (dele e meus) me pede o telemóvel e me diz que nunca até hoje pensara que uma mulher a assoar o nariz podia ser sexy. Pois é. Há bocas foleiras, piropos de prazo para lá de vencido e há abordagens fofas. Parece fácil...
terça-feira, 20 de julho de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
domingo, 18 de julho de 2010
O meu fim-de-semana foi inteiramente dedicado a devorar filmes no portátil, devidamente acompanhados por batatas fritas de pacote, refrigerantes, sticks'n'cream e tortas dancake. Com merecidas pausas para cervejas, morangoskas e grogue nos sítios do costume. Planos para a esta semana: praia, livros, música e vender a alma.
Confesso que a Soraia Chaves subiu uns pontitos, mas haverá por aí alguém que tenha o número de telemóvel do Marco d'Almeida?
Confesso que a Soraia Chaves subiu uns pontitos, mas haverá por aí alguém que tenha o número de telemóvel do Marco d'Almeida?
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Um dia destes calhou em conversa confessar, entre o embaraço e o pesar, que sou incapaz de sentir ciúmes. A pessoa em questão mostrou surpresa e agrado, eu sinto espanto e desalento. O ciúme não é afinal uma coisa boa (na medida certa, evidentemente)? Depois fiquei a pensar e comecei a andar para trás, tentando perceber a raiz da questão. E vieram-me à memória episódios passados tinha eu cinco anos. Quando soube que ia ter uma mana fiquei esfuziante de alegria. Lembro-me de pensar que o bebé nascia e passado pouco tempo seria do meu tamanho e podia brincar comigo e com os meus brinquedos. E esta foi toda a importância que dei ao acontecido. Mas rapidamente os adultos à minha volta começaram a conspirar contra mim. Diga-se em abono da verdade que, passada a alegria inicial, pouca importância dei ao facto. Sempre estive mais entretida com o meu mundinho interior do que com quaisquer circunstâncias externas. Mas os adultos pareciam não pensar assim. A minha avó, uma pedagoga como já não se fazem, agitava o indicador à frente do meu nariz e dizia, com uma ameaça velada na voz, "Não vais ter ciúmes do bebé. Não podes ter ciúmes do bebé. Não vais ter ciúmes do bebé!". Religiosamente, várias vezes por dia, com a pontualidade de uma colher de xarope apontada directamente às goelas. Se na altura isto não fazia muito sentido, tornou-se rapidamente um conceito temido. A tortura atingia o seu pico quando encontrávamos as outras senhoras na praça, no lugar das hortaliças, ou no Castelo, onde passeávamos todas as manhãs. A minha avó contava a novidade e as outras mães e avós que por ali andavam com os seus rebentos juntavam as cabeças e começavam a cochichar. E era então que a minha avó elevava a voz umas quatro oitavas (para se certificar que era ouvida desde aqui até à Trafaria) e olhava para mim de esguelha enquanto dizia "A nossa Ninazinha não tem ciúmes nenhuns do bebé, POIS NÃO?". Quando se calava os vidros à nossa volta tinham-se estilhaçado, os alarmes dos carros tinham disparado, e as crianças à minha volta tinham os olhos esbugalhados, os cabelos em pé e as bocas escancaradas, com um fio de baba a escorrer (enquanto as suas mamãs e avós acenavam aprovadoramente). Era assim que se educavam os petizes, those days. E pronto, matou-se o bicho, acabou-se com a peçonha. Palavra extirpada do meu dicionário pessoal, em todas as suas vertentes e ambivalências. Forever and ever. Diga-se, como nota de rodapé desta bonita estória, que eu até tinha todas as razões para ter ciúmes do bebé. Até aí filha única, menina do papá, neta mais nova e única menina. E, ainda pior que isso, uma semana antes do bebé nascer parti um braço e tive de engolir as lágrimas e puxar-lhe pela saia durante dois dias (DOIS DIAS), até a minha distraída e paquidérmica mamã finalmente olhar para baixo e perceber que se calhar o melhor era levar-me ao hospital (sem grandes pressas, claro, já que esperámos dois dias vamos jantar primeiro). Mas o facto é que não tinha (e se por acaso, o que é expectável e até, atrevo-me a dizê-lo, desejável (mais uma vez na medida certa) viesse a ter não seria nenhuma tragédia) pelo que tudo o que estes educadores patetas conseguiram foi boicotar a minha vida sentimental posterior. Obrigadinha aí!
De maneiras que se penso no homem que amo com outra, em vez de ciúmes dá-me tusa, mas acerca das razões de tal aberração não quero nem sequer começar a pensar nelas...
