sexta-feira, 13 de abril de 2012

Por razões que não vêm agora ao caso, veio-me parar às mãos algo em que não tocava há anos. Esse maná para a dona-de-casa enfastiada ou para a adolescente ingénua. Um exemplar da revista Maria. Leitura de casa de banho de primeira água, portanto.
Na página do correio sentimental (ou whatever), entre as mensagens de cavalheiros que procuram 'senhora para relação séria', ou 'amizade ou algo mais', um homem de 35 anos procura mulher bonita até aos 30 para encontro em hotel. Número de telemóvel. Gosto de ajudar o próximo. Mandei sms. 'Amigo, procure antes nos classificados do Correio da Manhã.'. Não percebo por que é que não me respondeu a agradecer.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Best job in the whole world

Pagam-me para andar à porrada.

terça-feira, 10 de abril de 2012

O maior medo da minha vida #2

Ter uma carraça agarrada a algum sítio não detectável à vista.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Eu sei que sou a última coca-cola do deserto, mas mostrai alguma dignidade, meus filhos. É só um instantinho e estarei de volta. E aposto que trago pulgas.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Definitivamente, eram outros tempos, os da minha infância...

'Lá vai o bicho
Lá vai, lá vai
E come a mãe
E come o pai
E vai-te comer a ti também!'
Erguei-vos, camaradas! Ou então não...

Créditos: El. Pinheiro
Depois de um esforço hercúleo (mas bem sucedido) para engordar quatro quilos é tão bom acordar e abrir a porta para um 'estás tão magra... as tuas pernas parecem uns canivetes...'. Obrigadinha.

sábado, 31 de março de 2012

- Então quanto é que são os bilhetes pa coise?
- Dez euros.
- Ok. Eu digo-lhe que são quinze e fico com cinco.
- Eu não acredito que vais fazer cinco euros à custa da tua amiga.
- Pronto, dois e meio para mim e dois e meio para ti.
- Tá bem!

quinta-feira, 29 de março de 2012

O maior medo da minha vida

É o esparguete cair todo para o lava-loiças quando lhe estou a escorrer a água.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Não é falta de modéstia. Eu sou um nariz. Uma grande perda para a indústria perfumista. E Lisboa cheira hoje, definitivamente, a 2009.
Foi um longo, longo, Inverno. Mas já acabou.
Agora, para comemorar, vou dar início à minha época balnear. Em... 3... 2... 1............ NOW!!!!

quinta-feira, 15 de março de 2012

O post anterior foi talvez o mais difícil da minha carreira. Levou horas a acertar e corrigir. Letras que tinham ficado coladas à palavra anterior. Ou aquelas letras que estão mesmo ao lado da que queremos usar. E sendo um post particularmente irrelevante. Os bêbados (de sono) são assim. Mas não o escrevi sozinha, escrevi-o com a ajuda desta grande cadela. Bem-hajas, Pops.
Ena!, que já não postava aqui uma posta de pescada há mais que tempos. E cheira-me que este momento também não seja o mais adequado, derivado de as teclas se estarem a mexer sozinhas, ou então é a mesa do computador, ou o monitor, ou o caralho (não literal). Irrelevante. É a chamada bubadeira de sono, seus maldizentes (malpensantes?). O facto é que a psicologiaslashmetafísicaslashlivrosdeautoajudaslashfilosofiaonetoone nos diz que estabelecemos um padrãoslashmissão nas nossas vidas e depois corre tudo bem e felizes para sempre --> 0.00001% ou acabamos por nos afogar nesse padrãoslashmissão --> restantes %, é fazer as contas.
E é, pois, que concluo ao fim de 30 primaveras (na verdade esta é a 29.ª, porque eu nasci 3 dias antes de começar o Verão e tenho quase a certeza que já não me lembro de quase nada desses 3 dias (tirando o kilo e meio de alperces, Mamãe....), mas como ia dizendo, está bonito isto. A. MINHA. MISSÃO. NA. VIDA. É. Ser perseguida por tarados. Ser torpedada por coisas fofiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiinhas no mural do meu fb. Ter stalkers que vão em busca de informação minha junto de amigos emigrados há décadas (devem saber de mim, devem...). Pessoas a quem não atender o telefone uma vez diz 'está ocupada'; 10 vezes 'está ocupada'; 100 vezes 'está ocupada'. E a partir daí saltam uns quantos degraus da escada (sempre me disseram que não se devem queimar etapes) e a pessoa deve estar morta. AAAAAAAAAAAAAAAi, o que é que se faz agora? Olha, vou continuar a ligar... Assaltar fb alheios, telefonar para números privados, tentar saber, tentar saber, tentar saber. Saber o quê, caralho? Que não te atendo o telefone porque não quero? Não fosse já suficientemente explícito, mandasses sms. Eu mandava-te um boneco. Troll.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A minha mãe é judia. O meu pai é magrebino. A minha irmã é persa. Eu sou parva.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