De maneiras que se penso no homem que amo com outra, em vez de ciúmes dá-me tusa, mas acerca das razões de tal aberração não quero nem sequer começar a pensar nelas...
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Par #847
Os homens, Senhor, os homens...
Foi só um beijinho. Não era preciso apagar o cigarro no próprio braço.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Realmente, de que é que eu me queixo?
Diariamente pessoas ligam-me, mandam-me mensagens ou encontram-me e gabam a minha beleza, a minha energia, o meu génio, a minha verve, a minha graça, a minha espontaneidade, a minha genuinidade, o meu talento, o meu brilho, a minha atitude, a minha joie de vivre. Elogiam o meu cabelo ("caracóis ruivos" ;)), as mamas, o cu, os meus lábios, os meus olhos, os meus vestidos, as minhas tatuagens. Perfeitos desconhecidos querem levar-me para dançar no Jamaica (grande coisa...) ou para beber um copo no Lux (outra grande coisa...). Oferecem-me 20 euros por uns óculos de sol de 6 euros (H&M), só pelo prazer de mos verem tirá-los do decote. Pessoas vão fazer o trabalho sujo por mim enquanto durmo a sesta no sofá, ajudam-me a vender o que tenho para vender e oferecem-me presentes de valor incalculável (literalmente, pelo menos para mim). Bajulam-me. Invejam-me. Idolatram-me. Mimam-me. Seria, de facto, uma convencida insuportável, não fosse uma fraude auto-consciente. Se acreditasse em Deus pedia-lhe que me fizesse burra, muito burra, ergo feliz.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
A minha vida é tão estúpida
Podia estar sozinha em casa a olhar para a tv. Mas estou sozinha num bar a olhar para uma cerveja. E neste momento, sinceramente, não parece muito mais interessante que o Tim Gunn's Guide to Style...
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Eu gosto é do Verão
Nina acabou de estender a sua toalhinha na areia e agradece mentalmente a S. Pedro pelo primeiro dia em quinze sem vento. Nina vai agora tostar durante 10 minutos E X A C T O S de cada lado antes de se atirar à água.
sábado, 19 de junho de 2010
"Can I ask you out?"
"No."
"C'mon!"
"No. You must marry me first. Then you can take me anywhere you like."
Joelho no chão. Milhares de pessoas à nossa volta.
"Nina, will you marry me?"
"No!"
"C'mon. Go out with me. We get to know each other better, then we choose the names for the kids."
Só me fazem passar vergonhas....
"No."
"C'mon!"
"No. You must marry me first. Then you can take me anywhere you like."
Joelho no chão. Milhares de pessoas à nossa volta.
"Nina, will you marry me?"
"No!"
"C'mon. Go out with me. We get to know each other better, then we choose the names for the kids."
Só me fazem passar vergonhas....
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Lembro-me exactamente do que fiz neste dia, há um ano atrás. Estava um calor que não se podia. Eu tinha uma saia preta, um top branco e as minhas melissas (do chinês). Combinámos na esplanada depois do trabalho. Escolhemos uma mesa à sombra e bebemos imperiais enquanto eu lia o jornal e tu te queixavas do patrão. Chegaram alguns amigos e bebemos mais umas imperiais e fizemos piadas, até tu os enxotares delicadamente. Fomos para tua casa e fizemos amor no chão. Depois encomendámos comida e ficámos a beber super bocks de lata deitados seminus, tu no chão e eu no sofá, com a janela aberta e a luz apagada. À meia-noite e oito minutos disseste "parabéns, chavala" e fizemos amor no sofá. Coisa bonita, a amizade desinteressada.
E o que é que mudou do ano passado para este? O tempo está francamente mais fresco.
E o que é que mudou do ano passado para este? O tempo está francamente mais fresco.
Ideias brilhantes #3
Há lá plano melhor para festejar o meu aniversário que juntar-me a outros quinhentos desgraçados e irmos todos juntos de braço dado fazer um exame (cada um um seu) em que passa uma pessoa em cada sete? MAS ONDE É QUE EU TINHA A CABEÇA??????