É possível, muito possível, que algures durante os anos 20 o meu bisavô tenha sido o homem mais rico de Portugal. Durante cerca de dois minutos. Sorte madrasta!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A minha agência a cuidar da minha carreira: ora fazes de quenga, ora fazes de escrava; ora fazes de escrava, ora fazes de quenga. Mas gosto à brava do saco de batatas, perdão, túnica, de escrava.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Sabemos que a crise chegou à CML quando temos uma poça de vomitado à porta há 17 dias. Sabemos que a crise chegou ao Céu quando nem a chuva a consegue lavar.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Ouvir (à socapa) a minha directora de casting comentar que eu sou uma actriz é bom. Ouvir o meu big boss dizer-me (à frente de toda a gente) que todos sabem que eu sou louca é ainda melhor. Pena que quem não o conheça não perceba a piada.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Brincando aos heterónimos

"Sou tão feita para ir para o Céu, como para casar com o Edgar Linton, e se esse monstro que está lá dentro não tivesse feito o Heathcliff descer tão baixo, eu nem teria pensado nisto. Seria degradante para mim casar-me agora com Heathcliff, por isso, ele nunca saberá como eu o amo. E não é por ele ser bonito, Nelly, mas por ser mais parecido comigo do que eu própria. Seja qual for a matéria de que as nossas almas são feitas, a minha e a dele são iguais, e a do Linton é tão diferente delas como um raio de lua de um relâmpago, ou a geada do fogo."
Catherine Earnshaw

Ironias...

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Os gatos são os bichos mais fofos, lindos, adoráveis e estúpidos da Criação. A minha gosta de águas de sabores. Não estou a falar de Frize. Estou a falar do ralo da banheira.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

A parte mais divertida do meu dia foi estar a brincar com as crianças da figuração, com canetas de feltro e livros de colorir. Ou então foi quando postei uma foto minha no fb, grávida de 7 meses, e as pessoas acreditaram.

domingo, 20 de novembro de 2011

Eu não corto o cabelo. Acerto pontas. Mudo de cor. Mudo de penteado. Agora uma franja, depois um escadeado, agora em "V", depois a direito. Mas NUNCA corto o cabelo. Por que raio agora, logo agora, sonho todas as noites que o corto rente?

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Rir é sexo. Sorrir é beijar na boca.

Sempre fui pessoa de gargalhadas. Despropositadas. Descontroladas. Desrespeitosas. Inoportunas. Hilariantes. Pânicos de riso. Rir até chorar. Rir até sufocar. Quantas e quantas vezes Mamãe me gritou que risse mais baixo. Quantas e quantas vezes a Avó me chamou pateta por rir de tudo e de nada, mas sobretudo de nada. Ri-me de palermices, ri-me de alegria, ri-me da vida, ri-me da realidade, ri-me das desgraças, ri-me de mim, ri-me com os outros, ri-me sem razão. Hoje já não tenho razões para rir. Rio-me apenas das desgraças. Das minhas. Cada dia é uma sucessão de vitórias e derrotas. Vitórias amargas e derrotas doces. Tenho de dizer não a uma coisa que quero muito, porque já disse sim a uma coisa que se calhar não queria assim tanto. Espero respostas, em vão. A paz é cada vez mais podre. A comunicação tem cada vez mais falhas. Parece que de repente toda a gente começou a falar norueguês à minha volta. Não tem graça. Mas sorrir. Sorrir é outra coisa. Nunca fui de muitos sorrisos. Sarcásticos? Quase todos. Amarelos? Muitos. Por obrigação? Sempre que necessário. Espontâneos e genuínos? Meia dúzia de vezes a vida inteira.
Em determinados contextos, espera-se que as pessoas digam as tontices próprias do momento. Palavras lisonjeadoras, excitantes, encantadoras, abjectas, bonitas, ordinárias. Palavras que aceito humildemente, sem agradecer. Porque já as ouvi mil vezes, de mil vozes diferentes. Se algumas delas me intrigam, deixei de lhes ligar importância, porque apesar de as aceitar, nunca lhes vou reconhecer o significado. Mas de um desses momentos, cujo desfecho, bom ou mau já o esqueci, recordo e recordarei para sempre as palavras 'tu tens um sorriso lindo'.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

God, eu sei que não tenho sido boazinha (já nem sequer sou boazona) e nem acredito em ti, mas só para o caso de existires, EU PRECISO DE GANHAR ESTE CASTING! Estou bem relacionada, qualquer coisinha que precises já sabes, estou à disposição. Atenciosamente.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Que tenho uma merda de família (ou uma família de merda, vem a dar no mesmo)? Já sabia. Que a capacidade desta gente para me surpreender nunca cessa? Soube hoje.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Um dia hei-de ter problemas graves por comer iogurtes passados do prazo um mês. Ou fora do frigorífico (a.k.a. dentro da mala) há mais de 72h. Hoje ainda não foi esse dia. E amanhã também não será. Porque amanhã não faço contas de comer iogurtes.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Gostava mesmomesmomesmomesmomesmo de saber por que é que não consigo aceder ao blog através do telemóvel. É que a última coisa que me apetece é olhar para um monitor. E tinha taaaaaaaanto para escrever...

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O talento da minha esposa para misturar roupa dentro da máquina e tingir coisas de cor-de-rosa (cor-de-rosa?) não é mítico. É épico.

sábado, 1 de outubro de 2011

Família de comediantes

Mamãe, que não me via há uma semana, diz 'Onde é que vais parar assim?', 'Hospital' e 'Morrer'. De chorar. Mas nunca diz 'Porquê'. De rir às gargalhadas.
Nina sabia que não era possível redigir uma tese de mestrado em 14 dias. Nina acreditou que era possível redigir uma tese em 14 dias. Nina sabe agora que é possível redigir uma tese em 14 dias. Let's drink to that!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

- Do you expect me to talk?
- No, Mr. R.. I expect you to die!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAhhhh......., as repousantes e retemperadoras férias em família...

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Numa família em que a lucidez é um estado efémero (bastante efémero) e em que os excessos de todo o tipo foram, desde gerações remotas, não só tolerados como até encorajados - nunca se viu alguém impedir outrém de (tentar) comer até rebentar, beber até cair ou fumar até secar; pergunto-me, pois, em que delírio me encontraria eu para me ter passado pela cabeça que seria bom desintoxicar-me dos vícios perniciosos da minha vida urbana e cosmopolita, durante estes dias de sã convivência 24/7 com o referido clã. Erro meu, erro meu.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Os elementos da minha família, quando isolados, são anjos de candura e sensatez. Quando em conjunto é como se se tivessem aberto os portões do Inferno. Brueghel ficaria estupefacto.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Desisto de contar as horas que me separam/aproximam da sanidade/insanidade. Fui apanhada entre a maior fiteira/criativa do mundo e a maior rainha do drama de todos os tempos. Encontro-me exactamente no olho do furacão. Abatam-nos a eles ou abatam-me a mim, mas, por favor, não prolonguem mais o meu sofrimento.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

96h depois, quero morrer, pousar a cabeça no carril e esperar pelo comboio, meter-me na camionete e voltar para casa. Não aguento nem mais um sermão, uma opinião, um conselho podre, um convite para uma aguardente velha. Estou abstémia, porra! E por falar nisso, está um belo tempo para. Não sei o quê, mas lá que está uma maravilha, está.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Ah, e sem café.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Decidi ir cold turkey. Há mais de 48h sem drogas, sem álcool, sem os meus 65mg diários de v., sem sarcasmo, sem fumo, sem poluição, sem ruído. Só sol, areia, água, palmeiras, mesas ovais ou rectangulares (redondas ou quadradas não chegam).
Tenho saudades da Pops. Sniff...