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Passei a minha infância fascinada pela figura de um parente remoto, que aparecia de quando em vez na aldeia. Nós íamos e vínhamos; ele "chegava". Era um acontecimento. Toda a minha família, próxima ou afastada, tratava este homem por Padrinho, o que era muito estranho, porque era impossível que tivesse apadrinhado tanta gente, de tão variadas idades. O Padrinho, homem extraordinário e belíssimo, apesar da idade, e a Madrinha, uma réplica da Maria Callas, mas de cabelos brancos, com os seus inseparáveis óculos de lentes verde escuro, eram definitivamente as pessoas mais finas da aldeia. O Padrinho era um homem imponente, de cabeleira branca e sobrancelhas impressionantes. No meu mundo de fantasia, achava que era o Álvaro Cunhal, passando férias incógnito, numa aldeia ribatejana esquecida. O que tornava tudo ainda mais estranho, porque o meu avô insultava o Álvaro Cunhal na televisão, mas tratava o Padrinho com uma reverência inusitada. Isso devia fazer parte do disfarce, pensava eu, para tornar tudo mais verosímil. De facto, o meu avô tratava o Padrinho por senhor (não exactamente da forma que usamos hoje, mas sim numa forma que caiu em desuso há muitos anos, mas que se utilizava ainda há 50 ou 60 anos lá na aldeia, até entre marido e mulher, porque o tu seria impensável, e o vossemecê era usado exclusivamente entre pares), mas o Padrinho tratava o avô por tu! Eu franzia o nariz e espiava-os pelo canto do olho. O Padrinho parecia muito mais novo que o avô... Mais tarde percebi que o que o Padrinho não era mais jovem, era sim mais jovial e que o que vira do mundo lhe dava um à-vontade dentro de si próprio que lhe permitia a informalidade (coisa que o meu avô nunca se permitiu nas relações interpessoais, embora nunca o tenha ouvido tratar mais ninguém por senhor). Percebi também que os Padrinhos tinham sido muito ricos quando os meus avós eram muito pobres e que embora os meus avós nunca tivessem aceitado o dinheiro deles (a minha avó mudou-se temporariamente para sua casa quando lhes nasceu o primeiro filho, e a Madrinha passou muito mal), mas costumavam receber cestinhos com géneros, tão escassos nos anos que se seguiram à Guerra, que eles enviavam lá para casa. Compreendi também o conceito de "obrigação". A nossa família "devia uma grande obrigação" a uma família, ou outra família "devia uma grande obrigação" à nossa, porque há 50 anos nos tinham pedido emprestados 5 litros de azeite, ou porque há 80 eles tinham deixado o nosso rebanho atravessar a fazenda deles para beber água na ribeira. Hoje em dia parece piada, ou uma história passada na Sicília. Mas não. Passou-se connosco, passou-se aqui. Com o tempo estas coisas perderam a sua importância e eu ganhei outra compreensão do mundo. A família dos Padrinhos desintegrou-se quando os filhos se divorciaram das noras, e os netos cortaram relações com eles. Eu já não tinha a J. e o K. para brincarem comigo, e a Madrinha tornou-se uma figurinha pequenina e debilitada, que fazia arroz doce só para mim, porque não havia mais netos que o comessem, tão distante da diva imponente de outros tempos. O Padrinho adoeceu e morreu. Os filhos enfiaram a Madrinha num lar de terceira idade.
Anywayz, hoje já não nos lembramos a quem devemos obrigações, ou quem as deve a nós, e já nem sequer conhecemos as estremas das nossas fazendas, e se isso tem o seu quê de triste, como uma memória longínqua de um mundo mais puro e honrado, por outro lado já se pode contar em voz alta a razão por que o Padrinho ficou tísico poucos meses depois de chegar a Lisboa vindo da aldeia, na força dos seus vinte anos. Ah, aqueles olhos verdes!!!!
Anywayz, hoje já não nos lembramos a quem devemos obrigações, ou quem as deve a nós, e já nem sequer conhecemos as estremas das nossas fazendas, e se isso tem o seu quê de triste, como uma memória longínqua de um mundo mais puro e honrado, por outro lado já se pode contar em voz alta a razão por que o Padrinho ficou tísico poucos meses depois de chegar a Lisboa vindo da aldeia, na força dos seus vinte anos. Ah, aqueles olhos verdes!!!!