domingo, 28 de agosto de 2011

É muita estranho ir à festa da terra onde vivi 23 anos e não conhecer uma alma. Vivam as farturas. Vivam.

sábado, 27 de agosto de 2011

It makes all the difference in the world between success and failure.
Luck?
War.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Este ano ainda só me pediram em casamento duas vezes, mas uma delas foi a brincar.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Anos e anos de estudo, educação esmerada, universidades prestigiadas, para a minha grande especialidade ser, hoje, falar com a PT ao telefone. Perdão. Insultar a PT ao telefone.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

'Show me all the blueprints. Show me all the blueprints. Show me all the blueprints. Show me all the blueprints. Show me all the blueprints. Show me all the blueprints. Show me all the blueprints. Show me all the blueprints. Show me all the blueprints. Show me all the blueprints. Show me all the blueprints. Show me all the blueprints. Show me all the blueprints. Show me all the blueprints. Show me all the blueprints. Show me all the blueprints. Show me all the blueprints. Show me all the blueprints. Show me all the blueprints. Show me all the blueprints. Show me all the blueprints. Show me all the blueprints. Show me all the blueprints. Show me all the blueprints. Show me all the blueprints. Show me all the blueprints. Show me all the blueprints. Show me all the blueprints. Show me all the blueprints. Show me all the blueprints.'
O meu cérebro tem tendência para fazer isto. Apercebo-me ao fim de uns 10 minutos. Às vezes de 20. Na rua. Não necessariamente 'blueprints'. Em voz alta. Triste.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

É bom vir de uma aldeia. É bom ter onde voltar. É bom ter uma festa como mais nenhuma aldeia perdida em nenhures tem. É ainda melhor ver a nossa paixão de adolescência não tirar os olhos de nós a festa toda. Substituir 'não tirar os olhos de' por 'babar em cima de'.
*Riso maléfico*

terça-feira, 9 de agosto de 2011

É incrível como me chegam estas pitas das berças, sem saberem juntar duas palavras para formarem uma frase, vão para as lojas da Baixa e as coisas agarram-se-lhes às mãos. Big time. No stress. Sem problemas, sem serem apanhadas. Só lucro. E eu, com mil anos de experiência de lojas, olhos a lacrimejarem e baba a escorrer pelo queixo por artigos que não posso pagar, nunca tirei uma coisa que não fosse minha. Tirando aquela vez. Um pau de giz. Da sala de aula. Na escola primária. Chuifff...

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Quando eu era miúda, em casa da minha avó, havia sempre pêros encarnados e pêros amarelos. Encarnados para o meu primo, que não gostava de amarelos e amarelos para mim, que não gostava de encarnados. E bananas, para o meu primo. Eu sempre detestei bananas, mas agora estou a comê-las de empreitada, que diz que são muito boas para as cãibras. Comi um balde de iogurte de aroma de banana, mas parece que o efeito não é o mesmo. Qual é o interesse disto? Nenhum.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Era uma ruiva fogosa, agora sou uma loira pindérica. Algures entre o loiro barracas e o loiro empregada-doméstica. Vou ali recuperar a minha colecção de chapéus e já volto.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Eu tenho um problema. Eu tenho um problema com roupa. E com sapatos. Pedem-me para levar roupa formal para uma gravação qualquer e eu não sei do que é que estão a falar. Chego a casa e imploro à minha esposa que me empreste roupa. Ela grita e barafusta. Não ajuda em nada. Mas o que dói mesmo é que uma fedelha me diga, condescendente, que se eu tivesse roupa normal já não andava sempre a usar a dela. Normal? Tailleurs e saias pretas e sei lá que mais são roupas normais? Responde que se eu pensasse a longo prazo era o que compraria. O que é que ela quererá dizer com isto? Parece-me que as prioridades desta juventude estão todas invertidas. E agora não encontro sapatos para combinar. Raiva. Muita.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Menos de 24h depois, começo a execrar 'práticas culturais'.
http://twitter.com/_NinaLee_