domingo, 13 de junho de 2010
As minhas festas são um sucesso
Vêm os que eu amo, vêm os que eu conheço e vêm os que eu não faço ideia de quem são. Vêm os que eu convido e os que alguém convidou e os que aparecem sem ninguém os convidar. As minhas festas pagam-se a si próprias e mais que isso dão lucro. Nas minhas festas encontram-se por puro acaso pessoas da outra ponta do país, convidadas por pessoas diferentes que não se conhecem entre si. Nas minhas festas aparecem pessoas que eu não via há anos e tudo parece acontecer por obra do destino. Nas minhas festas eu chego atrasada à minha própria casa e já tenho umas quinze pessoas sentadas à minha porta. Nas minhas festas, alguém que eu não conheço e que veio de Marrocos via Paris, está a assar sardinhas e febras para toda a gente, enquanto eu bebo cerveja. Nas minha festas há pessoas de pelo menos umas dez nacionalidades. A minha festa foi perfeita, no meu dia favorito do ano, com algumas das minhas pessoas favoritas no Universo. :)
sábado, 12 de junho de 2010
O momento alto do meu dia ou Os homens não podem ver um par de chuchas apontadas ao céu
Pela primeira vez na minha vida entro na Assembleia da República. Ponho o meu sorriso pepsodente e dirijo-me ao agente à porta. “O Dr. fulano de tal está à minha espera”. Diz que posso entrar e dirigir-me à funcionária. Digo-lhe que só quero entrar e que o senhor virá ter comigo à porta. “Faxavor de entrar, menina”. Entro. Medo. Os meus joelhos tremem. Tenho pânico de polícias e horror a solenidades. O bófia entra atrás de mim e mete-se comigo à cara podre. Chega o Sr. Dr., que diz para eu entrar e passar as minhas coisas pela máquina de raios-x. O bófia arvora um sorriso (o dobro do meu à chegada) e diz que não é preciso. Agradeço e bato-lhe duas vezes as pestanas. O pateta do Sr. Dr.: “Ninguém te resiste. Reparaste no sorriso de orelha a orelha do bacano?”. Não sei se core de embaraço ou se encha a mochila de semtex para a próxima vez.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Agradeço ao Senhor pelas mensagens à borla entre 96
PêPê: Que estás a fazer?
Nina: Absolutamente nada.
PêPê: Sabias que o sol se encontra a cerca de 28000 anos luz do centro da galáxia?
Nina: ...
PêPê: O raio polar é 25 Km menos que o equatorial! Estou a enlouquecer... Quem é que andou a medir isto?
Nina: -.-
PêPê: Qual é o teu problema?
Nina: Amor a mais. Vida a menos.
PêPê: Adopta um pretinho.
Nina: Absolutamente nada.
PêPê: Sabias que o sol se encontra a cerca de 28000 anos luz do centro da galáxia?
Nina: ...
PêPê: O raio polar é 25 Km menos que o equatorial! Estou a enlouquecer... Quem é que andou a medir isto?
Nina: -.-
PêPê: Qual é o teu problema?
Nina: Amor a mais. Vida a menos.
PêPê: Adopta um pretinho.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Afinal, e contra todas as perspectivas em contrário, parece que tenho saúde para dar e vender. Não é uma doença fibroquística da tanga que me vai matar. Um OBRIGADA muito sentido a todas as mulheres e aos dois homens que durante as últimas 3 semanas me tentaram convencer que sou muito nova para morrer.
Por que raio estou a estudar estatística outra vez??????
É incrível como 80% da minha energia vital é gasta a sacudir chatos e inconvenientes e insistentes e crianças grandes da minha vida. Os 20% que sobram passam-se a contar horas que nunca mais passam.
Não, a sério, estou mesmo a estudar estatística. Para idiotas.
Não, a sério, estou mesmo a estudar estatística. Para idiotas.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Príncipe, príncipe, estavas tão bem no baú das recordações ou O que fiz eu para merecer isto?
Uma das ideias mais geniais que já tive: como evitar ir para a cama com um gajo. "Então, babe, vamos até tua casa?", "Não, vamos antes beber um copo.". Passados 45 minutos soa mais ou menos "Bubemox maije um coooopo?". Passadas duas horas cai-se para cima da mesa do bar, a ressonar. Alguém nos arranca de lá, com umas beatas ainda agarradas à bochecha (coladas com baba).
Não foi bem assim que aconteceu. Sempre a bater no fundinho, mas com elegância e classe! Fui salva pelo meu querido marido depois de mandar uma mensagem de S.O.S. à socapa. E só despenquei no sofá de casa (para todos os efeitos, não estava num bar, estava sentada no chão, na rua).
Não foi bem assim que aconteceu. Sempre a bater no fundinho, mas com elegância e classe! Fui salva pelo meu querido marido depois de mandar uma mensagem de S.O.S. à socapa. E só despenquei no sofá de casa (para todos os efeitos, não estava num bar, estava sentada no chão, na rua).
segunda-feira, 7 de junho de 2010
É o Sto. António, estúpido!
Nem imagino a quantidade de bagaço, cerveja e ganza foi necessária para me convencer a fazer uma sardinhada na rua. Contras: é bem capaz de ser proibido. Tenho a certeza que é proibido. É proibido. Prós: já tenho dois advogados confirmados, por isso é capaz de não haver azar.
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